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| Porque - Antes de ir votar |
EM
FAMÍLIA ATÉ 2025:
MARCELLO ALENCAR - PSDB / RJ
Enquanto governador do Rio, arranjou com a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, um emprego vitalício
no Tribunal de Contas do Estado (cujas atribuições
incluíam investigar os gastos da administração do
próprio governador Alencar) para o seu
filho, Marco Antônio Alencar. Só em salários, ao longo
de três décadas, o cargo estava
cotado em 3,2 milhões de reais, fora o carro com motorista, auxiliares
de gabinete e outras prerrogativas da função.
Investigava-se no tribunal, a suspeita de que o governo de Alencar,
inflava as despesas com educação. Entre outras irregularidades,
havia um dossiê revelando que 25% da água
encanada no Rio se perdia nos vazamentos da Cedae.
Fonte: Revista Veja - 29/10/1996
PAGAVA
O JARDINEIRO COM DINHEIRO PÚBLICO:
WIGBERTO TARTUCE - PPB / DF
Deputado de Brasília, foi descoberto pagando um jardineiro
para sua mansão com o dinheiro da Câmara.
Fonte:
Revista Veja - 08/01/1997
FUNCIONÁRIOS
FANTASMAS:
CÂNDIDO VACCAREZZA - PT /
SP Na época era secretário-geral e terceiro homem
na hierarquia do partido, onde recebia seu salário.
Só que ele também era funcionário fantasma
da Câmara Municipal de São Paulo, onde só aparecia
por lá uma vez por mês para assinar
o ponto. Médico concursado da
prefeitura de São Paulo desde 1984, onde era
pago pelos munícipes, sempre dava um jeitinho de ficar lotado em
gabinetes de vereadores amigos.
PAULO VANUCCHI - PT / SP
Servidor da Câmara Municipal de São Paulo, recebia seus
proventos dos cofres públicos, mas
só dava expediente no escritório político do partido.
MUNA ZEYN - PT / SP Funcionária
da prefeitura de São Paulo, onde recebia salário pago
pelos munícipes, mas atuava como assessora
direta em um escritório do partido.
Fonte:
Revista Veja - 08/01/1997
A
"GRANDE FAMÍLIA":
NIVALDO JATOBÁ - PMDB /
AL Prefeito de São Miguel dos Campos, Alagoas, empregou
a família na prefeitura. Das seis secretarias
existentes, duas estão com suas filhas e outras duas
com irmãs. As duas restantes foram assumidas por funcionários
de uma empresa sua. O presidente da Câmara
dos vereadores é seu irmão e todos os cargos comissionados
foram ocupados por familiares ou empregados da sua família.
Fonte:
Revista Veja - 08/01/1997
JUÍZ
DA PARAÍBA, REI DO NEPOTISMO:
SEVERINO MARCONDES MEIRA
Em 10 anos como juíz do Tribunal Regional do Trabalho
da Paraíba, ele já conseguiu colocar 63 parentes na folha
de pagamento do TRT, numa variada equipe
de filhos, mulher, sobrinhos, primos e noras. Todo mês, a
parentada leva para casa cerca de R$ 250.000,
equivalentes a 10% da folha de pagamento
do TRT. "Criterioso", selecionava os salários segundo o grau
de parentesco.
Fonte:
Revista Veja - 08/01/1997
JOAQUIM
"RUÍNS":
JOAQUIM RORIZ A
CPI do Orçamento realizada entre 93 e 94 concluiu pela suspeita
de que o então
governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, cometeu irregularidades
na gestão nos
recursos públicos. O relatório final afirma que Roriz tinha
movimentações financeiras
incompatíveis com seus rendimentos, omitia parte de seus bens da
Receita Federal
e que muitas denúncias não foram investigadas por falta de
tempo. Uma das pessoas
não ouvidas foi o ex-capataz de Roriz, dono de uma conta milionária
do Banco do
Progresso. Na época, o capataz disse em depoimento à Polícia
Federal, que a conta era
usada para fazer pagamentos de boiadas adquiridas por Roriz e que ele próprio
assinava os cheques.
O ex-capataz procurou depois a imprensa para contar uma história
bem diferente. "Joaquim
Roriz me pediu para mentir", afirmou. Segundo o relato, Roriz
ordenou que se escondesse
numa fazenda, para não ter de depor e que em pouco tempo
tudo se resolveria.
Três anos depois da CPI, o capataz diz que está desempregado,
com o
nome sujo onde mora, e completamente endividado. Munido de um calhamaço
de documentos,
o ex-capataz relata que não era ele quem assinava os cheques e que
o dinheiro
da conta pertencia a Roriz. Um dos papéis é a cópia
de um cheque em nome do capataz,
e um comprovante de depósito no mesmo valor do cheque, inclusive
os centavos, feito
em nome de Joaquim Roriz. O ex-capataz afirma que a assinatura que endossou
o cheque
é falsa. Duas assinaturas feitas em um pedaço de papel, a
pedido de ISTOÉ, são totalmente
diferentes da que o ex-capataz apresenta como sendo a do endosso do cheque.
Fonte:
Site da Revista Istoé - www.istoe.com.br - 15/01/1997
* Obs: Também
contratou familiares (20 ! entre irmãos, primos e sobrinhos dele
e da mulher), pagos com o dinheiro público.
Fonte:
Revista Veja - 16/02/2000
PERITOS
COMPROVAM FALCATRUA DE VEREADOR EM MADRE DE DEUS :
JUSCELINO DE JESUS SILVA
- PTB / MS Presidente da Câmara
Municipal de Madre de Deus, teve sua assinatura reconhecida por peritos
do Departamento de Polícia Técnica numa nota de compromisso
de pagamento destinada à compra de computadores no valor de R$ 184,7
mil na Epocram Informática. O dono da empresa e ex-secretário
de Desenvolvimento Econômico do município, disse que a compra
era uma tentativa de suborno. Segundo
ele, Juscelino Silva tentou lhe dar propina para que ele não fizesse
a denúncia de superfaturamento na contratação da empresa
que está construindo o novo prédio da Câmara - o orçamento
da construção é de R$ 1 milhão. No laudo, os
peritos concluem que \u201cas rubricas impugnadas são autênticas.
De acordo com o empresário, em troca dos R$ 184,7 mil oferecidos
pelo presidente da Câmara, sua empresa forneceria quantos computadores
quisesse, apenas para formalizar a compra. Ele deixou a administração
da prefeita Carmem Gandarela (PTB) depois de denunciar que os secretários
estavam recebendo R$ 9 mil por mês e os vereadores mais de R$ 10
mil. O governo municipal vem anunciando que os salários já
foram reduzidos para R$ 4,5 mil, mas a Câmara continua pagando R$
6,5, fora gratificações, valor maior do que o teto constitucional.
Fonte:
Site do Jornal A Tarde - www.atarde.com.br - 07/10/1997
PREFEITOS
PAULISTAS CASSADOS POR IRREGULARIDADES:
VALTERCIDES MONTEIRO - PMDB / SP
Na cidade de Guaraci/SP, o então prefeito Valtercides
foi julgado, por desvio de verba, emissão de notas frias e por não
pagar os salários dos vereadores e funcionários
da Prefeitura.
UÉDINA APARECIDA DA SILVA
COLOSIO - PDT / SP A ex-prefeita de Nhandeara/SP, ficou
conhecida nacionalmente por mandar pintar de rosa prédios públicos
e ônibus da cidade, numa "singela homenagem
às mulheres". Um ano e meio depois, teve seu mandato
cassado.Durante o processo, outras irregularidades
foram levantadas: o não repasse do orçamento
da Câmara, a contratação de funcionários sem
concurso e o desconhecimento de
ofícios enviados pelos vereadores.
LUIZ ALEXANDRE DE GALVÃO
- PFL / SP Vereador na cidade de NNhandeara/SP,
foi procurado
pela prefeita Uédina (acima) que precisava de um aliado para fazer
a maioria na Câmara
e aprovar projetos de seu interesse. Uédina ofereceu a Galvão,
ex-motorista da Prefeitura,
um jipe ano 66 e um adicional de R$ 500 a seu salário de R$ 720.
A gratificação se estendeu
por 6 meses, totalizando R$ 3 mil. "Os dois acabaram brigando,
e ele nos procurou
para contar tudo e mostrar as provas\u201d, contou um vereador.
JOSÉ CARLOS GARZIN - PFL
/SP Em Balbinos/SP, onde o prefeito Garzin foi deposto,
os telefones
da Câmara e da Prefeitura foram cortados por falta de pagamento.
LUÍZ CARLOS DOS REIS - PDT
/ SP Em Francisco Morato/SP, o prefeito Luís Carlos
foi cassado
por não repassar cestas básicas aos funcionários e
não ter depositado o dinheiro
descontado do salário dos servidores.
ANTÔNIO IZZO - PPB / SP
Em Bauru/SP, o então prefeito Izzo foi acusado de desviar
R$ 100 mil dos R$ 176 mil pagos por um
terreno desapropriado.
JOSÉ AMOROSO /
SP Em 1991, foi eleito prefeito de
Cravinhos/SP prometendo construir casas
populares, e teve o mandato cassado pela Câmara sob a acusação
de desviar verbas. Em 1996,
disputou as eleições, tendo como vice em sua chapa, a filha
Eliane Pavan Amoroso e prometendo
novamente a construção de casas para a população
carente. O ex-prefeito venceu a eleição,
tomou posse, mas, menos de um ano depois, era
de novo cassado, sob a mesma acusação: desvio de verbas.
Além disso, pesou o fato
de o salário do funcionalismo estar atrasado há 4 meses.
A votação para cassar o mandato
foi unânime: 15 votos a 0.
