| Porque - Antes de ir votar |
|
EM
FAMÍLIA ATÉ 2025:
MARCELLO ALENCAR - PSDB / RJ
Enquanto governador do Rio, arranjou com a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, um emprego vitalício
no Tribunal de Contas do Estado (cujas atribuições
incluíam investigar os gastos da administração do
próprio governador Alencar) para o seu
filho, Marco Antônio Alencar. Só em salários, ao longo
de três décadas, o cargo estava
cotado em 3,2 milhões de reais, fora o carro com motorista, auxiliares
de gabinete e outras prerrogativas da função.
Investigava-se no tribunal, a suspeita de que o governo de Alencar,
inflava as despesas com educação. Entre outras irregularidades,
havia um dossiê revelando que 25% da água
encanada no Rio se perdia nos vazamentos da Cedae.
Fonte: Revista Veja - 29/10/1996
PAGAVA
O JARDINEIRO COM DINHEIRO PÚBLICO:
WIGBERTO TARTUCE - PPB / DF
Deputado de Brasília, foi descoberto pagando um jardineiro
para sua mansão com o dinheiro da Câmara.
Fonte:
Revista Veja - 08/01/1997
FUNCIONÁRIOS
FANTASMAS:
CÂNDIDO VACCAREZZA - PT /
SP Na época era secretário-geral e terceiro homem
na hierarquia do partido, onde recebia seu salário.
Só que ele também era funcionário fantasma
da Câmara Municipal de São Paulo, onde só aparecia
por lá uma vez por mês para assinar
o ponto. Médico concursado da
prefeitura de São Paulo desde 1984, onde era
pago pelos munícipes, sempre dava um jeitinho de ficar lotado em
gabinetes de vereadores amigos.
PAULO VANUCCHI - PT / SP
Servidor da Câmara Municipal de São Paulo, recebia seus
proventos dos cofres públicos, mas
só dava expediente no escritório político do partido.
MUNA ZEYN - PT / SP Funcionária
da prefeitura de São Paulo, onde recebia salário pago
pelos munícipes, mas atuava como assessora
direta em um escritório do partido.
Fonte:
Revista Veja - 08/01/1997
A
"GRANDE FAMÍLIA":
NIVALDO JATOBÁ - PMDB /
AL Prefeito de São Miguel dos Campos, Alagoas, empregou
a família na prefeitura. Das seis secretarias
existentes, duas estão com suas filhas e outras duas
com irmãs. As duas restantes foram assumidas por funcionários
de uma empresa sua. O presidente da Câmara
dos vereadores é seu irmão e todos os cargos comissionados
foram ocupados por familiares ou empregados da sua família.
Fonte:
Revista Veja - 08/01/1997
JUÍZ
DA PARAÍBA, REI DO NEPOTISMO:
SEVERINO MARCONDES MEIRA
Em 10 anos como juíz do Tribunal Regional do Trabalho
da Paraíba, ele já conseguiu colocar 63 parentes na folha
de pagamento do TRT, numa variada equipe
de filhos, mulher, sobrinhos, primos e noras. Todo mês, a
parentada leva para casa cerca de R$ 250.000,
equivalentes a 10% da folha de pagamento
do TRT. "Criterioso", selecionava os salários segundo o grau
de parentesco.
Fonte:
Revista Veja - 08/01/1997
JOAQUIM
"RUÍNS":
JOAQUIM RORIZ A
CPI do Orçamento realizada entre 93 e 94 concluiu pela suspeita
de que o então
governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, cometeu irregularidades
na gestão nos
recursos públicos. O relatório final afirma que Roriz tinha
movimentações financeiras
incompatíveis com seus rendimentos, omitia parte de seus bens da
Receita Federal
e que muitas denúncias não foram investigadas por falta de
tempo. Uma das pessoas
não ouvidas foi o ex-capataz de Roriz, dono de uma conta milionária
do Banco do
Progresso. Na época, o capataz disse em depoimento à Polícia
Federal, que a conta era
usada para fazer pagamentos de boiadas adquiridas por Roriz e que ele próprio
assinava os cheques.
O ex-capataz procurou depois a imprensa para contar uma história
bem diferente. "Joaquim
Roriz me pediu para mentir", afirmou. Segundo o relato, Roriz
ordenou que se escondesse
numa fazenda, para não ter de depor e que em pouco tempo
tudo se resolveria.
Três anos depois da CPI, o capataz diz que está desempregado,
com o
nome sujo onde mora, e completamente endividado. Munido de um calhamaço
de documentos,
o ex-capataz relata que não era ele quem assinava os cheques e que
o dinheiro
da conta pertencia a Roriz. Um dos papéis é a cópia
de um cheque em nome do capataz,
e um comprovante de depósito no mesmo valor do cheque, inclusive
os centavos, feito
em nome de Joaquim Roriz. O ex-capataz afirma que a assinatura que endossou
o cheque
é falsa. Duas assinaturas feitas em um pedaço de papel, a
pedido de ISTOÉ, são totalmente
diferentes da que o ex-capataz apresenta como sendo a do endosso do cheque.
Fonte:
Site da Revista Istoé - www.istoe.com.br - 15/01/1997
* Obs: Também
contratou familiares (20 ! entre irmãos, primos e sobrinhos dele
e da mulher), pagos com o dinheiro público.
Fonte:
Revista Veja - 16/02/2000
PERITOS
COMPROVAM FALCATRUA DE VEREADOR EM MADRE DE DEUS :
JUSCELINO DE JESUS SILVA
- PTB / MS Presidente da Câmara
Municipal de Madre de Deus, teve sua assinatura reconhecida por peritos
do Departamento de Polícia Técnica numa nota de compromisso
de pagamento destinada à compra de computadores no valor de R$ 184,7
mil na Epocram Informática. O dono da empresa e ex-secretário
de Desenvolvimento Econômico do município, disse que a compra
era uma tentativa de suborno. Segundo
ele, Juscelino Silva tentou lhe dar propina para que ele não fizesse
a denúncia de superfaturamento na contratação da empresa
que está construindo o novo prédio da Câmara - o orçamento
da construção é de R$ 1 milhão. No laudo, os
peritos concluem que \u201cas rubricas impugnadas são autênticas.
De acordo com o empresário, em troca dos R$ 184,7 mil oferecidos
pelo presidente da Câmara, sua empresa forneceria quantos computadores
quisesse, apenas para formalizar a compra. Ele deixou a administração
da prefeita Carmem Gandarela (PTB) depois de denunciar que os secretários
estavam recebendo R$ 9 mil por mês e os vereadores mais de R$ 10
mil. O governo municipal vem anunciando que os salários já
foram reduzidos para R$ 4,5 mil, mas a Câmara continua pagando R$
6,5, fora gratificações, valor maior do que o teto constitucional.
Fonte:
Site do Jornal A Tarde - www.atarde.com.br - 07/10/1997
PREFEITOS
PAULISTAS CASSADOS POR IRREGULARIDADES:
VALTERCIDES MONTEIRO - PMDB / SP
Na cidade de Guaraci/SP, o então prefeito Valtercides
foi julgado, por desvio de verba, emissão de notas frias e por não
pagar os salários dos vereadores e funcionários
da Prefeitura.
UÉDINA APARECIDA DA SILVA
COLOSIO - PDT / SP A ex-prefeita de Nhandeara/SP, ficou
conhecida nacionalmente por mandar pintar de rosa prédios públicos
e ônibus da cidade, numa "singela homenagem
às mulheres". Um ano e meio depois, teve seu mandato
cassado.Durante o processo, outras irregularidades
foram levantadas: o não repasse do orçamento
da Câmara, a contratação de funcionários sem
concurso e o desconhecimento de
ofícios enviados pelos vereadores.
LUIZ ALEXANDRE DE GALVÃO
- PFL / SP Vereador na cidade de NNhandeara/SP,
foi procurado
pela prefeita Uédina (acima) que precisava de um aliado para fazer
a maioria na Câmara
e aprovar projetos de seu interesse. Uédina ofereceu a Galvão,
ex-motorista da Prefeitura,
um jipe ano 66 e um adicional de R$ 500 a seu salário de R$ 720.
A gratificação se estendeu
por 6 meses, totalizando R$ 3 mil. "Os dois acabaram brigando,
e ele nos procurou
para contar tudo e mostrar as provas\u201d, contou um vereador.
JOSÉ CARLOS GARZIN - PFL
/SP Em Balbinos/SP, onde o prefeito Garzin foi deposto,
os telefones
da Câmara e da Prefeitura foram cortados por falta de pagamento.
LUÍZ CARLOS DOS REIS - PDT
/ SP Em Francisco Morato/SP, o prefeito Luís Carlos
foi cassado
por não repassar cestas básicas aos funcionários e
não ter depositado o dinheiro
descontado do salário dos servidores.
ANTÔNIO IZZO - PPB / SP
Em Bauru/SP, o então prefeito Izzo foi acusado de desviar
R$ 100 mil dos R$ 176 mil pagos por um
terreno desapropriado.
JOSÉ AMOROSO /
SP Em 1991, foi eleito prefeito de
Cravinhos/SP prometendo construir casas
populares, e teve o mandato cassado pela Câmara sob a acusação
de desviar verbas. Em 1996,
disputou as eleições, tendo como vice em sua chapa, a filha
Eliane Pavan Amoroso e prometendo
novamente a construção de casas para a população
carente. O ex-prefeito venceu a eleição,
tomou posse, mas, menos de um ano depois, era
de novo cassado, sob a mesma acusação: desvio de verbas.
Além disso, pesou o fato
de o salário do funcionalismo estar atrasado há 4 meses.
A votação para cassar o mandato
foi unânime: 15 votos a 0.
ELIANE PAVAN AMOROSO / SP
Filha de José Amoroso (acima) e sua vice na chapa,
tomou posse. Acabou ficando no cargo menos
tempo que o pai, já que foi cassada no mesmo
ano. As acusações: não repassar o orçamento
mensal da Câmara, nomear e pagar
salários para um diretor de uma Casa de Cultura que não existia,
manter como secretários
municipais 3 parentes afastados por decisão da Justiça, e
não abrir uma sindicância
para apurar os casos herdados do pai e, segundo os vereadores, também
por usar material da empresa de construção
da prefeitura para finalizar sua casa.
Fonte:
Site do Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 14/09/1998
VENDEU
CASTELOS DE AREIA:
SÉRGIO NAYA
Ex-deputado mineiro, acusado pelo desabamento do edifício Palace
II, de
sua construtora, que
causou a morte de oito pessoas no Rio em fevereiro de 1998
(descobriu-se depois, que
tinham usado areia
de má qualidade, e mais barata, no prédio). Sumiu do país,
e foi localizado mais tarde em Miami,
livre, leve e solto, fiscalizando obras
de um hotel 5 estrelas. Das
130 famílias desabrigadas, ou parentes
das vítimas, apenas uma
tinha sido indenizada. (Descobriu-se depois que Naya havia sonegado da
Receita Federal,
aproximadamente R$ 8.300.000. Esse dinheiro, conseguido com a venda dos
apartamentos do Edifício
Palace, foi desviado para as contas que Sérgio Naya tinha no
Uruguai. - Jornal da Globo -
Rede Globo - 19/05/2000).
Fonte:
Revista Veja - 23/12/1998 (além de outros jornais e noticiários)
CONTRATAÇÃO
VERGONHOSA DE PARENTES:
ZECA DO PT - PT / MS
O Movimento Ação pela Moralidade
e Eficiência do Poder Público do
Mato Grosso do Sul se reuniu dia 02/02/1999 na Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB-MS) para discutir um projeto de lei de combate
ao nepotismo no estado. Pediram apoio do governador
Zeca do PT, que nomeou 8 (oito) parentes para cargos de
primeiro e segundo escalão do governo.
Fonte:
Site do Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 03/02/1999
VEREADORES
QUE NÃO QUISERAM INVESTIGAR A CORRUPÇÃO
DOS
FISCAIS NAS REGIONAIS DE SÃO PAULO:
ALAN LOPES - PPB SP
ANTÔNIO GOULART
- PMDB / SP
ARCHIBALDO ZANCRA - PPB
/ SP
AURELINO DE ANDRADE -
PPB / SP
BRASIL VITA - PPB / SP
CELSO CARDOSO - PPB /
SP
COSME LOPES - PPB / SP
DITO SALIM - PPB / SP
EDIVALDO ESTIMA - PPB
/ SP
HANNA GARIB - PPB / SP
Era o "dono" da regional da Sé. Acusado de chefiar o
esquema de
recolhimento de propinas entre os camelôs do centro de São
Paulo. Também
foi acusado
de ter mandado matar adversários. Teve os direitos políticos
cassados até 2011,
mas voltou à prefeitura como funcionário.
IVO MORGANTI - PFL /
SP Considerado um dos vereadores que mais faltam na Câmara,
Morganti, foi nomeado mais tarde,
presidente de uma comissão para decidir sobre o afastamento
do prefeito Pitta, e fez de tudo para impedir (veja mais em Pittagate).
JOOJI HATO - PMDB / SP
JORGE TABA - PDT / SP
JOSÉ IZAR - PFL
/ SP Senhor da regional da Lapa, foi rápido nas manobras
políticas dentro da Câmara
e, a despeito de todas as denúncias, escapou da cassação.
Na polícia, foi indiciado depois,
por formação de quadrilha, peculato, concussão e prevaricação.
JOSÉ OLÍMPIO
- PPB / SP
JOSÉ SILVA AMORIM
- PTB / SP
JOSÉ VIVIANI FERRAZ
- PL / SP
LUIZ PASCHOAL - PTB /
SP
MAELI VERGNIANO - PPB
/ SP (Admitiu que usava carro de uma empresa de coleta de
lixo para levar filhos à escola. Perdeu
o cargo de vereadora e responde a processo por peculato
e formação de quadrilha)
MARIA HELENA FONTES -
PL / SP (Foi inocentada pelos próprios vereadores em
processo no qual era pedida a cassação
de seu mandato por quebra do decoro parlamentar.Respondia
a duas acusações, por guardar em casa um cheque em
branco de um de seus funcionários e
por reter o salário de seus assessores)
MÁRIO DIAS - PPB
/ SP
MILTON LEITE - PMDB /
SP
MYRYAM ATHIE - PPB /
SP
NATALÍCIO BEZERRA
- PTB SP
OSVALDO ENÉAS
- PRONA / SP (Tem o sobrenome e see parece muito com o outro Enéas
(Carneiro), do
mesmo partido, e está sempre nas manchetes, envolvido em maracutaias)
PAULO FRANGE - PPB /
SP
PAULO ROBERTO FARIA LIMA
- PPB / SP (Responsável pella regional de Pinheiros,
uma das mais ricas da cidade, saiu ileso,
apesar das inúmeras denúncias contra ele. Os
promotores estimam que o esquema de propinas da regional movimentava cerca
de 1 milhão de reais por mês)
TONINHO PAIVA - PFL /
SP
VICENTE VISCOME - PPB
/ SP (Dono de um patrimônio avaliado em mais de 15 milhões
de reais, viu sua carreira afundar
rapidamente. O Ministério Público conseguiu provar sua
participação no esquema de propinas
da regional da Penha. Ficou foragido por um tempo, depois
se apresentou à polícia, perdeu o mandato e foi parar na
cadeia).
WADIH MUTRAN - PPB /
SP
Fonte:
O Estado de S. Paulo - 25/02/1999 (além de outros jornais e noticiários)
VEREADOR "MUITO BONZINHO":
DITO SALIN - PPB / SP
Vereador que "cobrava" 80% do salário de seus assessores.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 10/03/1999
DEFENSOR
DA TORTURA:
JAIR BOLSONARO - PPB
/ RJ Defendeu, em um programa de TV,
o fechamento do
Congresso. No
caso de
um ex-padre que sofreu torturas na época da ditadura, e que
denunciou um
de seus torturadores
(que por descuído
do Presidente da República, quase
nomeou-o para diretor da Polícia Federal), Bolsonaro
disse que o problema, foi
que os torturadores haviam deixado o ex-padre vivo.
Fonte:
Jornal da Record - Rede Record - 25/05/1999
JUÍZ
"LALAU" :
NICOLAU DOS SANTOS NETTO
A CPI do Judiciário acabou revelando
evidências fortes contra o juiz,
e ex-presidente do TRT paulista, suspeito
de ter desviado recursos destinados
à construção do Fórum Trabalhista, que abrigaria
as repartições da Justiça do
Trabalho espalhadas pela idade de São Paulo. Além
de Nicolau (apelidado de juíz "Lalau"),
outros representantes do Judiciário têm sido investigados.