ELIANE PAVAN AMOROSO / SP
Filha de José Amoroso (acima) e sua vice na chapa,
tomou posse. Acabou ficando no cargo menos
tempo que o pai, já que foi cassada no mesmo
ano. As acusações: não repassar o orçamento
mensal da Câmara, nomear e pagar
salários para um diretor de uma Casa de Cultura que não existia,
manter como secretários
municipais 3 parentes afastados por decisão da Justiça, e
não abrir uma sindicância
para apurar os casos herdados do pai e, segundo os vereadores, também
por usar material da empresa de construção
da prefeitura para finalizar sua casa.
Fonte:
Site do Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 14/09/1998
VENDEU
CASTELOS DE AREIA:
SÉRGIO NAYA
Ex-deputado mineiro, acusado pelo desabamento do edifício Palace
II, de
sua construtora, que
causou a morte de oito pessoas no Rio em fevereiro de 1998
(descobriu-se depois, que
tinham usado areia
de má qualidade, e mais barata, no prédio). Sumiu do país,
e foi localizado mais tarde em Miami,
livre, leve e solto, fiscalizando obras
de um hotel 5 estrelas. Das
130 famílias desabrigadas, ou parentes
das vítimas, apenas uma
tinha sido indenizada. (Descobriu-se depois que Naya havia sonegado da
Receita Federal,
aproximadamente R$ 8.300.000. Esse dinheiro, conseguido com a venda dos
apartamentos do Edifício
Palace, foi desviado para as contas que Sérgio Naya tinha no
Uruguai. - Jornal da Globo -
Rede Globo - 19/05/2000).
Fonte:
Revista Veja - 23/12/1998 (além de outros jornais e noticiários)
CONTRATAÇÃO
VERGONHOSA DE PARENTES:
ZECA DO PT - PT / MS
O Movimento Ação pela Moralidade
e Eficiência do Poder Público do
Mato Grosso do Sul se reuniu dia 02/02/1999 na Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB-MS) para discutir um projeto de lei de combate
ao nepotismo no estado. Pediram apoio do governador
Zeca do PT, que nomeou 8 (oito) parentes para cargos de
primeiro e segundo escalão do governo.
Fonte:
Site do Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 03/02/1999
VEREADORES
QUE NÃO QUISERAM INVESTIGAR A CORRUPÇÃO
DOS
FISCAIS NAS REGIONAIS DE SÃO PAULO:
VEREADOR "MUITO BONZINHO":
ALAN LOPES - PPB SP
ANTÔNIO GOULART
- PMDB / SP
ARCHIBALDO ZANCRA - PPB
/ SP
AURELINO DE ANDRADE -
PPB / SP
BRASIL VITA - PPB / SP
CELSO CARDOSO - PPB /
SP
COSME LOPES - PPB / SP
DITO SALIM - PPB / SP
EDIVALDO ESTIMA - PPB
/ SP
HANNA GARIB - PPB / SP
Era o "dono" da regional da Sé. Acusado de chefiar o
esquema de
recolhimento de propinas entre os camelôs do centro de São
Paulo. Também
foi acusado
de ter mandado matar adversários. Teve os direitos políticos
cassados até 2011,
mas voltou à prefeitura como funcionário.
IVO MORGANTI - PFL /
SP Considerado um dos vereadores que mais faltam na Câmara,
Morganti, foi nomeado mais tarde,
presidente de uma comissão para decidir sobre o afastamento
do prefeito Pitta, e fez de tudo para impedir (veja mais em Pittagate).
JOOJI HATO - PMDB / SP
JORGE TABA - PDT / SP
JOSÉ IZAR - PFL
/ SP Senhor da regional da Lapa, foi rápido nas manobras
políticas dentro da Câmara
e, a despeito de todas as denúncias, escapou da cassação.
Na polícia, foi indiciado depois,
por formação de quadrilha, peculato, concussão e prevaricação.
JOSÉ OLÍMPIO
- PPB / SP
JOSÉ SILVA AMORIM
- PTB / SP
JOSÉ VIVIANI FERRAZ
- PL / SP
LUIZ PASCHOAL - PTB /
SP
MAELI VERGNIANO - PPB
/ SP (Admitiu que usava carro de uma empresa de coleta de
lixo para levar filhos à escola. Perdeu
o cargo de vereadora e responde a processo por peculato
e formação de quadrilha)
MARIA HELENA FONTES -
PL / SP (Foi inocentada pelos próprios vereadores em
processo no qual era pedida a cassação
de seu mandato por quebra do decoro parlamentar.Respondia
a duas acusações, por guardar em casa um cheque em
branco de um de seus funcionários e
por reter o salário de seus assessores)
MÁRIO DIAS - PPB
/ SP
MILTON LEITE - PMDB /
SP
MYRYAM ATHIE - PPB /
SP
NATALÍCIO BEZERRA
- PTB SP
OSVALDO ENÉAS
- PRONA / SP (Tem o sobrenome e see parece muito com o outro Enéas
(Carneiro), do
mesmo partido, e está sempre nas manchetes, envolvido em maracutaias)
PAULO FRANGE - PPB /
SP
PAULO ROBERTO FARIA LIMA
- PPB / SP (Responsável pella regional de Pinheiros,
uma das mais ricas da cidade, saiu ileso,
apesar das inúmeras denúncias contra ele. Os
promotores estimam que o esquema de propinas da regional movimentava cerca
de 1 milhão de reais por mês)
TONINHO PAIVA - PFL /
SP
VICENTE VISCOME - PPB
/ SP (Dono de um patrimônio avaliado em mais de 15 milhões
de reais, viu sua carreira afundar
rapidamente. O Ministério Público conseguiu provar sua
participação no esquema de propinas
da regional da Penha. Ficou foragido por um tempo, depois
se apresentou à polícia, perdeu o mandato e foi parar na
cadeia).
WADIH MUTRAN - PPB /
SP
Fonte:
O Estado de S. Paulo - 25/02/1999 (além de outros jornais e noticiários)
DITO SALIN - PPB / SP
Vereador que "cobrava" 80% do salário de seus assessores.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 10/03/1999
DEFENSOR
DA TORTURA:
JAIR BOLSONARO - PPB
/ RJ Defendeu, em um programa de TV,
o fechamento do
Congresso. No
caso de
um ex-padre que sofreu torturas na época da ditadura, e que
denunciou um
de seus torturadores
(que por descuído
do Presidente da República, quase
nomeou-o para diretor da Polícia Federal), Bolsonaro
disse que o problema, foi
que os torturadores haviam deixado o ex-padre vivo.
Fonte:
Jornal da Record - Rede Record - 25/05/1999
JUÍZ
"LALAU" :
NICOLAU DOS SANTOS NETTO
A CPI do Judiciário acabou revelando
evidências fortes contra o juiz,
e ex-presidente do TRT paulista, suspeito
de ter desviado recursos destinados
à construção do Fórum Trabalhista, que abrigaria
as repartições da Justiça do
Trabalho espalhadas pela idade de São Paulo. Além
de Nicolau (apelidado de juíz "Lalau"),
outros representantes do Judiciário têm sido investigados.
Fonte:
Site da OAB - www.oab.org.br - 09/05/1999
"CURRICULUM"
EXTENSO:
PAULO SALIM MALUF
- PPB A CPI dos Fiscais convidou
o presidente nacional do PPB e ex-prefeito
de São Paulo, para prestar depoimento
à comissão sobre irregularidades ocorridas
na contratação de funcionários
por empresas controladas pela Prefeitura
entre 93 e 96. Celso Pitta também
foi chamado. Comentava-se de supostos super-faturamentos em
obras (veja mais em Desvio de mais de R$ 130 milhões).
A comissão queria obter também,
explicações de Maluf
e Pitta sobre as contratações irregulares de funcionários
pela Anhembi Turismo, Prodam e Iprem.
Vereadores governistas, que pediram
para não serem identificados,
disseram que foram procurados
por Maluf, para evitarem que ele fosse convocado pela CPI.
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br/ - 21/05/1999
MARAJÁS
E NEPOTISTAS:
FERNANDO GOMES - PTB
/ BA Prefeito de Itabuna, no interior da Bahia. Em 1991, quando
exercia o primeiro mandato, apareceu no noticiário como o maior
marajá municipal do país, ganhando, então, o equivalente
a 13.500 reais por mês. Seu sucessor baixou o próprio salário
de prefeito para 6.000 reais, mas Fernando Gomes voltou a eleger-se em
1996 e, mudou seu salário novamente para 13.500 reais.
MARCELO ( CECE ) VASCONCELOS
DE OLIVEIRA Prefeito de Sete Lagoas (MG), e
atualmente, o maior marajá municipal. Ele recebe 30.000 reais por
mês (quase 4 vezes o salário do presidente da república)
para comandar uma cidade de 167 mil habitantes. "No fundo, só ganho
22.500 reais, uma vez que o Leão leva 7.500", diz. Só falta
agora o prefeito pedir isenção fiscal.
RAIMUNDO CARDOSO - PFL
/ BA Prefeito de Floresta Azul (BA), enpregou todas as secretarias
e cargos de confiança com parentes, num total de 21 vagas de primeira
linha. A esposa é secretária de Desenvolvimento Social, e
seus filhos ocupam a Pasta de Saúde e de Finanças, responsável
pela gestão do dinheiro da cidade. Os irmãos do prefeito
respondem pelas secretarias de Agricultura e da Administração,
e o genro está na Pasta de Desenvolvimento Urbano. Um primo foi
escalado para cuidar dos recursos humanos, e um cunhado, nomeado chefe
da Guarda Municipal. Os outros treze cargos de confiança foram preenchidos
por primos, noras e sobrinhos do prefeito. Um em cada grupo de quinze servidores
é parente do prefeito. Antes de virar chefe das Finanças
municipais, o filho do prefeito, Fábio era empacotador de supermercado.