Fonte:
Site da OAB - www.oab.org.br - 09/05/1999
"CURRICULUM"
EXTENSO:
PAULO SALIM MALUF
- PPB A CPI dos Fiscais convidou
o presidente nacional do PPB e ex-prefeito
de São Paulo, para prestar depoimento
à comissão sobre irregularidades ocorridas
na contratação de funcionários
por empresas controladas pela Prefeitura
entre 93 e 96. Celso Pitta também
foi chamado. Comentava-se de supostos super-faturamentos em
obras (veja mais em Desvio de mais de R$ 130 milhões).
A comissão queria obter também,
explicações de Maluf
e Pitta sobre as contratações irregulares de funcionários
pela Anhembi Turismo, Prodam e Iprem.
Vereadores governistas, que pediram
para não serem identificados,
disseram que foram procurados
por Maluf, para evitarem que ele fosse convocado pela CPI.
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br/ - 21/05/1999
MARAJÁS
E NEPOTISTAS:
FERNANDO GOMES - PTB
/ BA Prefeito de Itabuna, no interior da Bahia. Em 1991, quando
exercia o primeiro mandato, apareceu no noticiário como o maior
marajá municipal do país, ganhando, então, o equivalente
a 13.500 reais por mês. Seu sucessor baixou o próprio salário
de prefeito para 6.000 reais, mas Fernando Gomes voltou a eleger-se em
1996 e, mudou seu salário novamente para 13.500 reais.
MARCELO ( CECE ) VASCONCELOS
DE OLIVEIRA Prefeito de Sete Lagoas (MG), e
atualmente, o maior marajá municipal. Ele recebe 30.000 reais por
mês (quase 4 vezes o salário do presidente da república)
para comandar uma cidade de 167 mil habitantes. "No fundo, só ganho
22.500 reais, uma vez que o Leão leva 7.500", diz. Só falta
agora o prefeito pedir isenção fiscal.
RAIMUNDO CARDOSO - PFL
/ BA Prefeito de Floresta Azul (BA), enpregou todas as secretarias
e cargos de confiança com parentes, num total de 21 vagas de primeira
linha. A esposa é secretária de Desenvolvimento Social, e
seus filhos ocupam a Pasta de Saúde e de Finanças, responsável
pela gestão do dinheiro da cidade. Os irmãos do prefeito
respondem pelas secretarias de Agricultura e da Administração,
e o genro está na Pasta de Desenvolvimento Urbano. Um primo foi
escalado para cuidar dos recursos humanos, e um cunhado, nomeado chefe
da Guarda Municipal. Os outros treze cargos de confiança foram preenchidos
por primos, noras e sobrinhos do prefeito. Um em cada grupo de quinze servidores
é parente do prefeito. Antes de virar chefe das Finanças
municipais, o filho do prefeito, Fábio era empacotador de supermercado.
O prefeito se defende dizendo que: "Todos foram contratados por critérios
de competência". Em 1998, uma empreiteira ganhou dinheiro da prefeitura
para fazer uma obra que jamais saiu do papel. A autorização
de pagamento foi assinada pelo prefeito. Seu filho Fábio liberou
o dinheiro com autorização do primo assessor de gabinete.
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 26/05/1999
*
Obs.:Marcelo (Cece) Vasconcelos: Estava envolvido em licitações
irregulares, mas salvo de investigações e CPI's por falhas
processuais e firulas jurídicas.
Fonte:
Jornal Boca do Povo - 22/08/1999
OUTRO
JUÍZ DENUNCIADO:
CASSIANO NETO Denunciado
pelo Ministério Público, por contribuir para um "fundo"
de propinas, para pagamento de policiais e
autoridades.
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 03/06/1999
DEPUTADO
ASSASSINO:
HILDEBRANDO PASCHOAL
- PFL Deputado acusado por testemuunhas de mandar matar
adversários políticos (alguns
ele teria pessoalmente mutilado braços e pernas com uma
moto-serra). Salvo de investigações
na época por sua "im(p)unidade parlamentar".
Fonte:
Fantástico - Rede Globo - 06/06/1999 (além de outros jornais
e noticiários)
DEPUTADO
ESTELIONATÁRIO:
ONAIREVES ROLIM DE MOURA
/ PR Ex-deputado federal, foi cassado sob a acusação
de ter pago US$
50 mil para alguns parlamentares para
mudarem de partido. Além de ser acusado
de estelionato por causa de bingos,
em 1997, quase foi afastado da Federação
Paranaense de Futebol, onde presidia, por
não pagar os impostos deste
1991. Chegou a alterar o estatuto da
F.P.F. para continuar no poder. Para
quem não se lembra, no dia da votação
do impeachment de Collor, Onaireves discursou: "...Pela
moralidade, pela família e
pelo esporte", para dar o voto a favor da cassação
do ex-presidente. Mas
alguns dias antes, foi ele o anfitrião
de um suntuoso jantar oferecido a Collor,
quando já rolava o processo
de impeachment do ex-presidente.
Fonte:
O Estado de S. Paulo - 08/07/1999 (além de outros jornais e noticiários)
"ESQUENTAVA"
DOCUMENTOS PARA OS ANÕES DO ORÇAMENTO:
WILMA MAGALHÃES
SOARES Empresária que utilizava sua agência de turismo
para legalizar operações ilegais
do esquema do "Anão" deputado João Alves.
(veja mais em Esquema
dos Anões do Orçamento).
Fonte:
O Estado de S. Paulo - 07/07/1999
DEPUTADO
ASSASSINO:
TALVANE ALBUQUERQUE -
PFL / AL Ex-deputado federal acusado de ser o mandante
do assassinato da
deputada Ceci Cunha e de três familiares
dela. Segundo o apurado, os executores
do crime eram assessores do ex-deputado.
Como ele era suplente da deputada, com
a morte dela, assumiu sua vaga, e
ficou com a famosa "im(p)unidade parlamentar".
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 09/07/1999
CORRUPÇÃO
EM GUARULHOS:
NÉFI TALES - PDT
/ SP O então prefeito de Guarulhos/SP, foi acusado de
ser um dos mandantes da
tentativa de extorsão contra empresários.
Fonte:
O Estado de S. Paulo - 09/07/1999
SENADOR
"ESCORREGADIO":
LUIS ESTEVÃO DE
OLIVEIRA NETO - PMDB / DF Senador envolvido no escândalo
do desvio de verbas para
a construção de um
Fórum em São Paulo, por meio do Grupo
OK (de sua propriedade).
Estratégias políticas e jurídicas, tentaram impedir
investigações mais
aprofundadas. (*Foi cassado, preso e solto 24 horas depois, em 06/2000).
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 16/09/1999 (além
de outros jornais e noticiários)
JUÍZES
DENUNCIADOS:
JOSÉ GERALDO PALMEIRAS
Denunciado pelo juiz Leopoldino Marques do Amaral, que
foi assassinado na Bolívia (o corpo
foi achado carbonizado) de estar ligado ao narcotráfico
boliviano.
ODILES DE FREITAS
Outro que foi denunciado pelo juiz Leopoldino de também estar
ligado com o narcotráfico boliviano.
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 20/09/1999
SUPLENTE
ESTELIONATÁRIO:
JOSÉ ALEKSANDRO
DA SILVA Vereador (suplente do deputado cassado Hildebrando
Pascoal) acusado
por testemunhas que já prestaram testemunho a uma CPI, de prática
de estelionato e atos de improbidade
administrativa como desvio de dinheiro público (veja mais em Deputados
que enterraram a CPI...).
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 20/09/1999
DEFENDEU
A IM(P)UNIDADE PARLAMENTAR:
IÉDIO ROSA - PMDB
/ RJ Defendeu o deputado Hildebrando Paschoal, quando este
estava para
ter seu mandato cassado (acusado de assassinato, comandar o narcotráfico
no Acre, e
de assinar bilhetes dando salvo-conduto para bandidos), dizendo que "isso
aconteceu antes dele
ser deputado federal" .