O prefeito se defende dizendo que: "Todos foram contratados por critérios
de competência". Em 1998, uma empreiteira ganhou dinheiro da prefeitura
para fazer uma obra que jamais saiu do papel. A autorização
de pagamento foi assinada pelo prefeito. Seu filho Fábio liberou
o dinheiro com autorização do primo assessor de gabinete.
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 26/05/1999
*
Obs.:Marcelo (Cece) Vasconcelos: Estava envolvido em licitações
irregulares, mas salvo de investigações e CPI's por falhas
processuais e firulas jurídicas.
Fonte:
Jornal Boca do Povo - 22/08/1999
OUTRO
JUÍZ DENUNCIADO:
CASSIANO NETO Denunciado
pelo Ministério Público, por contribuir para um "fundo"
de propinas, para pagamento de policiais e
autoridades.
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 03/06/1999
DEPUTADO
ASSASSINO:
HILDEBRANDO PASCHOAL
- PFL Deputado acusado por testemuunhas de mandar matar
adversários políticos (alguns
ele teria pessoalmente mutilado braços e pernas com uma
moto-serra). Salvo de investigações
na época por sua "im(p)unidade parlamentar".
Fonte:
Fantástico - Rede Globo - 06/06/1999 (além de outros jornais
e noticiários)
DEPUTADO
ESTELIONATÁRIO:
ONAIREVES ROLIM DE MOURA
/ PR Ex-deputado federal, foi cassado sob a acusação
de ter pago US$
50 mil para alguns parlamentares para
mudarem de partido. Além de ser acusado
de estelionato por causa de bingos,
em 1997, quase foi afastado da Federação
Paranaense de Futebol, onde presidia, por
não pagar os impostos deste
1991. Chegou a alterar o estatuto da
F.P.F. para continuar no poder. Para
quem não se lembra, no dia da votação
do impeachment de Collor, Onaireves discursou: "...Pela
moralidade, pela família e
pelo esporte", para dar o voto a favor da cassação
do ex-presidente. Mas
alguns dias antes, foi ele o anfitrião
de um suntuoso jantar oferecido a Collor,
quando já rolava o processo
de impeachment do ex-presidente.
Fonte:
O Estado de S. Paulo - 08/07/1999 (além de outros jornais e noticiários)
"ESQUENTAVA"
DOCUMENTOS PARA OS ANÕES DO ORÇAMENTO:
WILMA MAGALHÃES
SOARES Empresária que utilizava sua agência de turismo
para legalizar operações ilegais
do esquema do "Anão" deputado João Alves.
(veja mais em Esquema
dos Anões do Orçamento).
Fonte:
O Estado de S. Paulo - 07/07/1999
DEPUTADO
ASSASSINO:
TALVANE ALBUQUERQUE -
PFL / AL Ex-deputado federal acusado de ser o mandante
do assassinato da
deputada Ceci Cunha e de três familiares
dela. Segundo o apurado, os executores
do crime eram assessores do ex-deputado.
Como ele era suplente da deputada, com
a morte dela, assumiu sua vaga, e
ficou com a famosa "im(p)unidade parlamentar".
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 09/07/1999
CORRUPÇÃO
EM GUARULHOS:
NÉFI TALES - PDT
/ SP O então prefeito de Guarulhos/SP, foi acusado de
ser um dos mandantes da
tentativa de extorsão contra empresários.
Fonte:
O Estado de S. Paulo - 09/07/1999
SENADOR
"ESCORREGADIO":
LUIS ESTEVÃO DE
OLIVEIRA NETO - PMDB / DF Senador envolvido no escândalo
do desvio de verbas para
a construção de um
Fórum em São Paulo, por meio do Grupo
OK (de sua propriedade).
Estratégias políticas e jurídicas, tentaram impedir
investigações mais
aprofundadas. (*Foi cassado, preso e solto 24 horas depois, em 06/2000).
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 16/09/1999 (além
de outros jornais e noticiários)
JUÍZES
DENUNCIADOS:
JOSÉ GERALDO PALMEIRAS
Denunciado pelo juiz Leopoldino Marques do Amaral, que
foi assassinado na Bolívia (o corpo
foi achado carbonizado) de estar ligado ao narcotráfico
boliviano.
ODILES DE FREITAS
Outro que foi denunciado pelo juiz Leopoldino de também estar
ligado com o narcotráfico boliviano.
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 20/09/1999
SUPLENTE
ESTELIONATÁRIO:
JOSÉ ALEKSANDRO
DA SILVA Vereador (suplente do deputado cassado Hildebrando
Pascoal) acusado
por testemunhas que já prestaram testemunho a uma CPI, de prática
de estelionato e atos de improbidade
administrativa como desvio de dinheiro público (veja mais em Deputados
que enterraram a CPI...).
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 20/09/1999
DEFENDEU
A IM(P)UNIDADE PARLAMENTAR:
IÉDIO ROSA - PMDB
/ RJ Defendeu o deputado Hildebrando Paschoal, quando este
estava para
ter seu mandato cassado (acusado de assassinato, comandar o narcotráfico
no Acre, e
de assinar bilhetes dando salvo-conduto para bandidos), dizendo que "isso
aconteceu antes dele
ser deputado federal" .
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 23/09/1999
PREFEITO
QUE SACRIFICOU BODE PARA LIVRAR-SE DE CASSAÇÃO:
CLAILTON MASCARENHAS
Prefeito de Feira de Santana, Bahia, acusado de desvio do
dinheiro público, ainda usou o dinheiro
do município para comprar um bode que teria sido
sacrificado num ritual de macumba para livrá-lo
do processo de cassação.
Fonte:
Fantástico - Rede Globo - 26/09/1999 (além de outros jornais
e noticiários)
"LOBO
TOMANDO CONTA DAS OVELHAS":
JOSÉ VIRIATO CORREIA
LIMA Coronel da PM do Piaúi, e um dos principais chefões
do crime organizado no estado (há gravações
dele planejando assassinatos).
Fonte:
Fantástico - Rede Globo - 10/10/1999 (além de outros jornais
e noticiários)
FOI
APANHADO, SUBORNANDO PARA SE REELEGER:
ERNANI COELHO Ex-deputado
do Rio, foi denunciado por oferecer dinheiro para poder se
reeleger (existem fitas gravadas provando
isso).
Fonte:
Fantástico - Rede Globo - 24/10/1999
DEPUTADO
"PODEROSO CHEFÃO":
JOSÉ GERARDO ABREU
Deputado estadual pelo Maranhão, mandava matar desafetos
e usava sua fazenda
para contrabando de caminhões roubados. Acusado de ser um dos
chefões do crime no estado.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 28/10/1999
ACUSADOS
PELA CPI DO JUDICIÁRIO, PELO "SUMIÇO" DE TODA
A
HERANÇA
QUE
UM PAI DEIXOU PARA O FILHO (QUE
FICOU APENAS
COM AS DÍVIDAS!):
ASDRUBAL ZOLA VASQUEZ
CRUXÊN Desembargador acusado de ser o responsável
pela venda lesiva,
com o sumiço de um patrimônio avaliado em US$ 30 milhões,
e que resultou
na dilapidação de toda
a herança do menor Luiz Gustavo Nominato em Brasília.
ZENAIDE SOUTO MARTINS
Representante do Ministério Público, por improbidade
administrativa.
ALEXANDRE MENDONÇA
DOS SANTOS Funcionário da Vara de Órfãos
e Sucessões, atualmente
assessor de Cruxên, por corrupção passiva.
MARIA DAS GRAÇAS
MARTINS LEÃO Advogada, por formação de quadrilha,
peculato, estelionato, falsidade ideológica,
apropriação indébita, patrocínio infiel e corrupção
ativa.
JOSÉ ROBERTO LUGON
Administrador, acusado de formação de quadrilha, peculato,
estelionato, falsidade ideológica,
apropriação indébita.
ROBERTO JORGE DINO
Administrador, por formação de quadrilha, peculato, estelionato,
falsidade ideológica e apropriação
indébita.
FLÁVIO RUBENS
TALAMONTE Administrador, acusado por formação de
quadrilha, peculato, estelionato, falsidade
ideológica e apropriação indébita.
UBIRAJARA BARROS TEIXEIRA
Administrador, por formação de quadrilha, peculato,
estelionato, falsidade ideológica e
apropriação indébita.
WELINGTON KUHLMANN PEREIRA
Inventariante, por formação de quadrilha, peculato,
estelionato, falsidade ideológica e
apropriação indébita.
JOSÉ PUGAN
Advogado, por formação de quadrilha, peculato,
estelionato, falsidade ideológica,
apropriação indébita e patrocínio infiel.
ANTONIO CARLOS REIS DE
CARVALHO Advogado, por formação de quadrilha,
peculato, estelionato,
falsidade ideológica, apropriação indébita
e patrocínio infiel.
ANTONIO LUIZ DA SILVA
NEIRA Escrivão e proprietário do Cartório
da Vara de Órfãos e
Sucessões de Brasília,
por extravio de documento.
ROGER ALBERT GEORGES
BLASER Contador, por falsidade ideológica e estelionato.
HILDA MARTINS DE QUEIROZ
Contadora, por falsidade ideológica, estelionato, etcl.
NELMO LINCOLN CORREA
DA SILVA Contador, por falsidade ideológica e estelionato.
ANTONIO MARTINS DA SILVA
Contador, por falsidade ideológica, estelionato, etc.
ALTAIR CARDOSO DUTRA
Contador, por falsidade ideológica, estelionato, etc.
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 12/11/1999
OUTRO
COM IM(P)UNIDADE PARLAMENTAR:
RONALDO CUNHA LIMA -
PMDB / PB Senador que tentou assassinar inimigo pessoal num
restaurante de
João Pessoa / PB, e não foi processado porque seus "parceiros"
no Estado não
autorizaram. Outro exemplo da nossa
famosa "im(p)unidade parlamentar".
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 24/11/1999
O
IRMÃO DE PC FARIAS:
AUGUSTO FARIAS
O comportamento do deputado durante as investigações
da morte do
irmão PC Farias e da namorada Suzana Marcolino, mais os depoimentos
de três testemunhas
foram fundamentais para seu indiciamento. Augusto defendeu a tese do crime
passional, menosprezando
qualquer investigação que pudesse apontar outro caminho e
contratou advogados
para acompanhar os depoimentos de todos os que estavam na casa
na noite do crime. \u201cNão
é comum que uma pessoa proteja aqueles que são suspeitos
de matar
seu próprio irmão\u201d, diz o delegado que cuida da investigação.
Uma confidente de PC, as
duas irmãs de Elma Farias (mulher do empresário), disseram
que, meses antes do crime, Augusto
havia se aliado a antigos testas-de-ferro de PC e brigava com o irmão
pelo controle do
dinheiro do ex-tesoureiro de Fernando Collor, perdido durante sua fuga
e prisão. Nesse período
de investigação, o deputado procurou desqualificar todos
os que se contrapunham à farsa
do crime passional, usou sua influência junto ao presidente do Tribunal
de Justiça de Alagoas
para tirar da cadeia os quatro seguranças presos preventivamente
e teria até tentado
corromper o delegado. Augusto é um dos principais alvos da CPI do
Narcotráfico. Segundo
as investigações da polícia alagoana, em nome do \u201cdinheiro
e do poder\u201d, Augusto teria
se aliado a antigos testas-de-ferro de PC e tramado a morte do irmão.
Entre os investigados
pela CPI estão alguns dos mesmos testas-de-ferro do ex-tesoureiro
de Collor, caso
do empresário de Campinas, Willian Sozza .
Fonte:
Site da Revista Istoé - www.istoe.com.br - 24/11/1999
OUTRO
LUIZ ESTEVÃO:
VALMIR AMARAL - PMDB
Caso o senador Luiz Estevão tenha o mandato cassado, a
vaga fica para o suplente Valmir, uma figura
folclórica de Brasília. Frequentador assíduo
das colunas sociais da capital, Amaral é
o principal empresário de ônibus da cidade e, como
Estevão, amigo pessoal do governador Joaquim Roriz. Mas dedica boa
parte de seu tempo à briga com
o governo pelo aumento das passagens urbanas.
Fonte:
Site da Revista Istoé - www.istoe.com.br - 24/11/1999
CO-AUTOR
DE ASSASSINATO:
FRANCISCO CAÍCA
- PSD Este deputado estadual assummiu, em depoimento à
CPI do Crime Organizado, a co-autoria
do assassinato de Carlindo Sousa Cunha, funcionário do ex-deputado
José Gerardo de Abreu (sem partido). Também admitiu possuir
três números de CPF e
confessou que sabia antecipadamente dos assassinatos de dois delegados.
Fonte:
Jornal Hoje - Rede Globo - 02/12/1999 (além de outros jornais e
noticiários)
APROVARAM
ANISTIA DE MULTAS ELEITORAIS PARA ELES PRÓPRIOS:
ÍRIS RESENDE -
PMDB / GO
GERALDO MELLO - PSDB
/ RN
ROBERTO REQUIÃO
- PMDB / PR
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 08/12/1999
"TONINHO
MALVADEZA":
ANTÔNIO CARLOS
MAGALHÃES - PFL / BA Em 50 anos, ACM acumulou um
patrimônio que supera muito os salários
e aposentadorias embolsados por ele nesse tempo.
Sua fortuna é pelo menos três vezes maior que a declarada.
São bens e empresas que estão
sob seu comando e uso, mas registrados em nome de gente de confiança,
como o deputado federal Félix
Mendonça (PTB-BA), e de seu genro César de Araújo
Mata Pires. A mulher do senador, Arlete
Maron Magalhães, é sócia
de uma empresa e diretora de outra. Ao
desapropriar centenas de propriedades ao longo das
rodovias que chegam à capital baiana,
negociou 25 milhões m², ou 10% do território do
município. Acabou acusado por
um ex-colega, de manter conluio com os donos
de terras, que compravam barato lotes
passíveis de desapropriação.
Inimigos dizem que a ditadura militar
abafou as acusações. As
provas, porém, acabariam queimadas em vários incêndios
que destruíram documentos oficiais
em Salvador depois da gestão de ACM. O Arquivo Público
Municipal, que guardava os
registros de terras da capital, queimou no final dos anos 60
e no início dos anos 70. Também
foi incendiado o prédio dos Tribunais de Contas do Município
e do Estado. Por último, o edifício
do Ministério Público ardeu em chamas.
Coincidências que intrigam. Seus
negócios incluíram depois, o jornal Correio da Bahia, em
1978, e a concessão de uma TV
nos anos 80, que lhe garantiram a liderança de audiência no
Estado e a maior fatia das verbas publicitárias
oficiais da Bahia. O império
carlista, hoje, é comandado por seu filho Antônio
Carlos Magalhães Júnior, suplente do senador e responsável
por todos os negócios da
família, e por seu genro, César de Araújo Mata Pires.
Em 1979, quando Mata Pires já estava
casado com Tereza, filha de ACM, seu patrimônio experimentou um crescimento
explosivo. Naquele ano comprou três
fazendas e logo depois mais cinco. A OAS vendeu
a ACM um apartamento com preço
bem inferior do mercado. O genro também é sócio na
Bahia Par, que administra
o complexo empresarial de ACM. E a garantia de alguns favores pessoais,
como o uso da casa de 750 m² na
Ilha de Itaparica e dos jatinhos da OAS, há anos
servindo ACM e sua família.
Fonte:
Site da Revista Istoé - www.istoe.com.br - 22/12/1999
DEPUTADO
NADA INOCENTE:
INOCÊNCIO DE OLIVEIRA
- PFL / PE Esse deputado (ironia tter o nome "Inocêncio")
disse que: "Esse
negócio de discutir se
um deputado ganha para trabalhar nas férias (o
famoso jeton), e não
comparece, é uma coisa
menor". Ele também, há alguns anos, mandou
furar poços artesianos em sua fazenda
particular, com uma verba federal que
era para ser destinada
apenas para fazendas de pessoas muito carentes.
Fonte:
CBS/Tele Notícias - SBT - 18/01/2000
DEFENSORES
DO NEPOTISMO:
Políticos que descaradamente
justificaram a contratação de
parentes, usando uma verba de R$ 20.000
por parlamentar (pagos por nós contribuintes), para
contratar seus familiares.
* GILVAN BORGES - PMDB
/ AP Senador - (Mãe e mulher)
ARMANDO ABÍLIO
- PMDB / PB Deputado - (Mulher, 2 filhas, 3 cunhados e 1 primo)
GERSON PERES - PPB /
PA Deputado - (2 filhas)
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 08/02/2000
* Dos 12 integrantes de
uma CPI para investigar a corrupção no futebol brasileiro,
o senador Gilvan Borges foi o único a criticar o relatório.
Apresentou um voto em separado e ainda ironizou os outros senadores que
tinham prometido votar com ele.
Fonte:
Site do Jornal Nacional - www.globo.com/jn - 06/12/2001
O
SENADOR DO GOLPE DE US$ 13 MILHÕES:
LUIZ OTÁVIO OLIVEIRA
CAMPOS - PPB / PA Esse senador no comando da Rodomar,
uma empresa familiar especializada em transporte
fluvial, coordenou uma fraude que desviou
cerca de US$ 13 milhões dos
cofres do BNDES. O dinheiro deveria ter financiado
a construção de 13 balsas para
incrementar o transporte fluvial na região. Deveria, porque
a Rodomar,
em conluio com o Estaleiro da Bacia Amazônica (Ebal), recebeu a fortuna
e não construiu nada. Ele já
foi pego em falcatruas anteriormente, mas salvo na época pela
famosa "im(p)unidade
parlamentar".
Fonte:
Site da Revista Istoé - www.istoe.com.br - 16/02/2000
CADA
PARENTE NO SEU GALHO:
Políticos e um juíz
que empregaram parentes, pagos com dinheiro público (o nosso).
MICHEL TEMER - PMDB /
SP Deputado - Propôs a oficialização do nepoptismo,
com "cotas" para contratações de parentes.
JORGE VIANA - PT / AC
Governador - (7 primos, 2 tios e 1 cunhado).
CELSO RUSSOMANNO - PPB
/ SP Deputado - (Pai e irmão).
ODELMO LEÃO -
PPB / MG Deputado - (Mulher e cunhada).
THEMÍSTOCLES SAMPAIO
- PMDB / PI Deputado - (3 filhos ee 1 neta).
ANTÔNIO DE PÁDUA
RIBEIRO Presidente
do Supremo Tribunal de Justiça - (Mulher).
Fonte:
Revista Veja - 16/02/2000 (Outros políticos citados nesta edição
da revista, já estão no site)
PRESIDENTE
DA CÂMARA (E DAS PROPINAS):
ARMANDO MELLÃO
NETO - PMDB / SP Presidente da Câmara Municipal de S. Paulo,
foi denunciado por
formação de
quadrilha e concussão pelo Ministério Público. Ele
seria um dos
chefões do esquema de
cobrança de propinas de camelôs
de uma administração regional
que controlava. De acordo com denúncias,
a arrecadação chegava a R$
6 mil por semana e os recursos seriam
usados para cobrir gastos de
campanha do vereador. Segundo
um promotor, Mellão valeu-se do prestígio,
após receber do prefeito Celso
Pitta o direito
de indicar o administrador regional,
para organizar um grupo e "impor a particulares, a
concessão de vantagens ilícitas".