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 23/09/1999
PREFEITO
QUE SACRIFICOU BODE PARA LIVRAR-SE DE CASSAÇÃO:
CLAILTON MASCARENHAS
Prefeito de Feira de Santana, Bahia, acusado de desvio do
dinheiro público, ainda usou o dinheiro
do município para comprar um bode que teria sido
sacrificado num ritual de macumba para livrá-lo
do processo de cassação.
Fonte:
Fantástico - Rede Globo - 26/09/1999 (além de outros jornais
e noticiários)
"LOBO
TOMANDO CONTA DAS OVELHAS":
JOSÉ VIRIATO CORREIA
LIMA Coronel da PM do Piaúi, e um dos principais chefões
do crime organizado no estado (há gravações
dele planejando assassinatos).
Fonte:
Fantástico - Rede Globo - 10/10/1999 (além de outros jornais
e noticiários)
FOI
APANHADO, SUBORNANDO PARA SE REELEGER:
ERNANI COELHO Ex-deputado
do Rio, foi denunciado por oferecer dinheiro para poder se
reeleger (existem fitas gravadas provando
isso).
Fonte:
Fantástico - Rede Globo - 24/10/1999
DEPUTADO
"PODEROSO CHEFÃO":
JOSÉ GERARDO ABREU
Deputado estadual pelo Maranhão, mandava matar desafetos
e usava sua fazenda
para contrabando de caminhões roubados. Acusado de ser um dos
chefões do crime no estado.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 28/10/1999
ACUSADOS
PELA CPI DO JUDICIÁRIO, PELO "SUMIÇO" DE TODA
A
HERANÇA
QUE
UM PAI DEIXOU PARA O FILHO (QUE
FICOU APENAS
COM AS DÍVIDAS!):
ASDRUBAL ZOLA VASQUEZ
CRUXÊN Desembargador acusado de ser o responsável
pela venda lesiva,
com o sumiço de um patrimônio avaliado em US$ 30 milhões,
e que resultou
na dilapidação de toda
a herança do menor Luiz Gustavo Nominato em Brasília.
ZENAIDE SOUTO MARTINS
Representante do Ministério Público, por improbidade
administrativa.
ALEXANDRE MENDONÇA
DOS SANTOS Funcionário da Vara de Órfãos
e Sucessões, atualmente
assessor de Cruxên, por corrupção passiva.
MARIA DAS GRAÇAS
MARTINS LEÃO Advogada, por formação de quadrilha,
peculato, estelionato, falsidade ideológica,
apropriação indébita, patrocínio infiel e corrupção
ativa.
JOSÉ ROBERTO LUGON
Administrador, acusado de formação de quadrilha, peculato,
estelionato, falsidade ideológica,
apropriação indébita.
ROBERTO JORGE DINO
Administrador, por formação de quadrilha, peculato, estelionato,
falsidade ideológica e apropriação
indébita.
FLÁVIO RUBENS
TALAMONTE Administrador, acusado por formação de
quadrilha, peculato, estelionato, falsidade
ideológica e apropriação indébita.
UBIRAJARA BARROS TEIXEIRA
Administrador, por formação de quadrilha, peculato,
estelionato, falsidade ideológica e
apropriação indébita.
WELINGTON KUHLMANN PEREIRA
Inventariante, por formação de quadrilha, peculato,
estelionato, falsidade ideológica e
apropriação indébita.
JOSÉ PUGAN
Advogado, por formação de quadrilha, peculato,
estelionato, falsidade ideológica,
apropriação indébita e patrocínio infiel.
ANTONIO CARLOS REIS DE
CARVALHO Advogado, por formação de quadrilha,
peculato, estelionato,
falsidade ideológica, apropriação indébita
e patrocínio infiel.
ANTONIO LUIZ DA SILVA
NEIRA Escrivão e proprietário do Cartório
da Vara de Órfãos e
Sucessões de Brasília,
por extravio de documento.
ROGER ALBERT GEORGES
BLASER Contador, por falsidade ideológica e estelionato.
HILDA MARTINS DE QUEIROZ
Contadora, por falsidade ideológica, estelionato, etcl.
NELMO LINCOLN CORREA
DA SILVA Contador, por falsidade ideológica e estelionato.
ANTONIO MARTINS DA SILVA
Contador, por falsidade ideológica, estelionato, etc.
ALTAIR CARDOSO DUTRA
Contador, por falsidade ideológica, estelionato, etc.
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 12/11/1999
OUTRO
COM IM(P)UNIDADE PARLAMENTAR:
RONALDO CUNHA LIMA -
PMDB / PB Senador que tentou assassinar inimigo pessoal num
restaurante de
João Pessoa / PB, e não foi processado porque seus "parceiros"
no Estado não
autorizaram. Outro exemplo da nossa
famosa "im(p)unidade parlamentar".
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 24/11/1999
O
IRMÃO DE PC FARIAS:
AUGUSTO FARIAS
O comportamento do deputado durante as investigações
da morte do
irmão PC Farias e da namorada Suzana Marcolino, mais os depoimentos
de três testemunhas
foram fundamentais para seu indiciamento. Augusto defendeu a tese do crime
passional, menosprezando
qualquer investigação que pudesse apontar outro caminho e
contratou advogados
para acompanhar os depoimentos de todos os que estavam na casa
na noite do crime. \u201cNão
é comum que uma pessoa proteja aqueles que são suspeitos
de matar
seu próprio irmão\u201d, diz o delegado que cuida da investigação.
Uma confidente de PC, as
duas irmãs de Elma Farias (mulher do empresário), disseram
que, meses antes do crime, Augusto
havia se aliado a antigos testas-de-ferro de PC e brigava com o irmão
pelo controle do
dinheiro do ex-tesoureiro de Fernando Collor, perdido durante sua fuga
e prisão. Nesse período
de investigação, o deputado procurou desqualificar todos
os que se contrapunham à farsa
do crime passional, usou sua influência junto ao presidente do Tribunal
de Justiça de Alagoas
para tirar da cadeia os quatro seguranças presos preventivamente
e teria até tentado
corromper o delegado. Augusto é um dos principais alvos da CPI do
Narcotráfico. Segundo
as investigações da polícia alagoana, em nome do \u201cdinheiro
e do poder\u201d, Augusto teria
se aliado a antigos testas-de-ferro de PC e tramado a morte do irmão.
Entre os investigados
pela CPI estão alguns dos mesmos testas-de-ferro do ex-tesoureiro
de Collor, caso
do empresário de Campinas, Willian Sozza .
Fonte:
Site da Revista Istoé - www.istoe.com.br - 24/11/1999
OUTRO
LUIZ ESTEVÃO:
VALMIR AMARAL - PMDB
Caso o senador Luiz Estevão tenha o mandato cassado, a
vaga fica para o suplente Valmir, uma figura
folclórica de Brasília. Frequentador assíduo
das colunas sociais da capital, Amaral é
o principal empresário de ônibus da cidade e, como
Estevão, amigo pessoal do governador Joaquim Roriz. Mas dedica boa
parte de seu tempo à briga com
o governo pelo aumento das passagens urbanas.
Fonte:
Site da Revista Istoé - www.istoe.com.br - 24/11/1999
CO-AUTOR
DE ASSASSINATO:
FRANCISCO CAÍCA
- PSD Este deputado estadual assummiu, em depoimento à
CPI do Crime Organizado, a co-autoria
do assassinato de Carlindo Sousa Cunha, funcionário do ex-deputado
José Gerardo de Abreu (sem partido). Também admitiu possuir
três números de CPF e
confessou que sabia antecipadamente dos assassinatos de dois delegados.
Fonte:
Jornal Hoje - Rede Globo - 02/12/1999 (além de outros jornais e
noticiários)
APROVARAM
ANISTIA DE MULTAS ELEITORAIS PARA ELES PRÓPRIOS:
ÍRIS RESENDE -
PMDB / GO
GERALDO MELLO - PSDB
/ RN
ROBERTO REQUIÃO
- PMDB / PR
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 08/12/1999
"TONINHO
MALVADEZA":
ANTÔNIO CARLOS
MAGALHÃES - PFL / BA Em 50 anos, ACM acumulou um
patrimônio que supera muito os salários
e aposentadorias embolsados por ele nesse tempo.
Sua fortuna é pelo menos três vezes maior que a declarada.
São bens e empresas que estão
sob seu comando e uso, mas registrados em nome de gente de confiança,
como o deputado federal Félix
Mendonça (PTB-BA), e de seu genro César de Araújo
Mata Pires. A mulher do senador, Arlete
Maron Magalhães, é sócia
de uma empresa e diretora de outra. Ao
desapropriar centenas de propriedades ao longo das
rodovias que chegam à capital baiana,
negociou 25 milhões m², ou 10% do território do
município. Acabou acusado por
um ex-colega, de manter conluio com os donos
de terras, que compravam barato lotes
passíveis de desapropriação.
Inimigos dizem que a ditadura militar
abafou as acusações. As
provas, porém, acabariam queimadas em vários incêndios
que destruíram documentos oficiais
em Salvador depois da gestão de ACM. O Arquivo Público
Municipal, que guardava os
registros de terras da capital, queimou no final dos anos 60
e no início dos anos 70. Também
foi incendiado o prédio dos Tribunais de Contas do Município
e do Estado. Por último, o edifício
do Ministério Público ardeu em chamas.
Coincidências que intrigam. Seus
negócios incluíram depois, o jornal Correio da Bahia, em
1978, e a concessão de uma TV
nos anos 80, que lhe garantiram a liderança de audiência no
Estado e a maior fatia das verbas publicitárias
oficiais da Bahia. O império
carlista, hoje, é comandado por seu filho Antônio
Carlos Magalhães Júnior, suplente do senador e responsável
por todos os negócios da
família, e por seu genro, César de Araújo Mata Pires.
Em 1979, quando Mata Pires já estava
casado com Tereza, filha de ACM, seu patrimônio experimentou um crescimento
explosivo. Naquele ano comprou três
fazendas e logo depois mais cinco. A OAS vendeu
a ACM um apartamento com preço
bem inferior do mercado. O genro também é sócio na
Bahia Par, que administra
o complexo empresarial de ACM. E a garantia de alguns favores pessoais,
como o uso da casa de 750 m² na
Ilha de Itaparica e dos jatinhos da OAS, há anos
servindo ACM e sua família.
Fonte:
Site da Revista Istoé - www.istoe.com.br - 22/12/1999
DEPUTADO
NADA INOCENTE:
INOCÊNCIO DE OLIVEIRA
- PFL / PE Esse deputado (ironia tter o nome "Inocêncio")
disse que: "Esse
negócio de discutir se
um deputado ganha para trabalhar nas férias (o
famoso jeton), e não
comparece, é uma coisa
menor". Ele também, há alguns anos, mandou
furar poços artesianos em sua fazenda
particular, com uma verba federal que
era para ser destinada
apenas para fazendas de pessoas muito carentes.
Fonte:
CBS/Tele Notícias - SBT - 18/01/2000
DEFENSORES
DO NEPOTISMO:
Políticos que descaradamente
justificaram a contratação de
parentes, usando uma verba de R$ 20.000
por parlamentar (pagos por nós contribuintes), para
contratar seus familiares.
* GILVAN BORGES - PMDB
/ AP Senador - (Mãe e mulher)
ARMANDO ABÍLIO
- PMDB / PB Deputado - (Mulher, 2 filhas, 3 cunhados e 1 primo)
GERSON PERES - PPB /
PA Deputado - (2 filhas)
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 08/02/2000
* Dos 12 integrantes de
uma CPI para investigar a corrupção no futebol brasileiro,
o senador Gilvan Borges foi o único a criticar o relatório.
Apresentou um voto em separado e ainda ironizou os outros senadores que
tinham prometido votar com ele.
Fonte:
Site do Jornal Nacional - www.globo.com/jn - 06/12/2001
O
SENADOR DO GOLPE DE US$ 13 MILHÕES:
LUIZ OTÁVIO OLIVEIRA
CAMPOS - PPB / PA Esse senador no comando da Rodomar,
uma empresa familiar especializada em transporte
fluvial, coordenou uma fraude que desviou
cerca de US$ 13 milhões dos
cofres do BNDES. O dinheiro deveria ter financiado
a construção de 13 balsas para
incrementar o transporte fluvial na região. Deveria, porque
a Rodomar,
em conluio com o Estaleiro da Bacia Amazônica (Ebal), recebeu a fortuna
e não construiu nada. Ele já
foi pego em falcatruas anteriormente, mas salvo na época pela
famosa "im(p)unidade
parlamentar".
Fonte:
Site da Revista Istoé - www.istoe.com.br - 16/02/2000
CADA
PARENTE NO SEU GALHO:
Políticos e um juíz
que empregaram parentes, pagos com dinheiro público (o nosso).
MICHEL TEMER - PMDB /
SP Deputado - Propôs a oficialização do nepoptismo,
com "cotas" para contratações de parentes.
JORGE VIANA - PT / AC
Governador - (7 primos, 2 tios e 1 cunhado).
CELSO RUSSOMANNO - PPB
/ SP Deputado - (Pai e irmão).
ODELMO LEÃO -
PPB / MG Deputado - (Mulher e cunhada).
THEMÍSTOCLES SAMPAIO
- PMDB / PI Deputado - (3 filhos ee 1 neta).
ANTÔNIO DE PÁDUA
RIBEIRO Presidente
do Supremo Tribunal de Justiça - (Mulher).
Fonte:
Revista Veja - 16/02/2000 (Outros políticos citados nesta edição
da revista, já estão no site)
PRESIDENTE
DA CÂMARA (E DAS PROPINAS):
ARMANDO MELLÃO
NETO - PMDB / SP Presidente da Câmara Municipal de S. Paulo,
foi denunciado por
formação de
quadrilha e concussão pelo Ministério Público. Ele
seria um dos
chefões do esquema de
cobrança de propinas de camelôs
de uma administração regional
que controlava. De acordo com denúncias,
a arrecadação chegava a R$
6 mil por semana e os recursos seriam
usados para cobrir gastos de
campanha do vereador. Segundo
um promotor, Mellão valeu-se do prestígio,
após receber do prefeito Celso
Pitta o direito
de indicar o administrador regional,
para organizar um grupo e "impor a particulares, a
concessão de vantagens ilícitas".
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 23/02/2000
LAMA
NO VENTILADOR:
TEOTÔNIO VILELA
FILHO - PSDB / AL Presidente do partido, o senador entrou na
alça de mira da Comissão
de Ética por causa de denúncias publicadas pelo jornal Correio
Braziliense contra uma instituição
que leva o nome do pai do senador, a Fundação Teotônio
Vilela, que teria recebido de maneira irregular
R$ 4,2 milhões dos cofres do governo do Distrito
Federal para o treinamento de 48 mil trabalhadores.
GERALDO LESSA Primeiro
suplente de Teotônio e presidente da Fundação Teotônio
Vilela, foi quem firmou os convênios.
Até assumir em janeiro o mandato de senador, não tinha
uma fonte formal de renda. Exercia na Fundação um cargo não-remunerado,
e disse que seu custeio pessoal foi
bancado nos últimos anos por uma assessoria informal que
presta ao Maceió Mar Hotel.
ROMERO JUCÁ -
PSDB / RR Uma fita gravada em que o senador conversa com o diretor
administrativo e financeiro da Eletronorte,
Valdemar André Johansson, sustenta acusação
feita pelo secretário de Agricultura
de Roraima, deputado Salomão Afonso de Souza Cruz (PPB).
Segundo a denúncia, o diálogo em código entre os dois
mostra uma tentativa de desvio de recursos
da União destinados a obras da Eletronorte. O único crime
nessa história é o grampo
ilegal\u201d, contra-ataca Romero Jucá.
Fonte:
Site da Revista Istoé - www.istoe.com.br - 01/03/2000
DEFENSOR
DO "SALÁRIO-MARAJÁ":
SEVERINO CAVALCANTI -
PPB / PE O corregedor da Câmara, que apresentou em
1999, uma emenda para
que cada um dos três poderes, fixe o seu próprio salário,
disse que "R$ 11,5 mil era muito pouco,
para um parlamentar viver com dignidade".
Fonte:
Jornal da Record - Rede Record - 08/03/2000
* Obs: Também
contratou familiares (2 filhos), pagos com dinheiro público (o nosso).