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 23/02/2000
LAMA
NO VENTILADOR:
TEOTÔNIO VILELA
FILHO - PSDB / AL Presidente do partido, o senador entrou na
alça de mira da Comissão
de Ética por causa de denúncias publicadas pelo jornal Correio
Braziliense contra uma instituição
que leva o nome do pai do senador, a Fundação Teotônio
Vilela, que teria recebido de maneira irregular
R$ 4,2 milhões dos cofres do governo do Distrito
Federal para o treinamento de 48 mil trabalhadores.
GERALDO LESSA Primeiro
suplente de Teotônio e presidente da Fundação Teotônio
Vilela, foi quem firmou os convênios.
Até assumir em janeiro o mandato de senador, não tinha
uma fonte formal de renda. Exercia na Fundação um cargo não-remunerado,
e disse que seu custeio pessoal foi
bancado nos últimos anos por uma assessoria informal que
presta ao Maceió Mar Hotel.
ROMERO JUCÁ -
PSDB / RR Uma fita gravada em que o senador conversa com o diretor
administrativo e financeiro da Eletronorte,
Valdemar André Johansson, sustenta acusação
feita pelo secretário de Agricultura
de Roraima, deputado Salomão Afonso de Souza Cruz (PPB).
Segundo a denúncia, o diálogo em código entre os dois
mostra uma tentativa de desvio de recursos
da União destinados a obras da Eletronorte. O único crime
nessa história é o grampo
ilegal\u201d, contra-ataca Romero Jucá.
Fonte:
Site da Revista Istoé - www.istoe.com.br - 01/03/2000
DEFENSOR
DO "SALÁRIO-MARAJÁ":
SEVERINO CAVALCANTI -
PPB / PE O corregedor da Câmara, que apresentou em
1999, uma emenda para
que cada um dos três poderes, fixe o seu próprio salário,
disse que "R$ 11,5 mil era muito pouco,
para um parlamentar viver com dignidade".
Fonte:
Jornal da Record - Rede Record - 08/03/2000
* Obs: Também
contratou familiares (2 filhos), pagos com dinheiro público (o nosso).
Fonte:
Revista Veja - 16/02/2000
DESVIAVA
VERBAS PARA ENTIDADE-FANTASMA:
FERNANDO LUPA - PSDB
/ PE Encaminhou uma verba que os deputados do estado do
Pernambuco têm de
R$ 20 mil mensais para uma entidade assistencial fantasma,
que se provou depois, não
existir.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 20/03/2000
PITTAGATE
:
CELSO PITTA - PTN / SP
O Ministério Público pediu afastamento do prefeito de
São Paulo por causa de
várias denúncias (inclusive
de sua ex-esposa Nicéa e do filho). Se esquivava
da cassação do mandato (inclusive de
um processo de impeachment) por seu partido
ter a maioria na Câmara. Obteve um "empréstimo" de
R$ 800.000 do empresário Jorge
Yunes (que descobriu-se mais tarde, foi beneficiado pelo prefeito em seus
negócios imobiliários
e na contratação de seus parentes pela Prefeitura).
Fonte:
Jornal da Record - Rede Record - 24/03/2000
DESVIARAM
DINHEIRO, DEIXANDO ALUNOS SEM MERENDA NEM CARTEIRAS:
Três
ações populares denunciaram fraudes e corrupção
na prefeitura de Ouricuri, em Pernambuco.
Foram gastos R$ 3 milhões na Educação, mas
os alunos da cidade,
estavam estudando no
chão) por que
não havia dinheiro para a compra de carteiras nem
da merenda. Suspeita-se de
que em 3 anos, desviaram cerca de R$ 10 milhões. Várias
empresas "laranjas" (na
maioria, de vereadores ou parentes do prefeito) prestavam
serviços à prefeitura. Veja abaixo os principais envolvidos.
PEDRO GILDEVAN DE MELO
Secretário de Administração
e Finanças (e quem manda
em Ouricuri, pois seu pai, que é o prefeito, vive viajando e não
para na cidade).
FRANCISCO CARLOS MATIAS
DOS SANTOS Presidente da Câmara de
Ouricuri, recebia
os pagamentos feitos à uma das empresas "laranjas" pela prefeitura
EDVALDO DA LUZ
Empresário da cidade que usou a própria
mãe como "laranja" (ela
era proprietária
de uma empresa fantasma contratada pela prefeitura).
Fonte:
Fantástico - Rede Globo - 26/03/2000
DEFENDERAM
O NEPOTISMO (CONTRATAÇÃO DOS PRÓPRIOS PARENTES):
JOSÉ ÍNDIO
( ZÉ ÍNDIO ) - PMDB / SP Deputado federal.
GILBERTO NASCIMENTO -
PMDB / SP Deputado estadual.
Fonte:
Programa Paulo Lopes na TV - Rede Bandeirantes - 27/03/2000
RECORDISTA
DE CASSAÇÕES:
JOSÉ CARLOS TARDELLI
- PFL / SP PPrefeito de Itapetininga (SP),
recordista de processos
de cassação (já sofreu quatro) e continua no cargo
graças à liminares.
Fonte:
Programa Paulo Lopes na TV - Rede Bandeirantes - 27/03/2000
PREFEITOS
CASSADOS:
EDSON
LUÍZ VIEIRA - PFL / SP Ex-prefeito de Monções
(SP) foi preso, acusado de
ter mandado matar seu antecessor no cargo.
FERNANDO
BARBOSA - PSDB / SP Prefeito de Barbosa (SP) foi cassado duas
vezes,
por falta de decoro, mas obteve liminares para voltar à prefeitura.
CARLOS
COLOMBO - PSDB / SP Ex-prefeito de Tapiraí (SP) foi afastado
pela Câmara
e cassado.
Fonte:
Site do Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 27/03/2000
GIGANTESCO
ESQUEMA DE CORRUPÇÃO EM CÂMARA DE CARIACICA:
Vereadores
de Cariacica, no Espírito Santo, foram presos e outros eram procurados
pela Polícia,
após terem sido denunciados por participação num esquema
de corrupção. Foi determinada
a prisão preventiva dos parlamentares e outros envolvidos. O material
foi encaminhado
para os promotores pelo Jornal A GAZETA, que teve acesso à farta
documentação
sobre o esquema de corrupção desenvolvido naquele município.
Para apresentar
os documentos à Justiça, eles quebraram o sigilo bancário
dos vereadores e demais
envolvidos no esquema e acrescentaram uma vasta documentação
à matéria. Os vereadores
nomearam vários assessores fantasmas ou "laranjas", que não
trabalhavam e
não recebiam, e se apropriavam dos seus vencimentos. Ao serem nomeados,
assinavam uma
autorização de débito em conta corrente para transferência
às contas dos respectivos vereadores
aos quais estavam vinculados. As irregularidades na prefeitura, supostamente
eram comandadas pelo
então prefeito Dejair Cabo Camata. Réu em cerca de 40 processos,
Camata, que morreu em
um acidente de carro, era acusado de improbidade administrativa,
calúnia
e obstrução da Justiça, formação de
quadrilha, porte ilegal de arma, entre outros. Com
o seu advogado, Vicente Paulo da Silva, ele sumiu com dois processos de
calúnia e difamação.
Um desses processos teria sido roubado junto com o carro do advogado, depois
de ele ter retirado
os documentos do Tribunal de Justiça. Os envolvidos no esquema são:
ROGÉRIO
SANTÓRIO - PMDB Presidente da Câmara
ILMA
CHRIZÓSTOMO SIQUEIRA - PMDB Presidente da Comissão
de Justiça
ADEILSON
CABRAL - PMDB
VANDER
LIMA RUBERT - PDT
MILTON
LOPES RUBIN - PSB
MARCOS
ARAÚJO - PSDB (Mudou de partido, e foi para o PHS)
JOEL
GABRIEL PEROVANO - PFL
JOSÉ
DA ROCHA - PFL Segundo secretário da Mesa
JOCELINO
MIGUEL - PSC/PL Vice-presidente da Mesa
ALDO
REZENDE - PDT
EDSON
"BORRACHA" RIBEIRO DA COSTA - PPB
Pastor
VALMIR QUEIROZ PINTO - PMN
ADMILSON
JOSÉ SIQUEIRA - PTB
DAISE
COELHO SANTÓRIO Mulher do presidente da Câmara,
Rogério Santório
HELENA
PEREIRA DO NASCIMENTO Funcionária pública
GESSY
SIQUEIRA Marido da vereadora Ilma Chrizóstomo
MARIA
ISABEL COELHO VIEIRA Cunhada do presidente da Câmara, Rogério
Santório
Fonte:
Site do Jornal A Gazeta - www.redegazeta.com.br/jornalagazeta/ - 30/03/2000
*
Obs.: Houve pouco tempo depois um incêndio,
que se descobriu ser criminoso, no Fórum
de
Cariacica, e que guardava as provas dos
crimes
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 09/06/2000).