Fonte:
Revista Veja - 16/02/2000
DESVIAVA
VERBAS PARA ENTIDADE-FANTASMA:
FERNANDO LUPA - PSDB
/ PE Encaminhou uma verba que os deputados do estado do
Pernambuco têm de
R$ 20 mil mensais para uma entidade assistencial fantasma,
que se provou depois, não
existir.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 20/03/2000
PITTAGATE
:
CELSO PITTA - PTN / SP
O Ministério Público pediu afastamento do prefeito de
São Paulo por causa de
várias denúncias (inclusive
de sua ex-esposa Nicéa e do filho). Se esquivava
da cassação do mandato (inclusive de
um processo de impeachment) por seu partido
ter a maioria na Câmara. Obteve um "empréstimo" de
R$ 800.000 do empresário Jorge
Yunes (que descobriu-se mais tarde, foi beneficiado pelo prefeito em seus
negócios imobiliários
e na contratação de seus parentes pela Prefeitura).
Fonte:
Jornal da Record - Rede Record - 24/03/2000
DESVIARAM
DINHEIRO, DEIXANDO ALUNOS SEM MERENDA NEM CARTEIRAS:
Três
ações populares denunciaram fraudes e corrupção
na prefeitura de Ouricuri, em Pernambuco.
Foram gastos R$ 3 milhões na Educação, mas
os alunos da cidade,
estavam estudando no
chão) por que
não havia dinheiro para a compra de carteiras nem
da merenda. Suspeita-se de
que em 3 anos, desviaram cerca de R$ 10 milhões. Várias
empresas "laranjas" (na
maioria, de vereadores ou parentes do prefeito) prestavam
serviços à prefeitura. Veja abaixo os principais envolvidos.
PEDRO GILDEVAN DE MELO
Secretário de Administração
e Finanças (e quem manda
em Ouricuri, pois seu pai, que é o prefeito, vive viajando e não
para na cidade).
FRANCISCO CARLOS MATIAS
DOS SANTOS Presidente da Câmara de
Ouricuri, recebia
os pagamentos feitos à uma das empresas "laranjas" pela prefeitura
EDVALDO DA LUZ
Empresário da cidade que usou a própria
mãe como "laranja" (ela
era proprietária
de uma empresa fantasma contratada pela prefeitura).
Fonte:
Fantástico - Rede Globo - 26/03/2000
DEFENDERAM
O NEPOTISMO (CONTRATAÇÃO DOS PRÓPRIOS PARENTES):
JOSÉ ÍNDIO
( ZÉ ÍNDIO ) - PMDB / SP Deputado federal.
GILBERTO NASCIMENTO -
PMDB / SP Deputado estadual.
Fonte:
Programa Paulo Lopes na TV - Rede Bandeirantes - 27/03/2000
RECORDISTA
DE CASSAÇÕES:
JOSÉ CARLOS TARDELLI
- PFL / SP PPrefeito de Itapetininga (SP),
recordista de processos
de cassação (já sofreu quatro) e continua no cargo
graças à liminares.
Fonte:
Programa Paulo Lopes na TV - Rede Bandeirantes - 27/03/2000
PREFEITOS
CASSADOS:
EDSON
LUÍZ VIEIRA - PFL / SP Ex-prefeito de Monções
(SP) foi preso, acusado de
ter mandado matar seu antecessor no cargo.
FERNANDO
BARBOSA - PSDB / SP Prefeito de Barbosa (SP) foi cassado duas
vezes,
por falta de decoro, mas obteve liminares para voltar à prefeitura.
CARLOS
COLOMBO - PSDB / SP Ex-prefeito de Tapiraí (SP) foi afastado
pela Câmara
e cassado.
Fonte:
Site do Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 27/03/2000
GIGANTESCO
ESQUEMA DE CORRUPÇÃO EM CÂMARA DE CARIACICA:
Vereadores
de Cariacica, no Espírito Santo, foram presos e outros eram procurados
pela Polícia,
após terem sido denunciados por participação num esquema
de corrupção. Foi determinada
a prisão preventiva dos parlamentares e outros envolvidos. O material
foi encaminhado
para os promotores pelo Jornal A GAZETA, que teve acesso à farta
documentação
sobre o esquema de corrupção desenvolvido naquele município.
Para apresentar
os documentos à Justiça, eles quebraram o sigilo bancário
dos vereadores e demais
envolvidos no esquema e acrescentaram uma vasta documentação
à matéria. Os vereadores
nomearam vários assessores fantasmas ou "laranjas", que não
trabalhavam e
não recebiam, e se apropriavam dos seus vencimentos. Ao serem nomeados,
assinavam uma
autorização de débito em conta corrente para transferência
às contas dos respectivos vereadores
aos quais estavam vinculados. As irregularidades na prefeitura, supostamente
eram comandadas pelo
então prefeito Dejair Cabo Camata. Réu em cerca de 40 processos,
Camata, que morreu em
um acidente de carro, era acusado de improbidade administrativa,
calúnia
e obstrução da Justiça, formação de
quadrilha, porte ilegal de arma, entre outros. Com
o seu advogado, Vicente Paulo da Silva, ele sumiu com dois processos de
calúnia e difamação.
Um desses processos teria sido roubado junto com o carro do advogado, depois
de ele ter retirado
os documentos do Tribunal de Justiça. Os envolvidos no esquema são:
ROGÉRIO
SANTÓRIO - PMDB Presidente da Câmara
ILMA
CHRIZÓSTOMO SIQUEIRA - PMDB Presidente da Comissão
de Justiça
ADEILSON
CABRAL - PMDB
VANDER
LIMA RUBERT - PDT
MILTON
LOPES RUBIN - PSB
MARCOS
ARAÚJO - PSDB (Mudou de partido, e foi para o PHS)
JOEL
GABRIEL PEROVANO - PFL
JOSÉ
DA ROCHA - PFL Segundo secretário da Mesa
JOCELINO
MIGUEL - PSC/PL Vice-presidente da Mesa
ALDO
REZENDE - PDT
EDSON
"BORRACHA" RIBEIRO DA COSTA - PPB
Pastor
VALMIR QUEIROZ PINTO - PMN
ADMILSON
JOSÉ SIQUEIRA - PTB
DAISE
COELHO SANTÓRIO Mulher do presidente da Câmara,
Rogério Santório
HELENA
PEREIRA DO NASCIMENTO Funcionária pública
GESSY
SIQUEIRA Marido da vereadora Ilma Chrizóstomo
MARIA
ISABEL COELHO VIEIRA Cunhada do presidente da Câmara, Rogério
Santório
Fonte:
Site do Jornal A Gazeta - www.redegazeta.com.br/jornalagazeta/ - 30/03/2000
*
Obs.: Houve pouco tempo depois um incêndio,
que se descobriu ser criminoso, no Fórum
de
Cariacica, e que guardava as provas dos
crimes
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 09/06/2000).
DESVIO
DE MAIS DE R$ 130 MILHÕES:
REYNALDO DE BARROS /
SP Secretário de Obras e presidente da Emurb, na gestão
do prefeito Paulo Salim Maluf na prefeitura
de São Paulo (1993 à 1996) , foi denunciado por
um ex-gerente de uma das empreiteiras contratadas na época, e que
provou através de documentos,
que as obras foram super faturadas (em mais de 400%). Para se ter uma
idéia do rombo, o m² do
túnel Airton Senna custou mais que o dobro do EuroTúnel,
que liga por debaixo do mar (Canal
da Mancha) a Inglaterra à França. Calcula-se que a
Prefeitura teve um prejuízo
de cerca R$ 2 bilhões, e que mais de R$
130 milhões foram para o bolso
de Maluf e de Reynaldo de Barros. Maluf gabava-se de que suas contas na
Prefeitura, foram aprovadas pelo Tribunal
de Contas de São Paulo, mas, não disse que a
maioria dos integrantes (muito bem pagos) deste tribunal, foram nomeados
pelo próprio Maluf e pelo seu
afilhado político na época, Celso Pitta. Estes funcionários
do Tribunal de Contas, não souberam
explicar porque aprovaram as contas super faturadas de Maluf.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 12/04/2000
"TUDO
EM FAMÍLIA":
ANTÔNIO CASEMIRO
BELINATI - PFL / PR Prefeito de Londrina, no Paraná, e
pai do deputado Antônio
Carlos Belinati, foi denunciado pelo Ministério Público,
do desvio de cerca de R$
16 milhões dos cofres públicos (há denúncias
também da compra de juízes).