DESVIO
DE MAIS DE R$ 130 MILHÕES:
REYNALDO DE BARROS /
SP Secretário de Obras e presidente da Emurb, na gestão
do prefeito Paulo Salim Maluf na prefeitura
de São Paulo (1993 à 1996) , foi denunciado por
um ex-gerente de uma das empreiteiras contratadas na época, e que
provou através de documentos,
que as obras foram super faturadas (em mais de 400%). Para se ter uma
idéia do rombo, o m² do
túnel Airton Senna custou mais que o dobro do EuroTúnel,
que liga por debaixo do mar (Canal
da Mancha) a Inglaterra à França. Calcula-se que a
Prefeitura teve um prejuízo
de cerca R$ 2 bilhões, e que mais de R$
130 milhões foram para o bolso
de Maluf e de Reynaldo de Barros. Maluf gabava-se de que suas contas na
Prefeitura, foram aprovadas pelo Tribunal
de Contas de São Paulo, mas, não disse que a
maioria dos integrantes (muito bem pagos) deste tribunal, foram nomeados
pelo próprio Maluf e pelo seu
afilhado político na época, Celso Pitta. Estes funcionários
do Tribunal de Contas, não souberam
explicar porque aprovaram as contas super faturadas de Maluf.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 12/04/2000
"TUDO
EM FAMÍLIA":
ANTÔNIO CASEMIRO
BELINATI - PFL / PR Prefeito de Londrina, no Paraná, e
pai do deputado Antônio
Carlos Belinati, foi denunciado pelo Ministério Público,
do desvio de cerca de R$
16 milhões dos cofres públicos (há denúncias
também da compra de juízes).
ANTÔNIO CARLOS
BELINATI - PSB / PR Depois da apreensão de documentos
na casa do empresário Carlos Zavierucha,
coordenador financeiro da campanha
de Belinati, eleito deputado estadual, as suspeitas de desvio dos
cofres de Londrina podem chegar a R$ 200 milhões, segundo um diretor
de uma autarquia usada para a fraude.
Fonte:
Site do Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 15/04/2000
FRAUDES
EM MAIS DE 1.000 LICITAÇÕES:
ODIR ROCHA - PDT / TO
Prefeito de Palmas, no Tocantins, foi denunciado por fraudes
mais de 1.000 licitações. Estima-se
que o município tenha tido um prejuízo aproximado
de R$ 15 milhões, nas transações
feitas entre empresas (a maioria fantasmas) que super faturaram
materiais e serviços para a prefeitura (que aprovara os valores).
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 18/04/2000
VOTARAM
CONTRA OU SE ABSTIVERAM DE VOTAR A INVESTIGAÇÃO DE FRAUDES
NA
PREFEITURA DE SÃO PAULO:
MIGUEL COLASUONNO - PMDB
/ SP Vereador que votou contra a investigação.
(Documento anônimo
recebido pelo Ministério Público com os nomes, telefones
e endereços
de vereadores da base governista que receberiam mesadas para aprovar
os projetos de interesse
da prefeitura. Em forma de código, o documento aponta as
datas e as quantias
entregues a cada um desses De acordo com o papel ele teria
recebido R$ 425 mil.
Só em um mês (dezembro) teria recebido R$ 100 mil. Colasuonno
participou da Comissão
de Finanças que analisou o projeto do Orçamento municipal,
votado em coincidentemente
em dezembro - Revista Istoé, edição nº 1592).
EMÍLIO MENEGHINI
- PPB / SP Se
absteve, ajudando o prefeito Celso Pitta. Outros
vereadores que votaram contra a investigação como: Wadih
Mutran e Brasil Vita
; ou que quiseram se abster: Archibaldo Zancra, Viviani Ferraz, José
Izar, Osvaldo Enéas,
Cosme Lopes, Dito Salim,
Edivaldo Estima e Mario Dias; ou que alegaram que estavam
com "problemas de saúde" e não votaram, e outros
que tentaram impedir a votação,
"estranhamente" são os mesmos que também não quiseram
investigar o caso da
corrupção dos fiscais (veja
mais em Vereadores que não quiseram investigar...).
Fonte:
Site do Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 19/04/2000 (além de outros
jornais e noticiários)
"BARBALHIDADES":
JADER
BARBALHO - PMDB / PA O líder do partido foi acusado pelo
presidente do Senado,
de uso de violência quando era governador para desapropriar irregularmente
o garimpo
Castelo dos Sonhos e de ter se beneficiado de recursos desviados por homens
de sua confiança
por intermédio da Sudam e do Banco do Estado do Pará (PANPARÁ).
Foi acusado, ainda,
de ter se beneficiado de licitações fraudulentas com a participação
de um "pequeno empresário
da construção civil" (veja mais em A
mina do Senador).
Fonte:
Site do Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 28/04/2000
ASSALTO
ÀS CRIANÇAS:
RONALDO
LAGES Prefeito de Nossa Senhora dos Remédios, no Piauí,
com apenas 1.600
estudantes, e que anunciou a compra de 60.000 cadernos (quase 40 por criança).
Descobriu-se ainda,
que a fatura era de uma empresa fantasma.
Fonte:
Revista Veja - 03/05/2000
ESCÂNDALO
DOS PRECATÓRIOS:
WAGNER BAPTISTA RAMOS
Ex-coordenador da dívida pública municipal, também
é co-réu nos processos
contra Maluf. Considerado o inventor da fórmula para turbinar o
valor dos precatórios, é acusado
de trabalhar ao mesmo tempo para a prefeitura e para uma
das instituições que mais lucraram com a compra e a venda
dos títulos, o banco Vetor.
PAULO AFONSO VIEIRA
Governador de Santa Catarina entre 1994 e 1998, patrocinou a
emissão de papéis que renderam mais de 600 milhões
de dólares, embora o Estado não
tivesse um único centavo de dívida judicial a pagar. Em 1997,
escapou da cassação, em
votação na Assembléia Legislativa catarinense, porque
faltaram dois votos para aprovar o
pedido de impeachment.
DIVALDO SURUAGY
Governador de Alagoas por ocasião da farra dos precatórios,
foi de todos os envolvidos o mais rapidamente
punido, ao menos no campo político. Ainda em 1997,
não conseguiu honrar uma dívida de pouco mais de 100 milhões
de reais, contraída com o lançamento
irregular de papéis. O Estado sofreu, então, uma intervenção
branca do governo federal, que nomeou
secretários e proibiu o governador de autorizar despesas.
Com salários atrasados, os funcionários
estaduais promoveram uma rebelião comandada pela
PM e Suruagy teve de renunciar ao cargo.
MIGUEL ARRAES Ícone
da esquerda e dono de biografia até então inatacável,
governava Pernambuco pela terceira
vez quando autorizou a emissão de mais de 400 milhões de
dólares em títulos para o pagamento
de dívidas inexistentes. Seu secretário de Fazenda na
época era o neto Eduardo Campos, o
"Dudu Beleza", que chefiou o lançamento dos papéis.
Outros envolvidos são Paulo Maluf e
Celso Pitta (Veja mais nesta página).
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
A
COMPRA DE VOTOS DA REELEIÇÃO DE 97:
Em maio de 1997, a emenda
constitucional que autorizaria o presidente, os governadores e
os prefeitos a disputar a reeleição já tinha sido
aprovada na Câmara e aguardava pela votação
no Senado. Veio a público então a gravação
de uma conversa na qual os deputados Ronivon
Santiago e João Maia, ambos do Acre, confessavam ter recebido R$
200 mil para votar a favor da emenda.
Segundo eles, o deputado Pauderney Avelino, do Amazonas, e o então
presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães, eram
os intermediários das negociações.
De acordo com a denúncia, tudo era fechado com o então ministro
das Comunicações, Sérgio
Motta, amigo de Fernando Henrique Cardoso e principal articulador
político do presidente. Cabia aos governadores
do Amazonas, Amazonino Mendes, e do Acre,
Orleir Cameli, efetuar o pagamento. Na conversa registrada na fita, Ronivon
dizia que mais três parlamentares
(Osmir Lima, Chicão Brígido e Zila Bezerra, todos de estados
da região Norte) tinham vendido
seus votos. Veja abaixo, os principais envolvidos.
RONIVON SANTIAGO / AC
O deputado do Acre negou inicialmente que não era a sua voz
na gravação.
Alguns dias depois, confirmou que era ele, mas disse que tudo não
passara de uma brincadeira. Declarou
até que lucraria politicamente com as denúncias, pois apareceria
na TV e nos jornais. Expulso do PFL e com
a certeza de que seria cassado, renunciou uma semana
após a divulgação das denúncias e não
tentou a reeleição.
PAUDERNEY AVELINO / AM
Deputado do Amazonas, seria um dos intermediários.
JOÃO MAIA / AC
Na época do escândalo, já tinha sido filiado a
nove legendas, incluindo PT e
o PFL. Também renunciou ao mandato
de deputado e não tentou voltar para a Câmara.
AMAZONINO MENDES - PFL
/ AM A denúncia da compra de votos foi apenas mais uma
na extensa
lista de escândalos do governador. Mais interessado no controle político
da Zona Franca de
Manaus, pouco se abalou com o caso. Foi reeleito e voltou a reinar no Amazonas.
ORLEIR CAMELI / AC
Com longa ficha criminal, o ex-governador do Acre escapou ileso ao
escândalo da compra de votos, mas desistiu
de tentar a reeleição. Em 1999, foi apontado como
integrante do cartel da droga no estado, caso hoje em investigação
por uma CPI.
NARCISO MENDES
Ex-deputado constituinte, foi identificado como o autor das gravações.
Muitos acreditam que gravou as fitas para
se vingar do governo federal, que promovera uma devassa
fiscal em suas empresas, deixando-o com dívidas de 25 milhões
de reais. Para outros, a iniciativa
foi motivada por sua amizade com Paulo Maluf. Narciso, que fez fortuna
aliando-se a governadores para conseguir obras
públicas, já chegou a subir na mesa da Assembléia
Legislativa do Acre com uma arma no coldre para ameaçar colegas.
Também está sendo investigado
pela CPI do Narcotráfico.
OSMIR LIMA - PFL
Deputado e braço direito do ex-governador Orleir Cameli, já
apresentou um projeto propondo a devolução
do Acre à Bolívia, disputou a reeleição, mas
perdeu.
CHICÃO BRÍGIDO
Filho de seringueiros, tentou se eleger governador do Acre.
ZILA BEZERRA - PFL
Dos deputados envolvidos no escândalo, foi a única que
conseguiu a reeleição,
tornando-se deputada pelo PFL.
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
O
ROMBO DO BANESPA:
ORESTES QUÉRCIA
Governava o Estado no início do período investigado pelo
Banco Central. Foi o responsável
por antecipações de receitas orçamentárias,
procedimento pelo qual o Banespa adiantava
ao Tesouro paulista o dinheiro de impostos, cobrindo buracos no
orçamento estadual para a quitação
de dívidas com empreiteiras. Tais operações custaram
ao banco 600 milhões de dólares.
LUIZ ANTÔNIO FLEURY
FILHO Sucessor de Quércia, intercedeu pessoalmente
para que o Banespa concedesse empréstimos
a empresas sem condições de honrar seus compromissos.
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
ESQUEMA
DOS ANÕES DO ORÇAMENTO:
JOÃO ALVES
Ex-deputado, era o líder dos anões. Comprava a cumplicidade
de José Carlos com presentinhos
de até 300 000 reais. Na CPI, apresentou uma justificativa
antológica para a fortuna que tinha
acumulado: alegou que era um homem de muita, muita sorte
e ganhara dezenas de vezes na loteria. Renunciou ao mandato de deputado
antes de ser julgado, escapando da
cassação e da perda dos direitos políticos. Mora atualmente
em Salvador, onde tem muitos imóveis.
JOSÉ CARLOS ALVES
DOS SANTOS Reuniu um patrimônio de mais de dois milhões
de dólares. Preso e condenado pela
morte da mulher, Ana Elizabeth Lofrano dos Santos, chegou
até a tentar o suicídio na cadeia. Cumpre pena em regime
semi-aberto.
JOSÉ GERALDO RIBEIRO
Deputado do PMDB mineiro, era mais conhecido como "Quinzinho",
numa referência ao percentual que costumava cobrar de propina. Enviava
dinheiro para oito entidades assistenciais
por ele controladas. Também foi cassado.
GENEBALDO CORREIA
Líder do PMDB na Câmara, e o primeiro a adotar o expediente
de renunciar antes do julgamento. Teve seus
bens seqüestrados pela Justiça e respondeu por
crime de improbidade administrativa. Tentou ser candidato a deputado estadual
em 98.
MANOEL MOREIRA
Além de ser apontado por José Carlos como um dos anões,
contou com um empurrão extra
da ex-mulher, que foi à CPI revelar suas falcatruas. Não
conseguiu explicar o movimento de 3
milhões de dólares em suas contas. Também renunciou
antes da cassação. Tentou
a candidatura a deputado estadual pelo PMDB paulista em 1998. Lançou
na vida pública a vereadora Maeli Vergniano,
envolvida no escândalo da máfia dos fiscais da prefeitura
de São Paulo. Foi expulso da igreja em que era pastor.
RICARDO FIÚZA
Ministro da Ação Social no governo Collor, era um dos
deputados mais poderosos do Congresso.
A CPI descobriu que, no período em que chefiou a Comissão
de Orçamento, beneficiou uma
fazenda sua com verbas federais. Mesmo assim, escapou da cassação.
Mais tarde, ficou provado que havia manipulado documentos da Caixa Econômica
Federal para se livrar da acusações
da CPI. Elegeu-se deputado pelo PFL pernambuano.
RAQUEL CÂNDIDO
Deputada por Rondônia, foi acusada de se apropriar de US$ 800
mil destinados a subvenções
sociais e tentou o suicídio duas vezes. Acabou sendo cassada.
Em outubro do ano passado, foi presa em Brasília
sob acusação de espancar e tentar matar a
tiros a dona de casa Raimunda dos Santos. O motivo da briga: uma dívida
de R$ 2.500.
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
A
TURMA DO CHUVISCO NO RIO:
A maior parte dos acusados
no Rio de Janeiro, de firmar contratos sem licitação, favorecer
empresas em concorrências públicas
e fazer parte da "banda podre" da polícia, trabalha com
o governador do Rio desde os tempos em que ele era prefeito de Campos.
O grupo conhecido como Turma do Chuvisco,
numa referência a um doce de ovo típico da cidade.
ANTÔNIO OLIBONI
Era secretário de Justiça e sócio de um escritório
de advocacia que tem como uma de suas
especialidades contestar dívidas cobradas pelo Estado. Ao entrar
para o governo, desligou-se formalmente da
banca, mas não parou de freqüentar a firma, onde
trabalha sua mulher. Na carteira de clientes do escritório figurava
a Brasal, empresa cujo contrato para
fornecimento de quentinhas a penitenciárias foi prorrogado sem licitação.
CARLOS AUGUSTO SIQUEIRA
Era presidente da poderosa Empresa de Obras Públicas,
sucessora da Secretaria de Obras e dona de
um caixa milionário. Em gravação de 1994 entregue
à Justiça, Siqueira negociava o superfaturamento
de um show em comemoração ao aniversário de Campos.
EDUARDO CUNHA Mesmo
sem nenhuma afinidade política aparente com o governador,
foi nomeado para a presidência da Companhia
Estadual de Habitação (Cehab), que controla as
verbas destinadas à construção de casas populares.
Filiado ao PPB, tinha comandado a Telerj
no governo Collor, por indicação de PC Farias. É acusado
de favorecer a empreiteira Grande Piso,
vencedora de concorrências consideradas irregulares pelo Tribunal
de Contas do Estado. Além disso,
Cunha está sob suspeita de ter montado em cartórios um esquema
de arrecadação de propinas para
o registro de casas populares. Foi afastado do cargo.
PAULO GOMES DOS SANTOS
FILHO Coronel-bombeiro, ocupava a Secretaria de Defesa
Civil e tinha entre suas atribuições regulamentar serviços
de combate a incêndio em
prédios e apartamentos. Sua mulher,
Maria Zélia Silva Nascimento, é dona do grupo Sermacol,
que tira a maior parte de seu faturamento justamente da montagem de sistemas
de segurança contra incêndio.
Gomes pediu demissão.
RANULFO VIDIGAL
Presidia a Agência Reguladora de Serviços Públicos
Concedidos, encarregada de fiscalizar
e controlar os serviços privatizados no Estado. Tinha sido prefeito
de São João da Barra, cidade
vizinha a Campos, e perdera o cargo em 1996, cassado por corrupção.
É acusado de acobertar um esquema que achacava empresas em troca
do andamento de processos na agência.
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
A
MÁFIA DA PREVIDÊNCIA:
JORGINA MARIA DE FREITAS
Advogada, é a personagem mais conhecida da máfia
da Previdência. Conseguiu embolsar sozinha
cerca de 100 milhões de dólares com ações
fraudulentas. Condenada logo no início
da investigação, fugiu do país. Iniciou-se, então,
uma caçada internacional \u2013 com
escala nos Estados Unidos, Nicarágua e Costa Rica, onde a
criminosa acabou presa e foi extraditada em
1997. Antes de ser capturada, porém, tentou um
acordo estranho com a Justiça brasileira: topava entregar-se, desde
que pudesse ficar com 1 milhão
de dólares. Hoje, Jorgina, que passa os dias na Companhia Especial
de Policiamento
de Trânsito, no Rio de Janeiro, ainda responde a processo por formação
de quadrilha e
peculato (apropriação de bens públicos).
ILSON ESCÓSSIA
DA VEIGA Outro advogado da quadrilha. Em apenas oito meses de
atividades ilegais, conseguiu arrancar da
Previdência cerca de 120 milhões de dólares.
Seu patrimônio contabilizava 48 imóveis,
vinte linhas telefônicas, quatro lojas e, acreditem, meia
tonelada de ouro. Em primeira instância, foi condenado a catorze
anos de prisão. Cumpre a pena
em regime semi-aberto.
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
A
MÁFIA DOS BINGOS:
MARCO CHEDID Ex-deputado,
teve um mandato apagadíssimo, lembrado apenas pela participação
na CPI dos Bingos. Depois de lutar com insistência pela instalação
da CPI, foi acusado de receber dinheiro
para facilitar a vida dos proprietários de bingo investigados
pela comissão. Concluiu o seu mandato
sem ter sido punido pelas acusações.
LUIZ ANTÔNIO BUFFARA
Era o homem de confiança de Rafael Greca na administração
do Indesp. É acusado de transformar
o instituto num balcão de negócios para empresários
do bingo. Em dois anos de sua gestão,
foram arrecadados só 3,4 milhões de reais das casas
de jogo de São Paulo, estado que registra o maior número
de bingos. Este valor corresponde a
apenas 2,3% do total arrecadado no país.
MARIA TERESA CASTRO
Ocupava o posto de secretária-executiva, o segundo mais
importante do Ministério de Esportes
e Turismo. Foi acusada de ter pressionado o ex-presidente
do Indesp, Manoel Tubino, a assinar a portaria 23, que disciplinou o
funcionamento de máquinas caça-níqueis
em casas de bingos.
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
A
PROPINA DE MAGRI:
ANTÔNIO ROGÉRIO
MAGRI O governo Collor começou a desmoronar no início
de 1992, com o aparecimento dos primeiros
casos de corrupção. Um dos mais conhecidos envolveu
o então ministro do Trabalho e da Previdência
Antonio Rogério Magri, o imexível. Numa fita gravada
pelo, na época diretor de Arrecadação e Fiscalização
do INSS, Magri admitia ter recebido
uma propina de 30 000 dólares para facilitar a liberação
de recursos do FGTS de uma empresa
para uma obra no Acre, em 1991. \u201cO cara veio aqui e me deu 30 000 dólares.