ANTÔNIO CARLOS
BELINATI - PSB / PR Depois da apreensão de documentos
na casa do empresário Carlos Zavierucha,
coordenador financeiro da campanha
de Belinati, eleito deputado estadual, as suspeitas de desvio dos
cofres de Londrina podem chegar a R$ 200 milhões, segundo um diretor
de uma autarquia usada para a fraude.
Fonte:
Site do Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 15/04/2000
FRAUDES
EM MAIS DE 1.000 LICITAÇÕES:
ODIR ROCHA - PDT / TO
Prefeito de Palmas, no Tocantins, foi denunciado por fraudes
mais de 1.000 licitações. Estima-se
que o município tenha tido um prejuízo aproximado
de R$ 15 milhões, nas transações
feitas entre empresas (a maioria fantasmas) que super faturaram
materiais e serviços para a prefeitura (que aprovara os valores).
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 18/04/2000
VOTARAM
CONTRA OU SE ABSTIVERAM DE VOTAR A INVESTIGAÇÃO DE FRAUDES
NA
PREFEITURA DE SÃO PAULO:
MIGUEL COLASUONNO - PMDB
/ SP Vereador que votou contra a investigação.
(Documento anônimo
recebido pelo Ministério Público com os nomes, telefones
e endereços
de vereadores da base governista que receberiam mesadas para aprovar
os projetos de interesse
da prefeitura. Em forma de código, o documento aponta as
datas e as quantias
entregues a cada um desses De acordo com o papel ele teria
recebido R$ 425 mil.
Só em um mês (dezembro) teria recebido R$ 100 mil. Colasuonno
participou da Comissão
de Finanças que analisou o projeto do Orçamento municipal,
votado em coincidentemente
em dezembro - Revista Istoé, edição nº 1592).
EMÍLIO MENEGHINI
- PPB / SP Se
absteve, ajudando o prefeito Celso Pitta. Outros
vereadores que votaram contra a investigação como: Wadih
Mutran e Brasil Vita
; ou que quiseram se abster: Archibaldo Zancra, Viviani Ferraz, José
Izar, Osvaldo Enéas,
Cosme Lopes, Dito Salim,
Edivaldo Estima e Mario Dias; ou que alegaram que estavam
com "problemas de saúde" e não votaram, e outros
que tentaram impedir a votação,
"estranhamente" são os mesmos que também não quiseram
investigar o caso da
corrupção dos fiscais (veja
mais em Vereadores que não quiseram investigar...).
Fonte:
Site do Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 19/04/2000 (além de outros
jornais e noticiários)
"BARBALHIDADES":
JADER
BARBALHO - PMDB / PA O líder do partido foi acusado pelo
presidente do Senado,
de uso de violência quando era governador para desapropriar irregularmente
o garimpo
Castelo dos Sonhos e de ter se beneficiado de recursos desviados por homens
de sua confiança
por intermédio da Sudam e do Banco do Estado do Pará (PANPARÁ).
Foi acusado, ainda,
de ter se beneficiado de licitações fraudulentas com a participação
de um "pequeno empresário
da construção civil" (veja mais em A
mina do Senador).
Fonte:
Site do Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 28/04/2000
ASSALTO
ÀS CRIANÇAS:
RONALDO
LAGES Prefeito de Nossa Senhora dos Remédios, no Piauí,
com apenas 1.600
estudantes, e que anunciou a compra de 60.000 cadernos (quase 40 por criança).
Descobriu-se ainda,
que a fatura era de uma empresa fantasma.
Fonte:
Revista Veja - 03/05/2000
ESCÂNDALO
DOS PRECATÓRIOS:
WAGNER BAPTISTA RAMOS
Ex-coordenador da dívida pública municipal, também
é co-réu nos processos
contra Maluf. Considerado o inventor da fórmula para turbinar o
valor dos precatórios, é acusado
de trabalhar ao mesmo tempo para a prefeitura e para uma
das instituições que mais lucraram com a compra e a venda
dos títulos, o banco Vetor.
PAULO AFONSO VIEIRA
Governador de Santa Catarina entre 1994 e 1998, patrocinou a
emissão de papéis que renderam mais de 600 milhões
de dólares, embora o Estado não
tivesse um único centavo de dívida judicial a pagar. Em 1997,
escapou da cassação, em
votação na Assembléia Legislativa catarinense, porque
faltaram dois votos para aprovar o
pedido de impeachment.
DIVALDO SURUAGY
Governador de Alagoas por ocasião da farra dos precatórios,
foi de todos os envolvidos o mais rapidamente
punido, ao menos no campo político. Ainda em 1997,
não conseguiu honrar uma dívida de pouco mais de 100 milhões
de reais, contraída com o lançamento
irregular de papéis. O Estado sofreu, então, uma intervenção
branca do governo federal, que nomeou
secretários e proibiu o governador de autorizar despesas.
Com salários atrasados, os funcionários
estaduais promoveram uma rebelião comandada pela
PM e Suruagy teve de renunciar ao cargo.
MIGUEL ARRAES Ícone
da esquerda e dono de biografia até então inatacável,
governava Pernambuco pela terceira
vez quando autorizou a emissão de mais de 400 milhões de
dólares em títulos para o pagamento
de dívidas inexistentes. Seu secretário de Fazenda na
época era o neto Eduardo Campos, o
"Dudu Beleza", que chefiou o lançamento dos papéis.
Outros envolvidos são Paulo Maluf e
Celso Pitta (Veja mais nesta página).
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
A
COMPRA DE VOTOS DA REELEIÇÃO DE 97:
Em maio de 1997, a emenda
constitucional que autorizaria o presidente, os governadores e
os prefeitos a disputar a reeleição já tinha sido
aprovada na Câmara e aguardava pela votação
no Senado. Veio a público então a gravação
de uma conversa na qual os deputados Ronivon
Santiago e João Maia, ambos do Acre, confessavam ter recebido R$
200 mil para votar a favor da emenda.
Segundo eles, o deputado Pauderney Avelino, do Amazonas, e o então
presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães, eram
os intermediários das negociações.
De acordo com a denúncia, tudo era fechado com o então ministro
das Comunicações, Sérgio
Motta, amigo de Fernando Henrique Cardoso e principal articulador
político do presidente. Cabia aos governadores
do Amazonas, Amazonino Mendes, e do Acre,
Orleir Cameli, efetuar o pagamento. Na conversa registrada na fita, Ronivon
dizia que mais três parlamentares
(Osmir Lima, Chicão Brígido e Zila Bezerra, todos de estados
da região Norte) tinham vendido
seus votos. Veja abaixo, os principais envolvidos.
RONIVON SANTIAGO / AC
O deputado do Acre negou inicialmente que não era a sua voz
na gravação.
Alguns dias depois, confirmou que era ele, mas disse que tudo não
passara de uma brincadeira. Declarou
até que lucraria politicamente com as denúncias, pois apareceria
na TV e nos jornais. Expulso do PFL e com
a certeza de que seria cassado, renunciou uma semana
após a divulgação das denúncias e não
tentou a reeleição.
PAUDERNEY AVELINO / AM
Deputado do Amazonas, seria um dos intermediários.
JOÃO MAIA / AC
Na época do escândalo, já tinha sido filiado a
nove legendas, incluindo PT e
o PFL. Também renunciou ao mandato
de deputado e não tentou voltar para a Câmara.
AMAZONINO MENDES - PFL
/ AM A denúncia da compra de votos foi apenas mais uma
na extensa
lista de escândalos do governador. Mais interessado no controle político
da Zona Franca de
Manaus, pouco se abalou com o caso. Foi reeleito e voltou a reinar no Amazonas.
ORLEIR CAMELI / AC
Com longa ficha criminal, o ex-governador do Acre escapou ileso ao
escândalo da compra de votos, mas desistiu
de tentar a reeleição. Em 1999, foi apontado como
integrante do cartel da droga no estado, caso hoje em investigação
por uma CPI.
NARCISO MENDES
Ex-deputado constituinte, foi identificado como o autor das gravações.
Muitos acreditam que gravou as fitas para
se vingar do governo federal, que promovera uma devassa
fiscal em suas empresas, deixando-o com dívidas de 25 milhões
de reais. Para outros, a iniciativa
foi motivada por sua amizade com Paulo Maluf. Narciso, que fez fortuna
aliando-se a governadores para conseguir obras
públicas, já chegou a subir na mesa da Assembléia
Legislativa do Acre com uma arma no coldre para ameaçar colegas.
Também está sendo investigado
pela CPI do Narcotráfico.
OSMIR LIMA - PFL
Deputado e braço direito do ex-governador Orleir Cameli, já
apresentou um projeto propondo a devolução
do Acre à Bolívia, disputou a reeleição, mas
perdeu.
CHICÃO BRÍGIDO
Filho de seringueiros, tentou se eleger governador do Acre.
ZILA BEZERRA - PFL
Dos deputados envolvidos no escândalo, foi a única que
conseguiu a reeleição,
tornando-se deputada pelo PFL.
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
O
ROMBO DO BANESPA:
ORESTES QUÉRCIA
Governava o Estado no início do período investigado pelo
Banco Central. Foi o responsável
por antecipações de receitas orçamentárias,
procedimento pelo qual o Banespa adiantava
ao Tesouro paulista o dinheiro de impostos, cobrindo buracos no
orçamento estadual para a quitação
de dívidas com empreiteiras. Tais operações custaram
ao banco 600 milhões de dólares.
LUIZ ANTÔNIO FLEURY
FILHO Sucessor de Quércia, intercedeu pessoalmente
para que o Banespa concedesse empréstimos
a empresas sem condições de honrar seus compromissos.
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
ESQUEMA
DOS ANÕES DO ORÇAMENTO:
JOÃO ALVES
Ex-deputado, era o líder dos anões. Comprava a cumplicidade
de José Carlos com presentinhos
de até 300 000 reais. Na CPI, apresentou uma justificativa
antológica para a fortuna que tinha
acumulado: alegou que era um homem de muita, muita sorte
e ganhara dezenas de vezes na loteria. Renunciou ao mandato de deputado
antes de ser julgado, escapando da
cassação e da perda dos direitos políticos. Mora atualmente
em Salvador, onde tem muitos imóveis.
JOSÉ CARLOS ALVES
DOS SANTOS Reuniu um patrimônio de mais de dois milhões
de dólares. Preso e condenado pela
morte da mulher, Ana Elizabeth Lofrano dos Santos, chegou
até a tentar o suicídio na cadeia. Cumpre pena em regime
semi-aberto.
JOSÉ GERALDO RIBEIRO
Deputado do PMDB mineiro, era mais conhecido como "Quinzinho",
numa referência ao percentual que costumava cobrar de propina. Enviava
dinheiro para oito entidades assistenciais
por ele controladas. Também foi cassado.
GENEBALDO CORREIA
Líder do PMDB na Câmara, e o primeiro a adotar o expediente
de renunciar antes do julgamento. Teve seus
bens seqüestrados pela Justiça e respondeu por
crime de improbidade administrativa. Tentou ser candidato a deputado estadual
em 98.
MANOEL MOREIRA
Além de ser apontado por José Carlos como um dos anões,
contou com um empurrão extra
da ex-mulher, que foi à CPI revelar suas falcatruas. Não
conseguiu explicar o movimento de 3
milhões de dólares em suas contas. Também renunciou
antes da cassação. Tentou
a candidatura a deputado estadual pelo PMDB paulista em 1998. Lançou
na vida pública a vereadora Maeli Vergniano,
envolvida no escândalo da máfia dos fiscais da prefeitura
de São Paulo. Foi expulso da igreja em que era pastor.
RICARDO FIÚZA
Ministro da Ação Social no governo Collor, era um dos
deputados mais poderosos do Congresso.
A CPI descobriu que, no período em que chefiou a Comissão
de Orçamento, beneficiou uma
fazenda sua com verbas federais. Mesmo assim, escapou da cassação.
Mais tarde, ficou provado que havia manipulado documentos da Caixa Econômica
Federal para se livrar da acusações
da CPI. Elegeu-se deputado pelo PFL pernambuano.
RAQUEL CÂNDIDO
Deputada por Rondônia, foi acusada de se apropriar de US$ 800
mil destinados a subvenções
sociais e tentou o suicídio duas vezes. Acabou sendo cassada.
Em outubro do ano passado, foi presa em Brasília
sob acusação de espancar e tentar matar a
tiros a dona de casa Raimunda dos Santos. O motivo da briga: uma dívida
de R$ 2.500.
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
A
TURMA DO CHUVISCO NO RIO:
A maior parte dos acusados
no Rio de Janeiro, de firmar contratos sem licitação, favorecer
empresas em concorrências públicas
e fazer parte da "banda podre" da polícia, trabalha com
o governador do Rio desde os tempos em que ele era prefeito de Campos.
O grupo conhecido como Turma do Chuvisco,
numa referência a um doce de ovo típico da cidade.
ANTÔNIO OLIBONI
Era secretário de Justiça e sócio de um escritório
de advocacia que tem como uma de suas
especialidades contestar dívidas cobradas pelo Estado. Ao entrar
para o governo, desligou-se formalmente da
banca, mas não parou de freqüentar a firma, onde
trabalha sua mulher. Na carteira de clientes do escritório figurava
a Brasal, empresa cujo contrato para
fornecimento de quentinhas a penitenciárias foi prorrogado sem licitação.
CARLOS AUGUSTO SIQUEIRA
Era presidente da poderosa Empresa de Obras Públicas,
sucessora da Secretaria de Obras e dona de
um caixa milionário. Em gravação de 1994 entregue
à Justiça, Siqueira negociava o superfaturamento
de um show em comemoração ao aniversário de Campos.
EDUARDO CUNHA Mesmo
sem nenhuma afinidade política aparente com o governador,
foi nomeado para a presidência da Companhia
Estadual de Habitação (Cehab), que controla as
verbas destinadas à construção de casas populares.
Filiado ao PPB, tinha comandado a Telerj
no governo Collor, por indicação de PC Farias. É acusado
de favorecer a empreiteira Grande Piso,
vencedora de concorrências consideradas irregulares pelo Tribunal
de Contas do Estado. Além disso,
Cunha está sob suspeita de ter montado em cartórios um esquema
de arrecadação de propinas para
o registro de casas populares. Foi afastado do cargo.
PAULO GOMES DOS SANTOS
FILHO Coronel-bombeiro, ocupava a Secretaria de Defesa
Civil e tinha entre suas atribuições regulamentar serviços
de combate a incêndio em
prédios e apartamentos. Sua mulher,
Maria Zélia Silva Nascimento, é dona do grupo Sermacol,
que tira a maior parte de seu faturamento justamente da montagem de sistemas
de segurança contra incêndio.
Gomes pediu demissão.
RANULFO VIDIGAL
Presidia a Agência Reguladora de Serviços Públicos
Concedidos, encarregada de fiscalizar
e controlar os serviços privatizados no Estado. Tinha sido prefeito
de São João da Barra, cidade
vizinha a Campos, e perdera o cargo em 1996, cassado por corrupção.
É acusado de acobertar um esquema que achacava empresas em troca
do andamento de processos na agência.
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
A
MÁFIA DA PREVIDÊNCIA:
JORGINA MARIA DE FREITAS
Advogada, é a personagem mais conhecida da máfia
da Previdência. Conseguiu embolsar sozinha
cerca de 100 milhões de dólares com ações
fraudulentas. Condenada logo no início
da investigação, fugiu do país. Iniciou-se, então,
uma caçada internacional \u2013 com
escala nos Estados Unidos, Nicarágua e Costa Rica, onde a
criminosa acabou presa e foi extraditada em
1997. Antes de ser capturada, porém, tentou um
acordo estranho com a Justiça brasileira: topava entregar-se, desde
que pudesse ficar com 1 milhão
de dólares. Hoje, Jorgina, que passa os dias na Companhia Especial
de Policiamento
de Trânsito, no Rio de Janeiro, ainda responde a processo por formação
de quadrilha e
peculato (apropriação de bens públicos).
ILSON ESCÓSSIA
DA VEIGA Outro advogado da quadrilha. Em apenas oito meses de
atividades ilegais, conseguiu arrancar da
Previdência cerca de 120 milhões de dólares.
Seu patrimônio contabilizava 48 imóveis,
vinte linhas telefônicas, quatro lojas e, acreditem, meia
tonelada de ouro. Em primeira instância, foi condenado a catorze
anos de prisão. |