Me deu. Caiu do céééu!\u201d,
dizia o ministro, na gravação. Os 45 minutos de diálogo
deixavam claro que o ministro tentaria usar
o cargo para fazer novas negociatas e pretendia envolver
o diretor no esquema.
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
ROUBALHEIRA
EM SÃO PAULO:
CARLOS AUGUSTO MEINBERG
Secretário municipal de governo, foi apontado por Nicéa
Pitta como responsável pelas negociações com os vereadores.
Segundo ela, Meinberg realizou os pagamentos
para que as investigações fossem interrompidas. Outros
envolvidos são Paulo Maluf, Celso Pitta, Maria Helena Fontes, José
Izar, Maeli Vergniano, Vicente Viscome,
Hanna Gharib, e Paulo Roberto Faria Lima e Armando Mellão (veja
mais em Vereadores que não quiseram investigar...).
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
ESQUEMA
DE NOTAS FRIAS:
Funcionários da Prefeitura
de Ponta Grossa, no Paraná, exigiam que para o pagamento
de empresas que tinham dívidas à
receber da Prefeitura, estas tivessem que declarar notas
frias (que eram fornecidas pela Prefeitura, e já assinadas pelo
prefeito. Gravações feitas
com uma câmara escondida, mostraram os funcionários cobrando
as propinas).
JOCELITO CANTO
Prefeito da cidade, e quem assinava as notas frias.
JUAREZ SCHWAB Funcionário
da Secretária de Obras, que "fabricava" requisições
de materiais, que eram usados para
justificar os pagamentos.
PEDRO SEBASTIÃO
Chefe do gabinete, fornecia as notas e fazia as propostas.
MARCOS COSMOSK
Gerente do Fundef (Fundo que destina verbas da União para os
os municípios usarem na Educação).
MARCOS BORCNIA
Administrador da Arrecadação de Impostos da cidade. Disse
que o empresário só receberia
seu pagamento, se "rolasse uma grana por fora".
Fonte:
Fantástico - Rede Globo - 07/05/2000
DEFENDERAM
O DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA:
Parlamentares da bancada
ruralista (fazendeiros e donos de madeireiras) no Gongresso, que
aprovaram um projeto de lei que altera a redação do atual
código florestal. Com esta mudança,
a área de reserva legal na Amazônia cairia de 80% para 20%.
Na área de cerrado, o percentual
de áreas de reserva cai de 35% para 20%, e de 20% para zero em áreas
como o Pantanal.
MOACIR MICHELETTO - PMDB
/ PR Deputado federal que apresentou um substitutivo à
medida provisória que altera a redação
do atual código florestal.
LUDIO
COELHO - PMDB / MS Senador (que tem fazenda na região
de Mato Grosso do Sul) defendeu o relatório aprovado
na comissão que analisou alterações no Código
Florestal Brasileiro.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 10/05/2000
O
ESQUEMA PC:
FERNANDO COLLOR DE MELLO
Queria ficar no poder por mais de uma década. Terminou
o mandato antes do tempo, rejeitado pelos eleitores (que foram às
ruas pedir seu afastamento) e com os
direitos políticos suspensos por oito anos. Desmoralizado,
foi viver em Miami, onde curtiu um exílio
açucarado. Com a aproximação do fim de seu
período de suspensão, voltou
ao Brasil e ao noticiário. A bordo do obscuro Partido Renovador
Trabalhista Brasileiro (PRTB), ameaça disputar a prefeitura de São
Paulo nas eleições
de outubro. Precisa convencer a Justiça Eleitoral, que até
agora considerou irregular
a mudança de seu domicílio eleitoral de Maceió para
São Paulo.
PAULO CÉSAR FARIAS
(PC) Depois da queda de Collor, mandou os filhos estudar na
Suíça e manteve um padrão
de vida invejável, à custa da fortuna acumulada nos bons
tempos da República de Alagoas. Condenado
a sete anos de prisão por falsidade ideológica
e sonegação fiscal, PC fugiu do país e passou meses
escondido. Localizado pela polícia
na Tailândia, foi trazido de volta ao Brasil, onde cumpriu dois anos
da prisão. Ao conseguir liberdade
condicional, tentou recomeçar os negócios. Numa manhã
de junho de 1996,
foi encontrado morto a tiros em sua casa de praia, ao lado da namorada,
Suzana Marcolino. O crime até
hoje não foi esclarecido.
ROSANE COLLOR A
ex-primeira-dama foi acusada de desviar verbas públicas e ganhou
fama de esbanjadora. Certa vez, comentava-se
em Brasília torrou 34.000 mil dólares numa loja
de roupas em Nova York. "A madame está gastando demais", queixava-se
PC, que abastecia a conta bancária
de Rosane com depósitos esporádicos. Rosane
é acusada de
desvio de verbas públicas
no período em que presidiu a Legião Brasileira de
Assistência, entre
1990 e 1991. Um dos escandalos protagonizados por Rosane foi a
emissão de dinheiro
para a fundação fantasma Pró-Carente de Canapi, sua
cidade natal, em Alagoas.
Descobriu-se
mais tarde que a fundação tinha como endereço a casa
da mãe de Rosane. Rosane
ainda é acusada de gastar 18.000 dólares numa festa para
sua assessora pessoal
e amiga Eunícia Guimarães
e de superfaturar a compra de alimentos. Estima-se que cerca de
16 milhões de dólares tenham sido desviados e embolsados
pelo grupo de Rosane.
CLÁUDIO VIEIRA
Secretário particular de Collor, sabia de todas as falcatruas
do esquema PC e tentou inocentar o
chefe até o fim. Foi absolvido pelo Supremo
Tribunal Federal dos crimes de corrupção passiva, coação
de testemunhas, suborno e supressão
de documentos. Hoje, mantém um escritório de advocacia em
Brasília, cujo único cliente
é ele mesmo.
ZÉLIA CARDOSO
DE MELLO Ministra da Economia, foi a responsável pelo
confisco da poupança, e a mulher
mais poderosa da história da República. Condenada em primeira
instância a 13 anos de prisão
por ter recebido dinheiro no esquema PC para reajustar preços
durante o congelamento imposto pelo Plano Collor. Disse que recorreria
da sentença.
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 25/05/2000
FUJÕES
DAS SESSÕES DA CÂMARA DE SANTOS:
Vereadores
de Santos/SP que interromperam várias sessões (realizadas
apenas 2 vezes por
semana). Para que uma sessão seja realizada é preciso que
pelo menos 11 vereadores permaneçam
em plenário. A tática dos vereadores, que procuram tornar
inviável a sessão, é
manjadíssima: combinam tudo antes e se retiram juntos. Todos os
fujões, como ficaram conhecidos,
fazem parte do bloco de sustentação do prefeito. Houve uma
sessão que durou apenas
2 minutos. Os vereadores se retiraram do plenário, impedindo o prosseguimento
da sessão,
onde seriam votados pedidos de abertura de Comissões Especiais de
Inquérito
(uma
para apurar o escândalo dos remédios jogados no lixo, por
estarem com prazo de validade
vencido, e outra para apurar irregularidades na contratação
de professores. Os "fujões",
que trabalhando ou não, receberam o seu salário mensal, em
torno de R$ 4.000 foram:
JOSÉ
LASCANE - PPB / SP
MANOEL
CONSTANTINO - PMDB / SP
MARINALDO
MONGON - PTB / SP
MARIVALDO
AGGIO - PPB / SP
SÉRGIO
BONAVIDES - PPB / SP
Fonte:
Site do Jornal da Orla (Santos/SP) - www.jornaldaorla.com.br - 28/05/2000
DEPUTADO
AFASTADO PELA CPI DO NARCOTRÁFICO:
EUDO MAGALHÃES
- PFL / PE AA Assembléia de Pernambuco
acatou pedido da CPI do
Narcotráfico e cassou o mandato do deputado estadual, por falta
de decoro parlamentar. Ele
é acusado também de envolvimento com o crime organizado e
de ter mentido à CPI.
Fonte:
Site do Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 08/06/2000
OU
VOTAVAM NELE OU SOFRERIAM AS CONSEQUÊNCIAS:
JOÃO DE MELO ELEUTÉRIO
/ PR Prefeito de Marquinhos, no Paraná, denunciado pelo
Ministério Público de ameaçar
eleitores da região para que votassem nele. Os policiais
encarregados da prisão enfrentaram
jagunços armados que tentaram evitar a captura. Foram
encontradas várias armas e munições guardadas nas
dependências do prefeito.
Fonte:
Jornal da Band - Rede Bandeirantes - 09/06/2000
"SALÁRIO-DEPUTADO":
PETERSON PRADO - PPS
/ SP Ex-assessores do deputado estadual de São Paulo,
denunciaram que Peterson obrigava-os, sob
pena de demissão, de depositarem
até 70% de seus salários
na conta dele. Foram apresentados os depósitos bancários,
onde comprovava-se as transferências
que os assessores eram obrigados a fazer.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 09/06/2000
MÁFIA
NO AMAPÁ:
A CPI do Nárcotráfico
descobriu o envolvimento de autoridades de Macapá, no estado
do Amapá, em um esquema de tráfico
de drogas e super faturamentos.
FRAN JUNIOR / AP
Deputado e presidente da Assembléia Legislativa do Estado do
Amapá, tinha 430 assessores fantasmas.
Foi descoberto que a pista do aeroporto particular
em sua fazenda (que desconfia-se, construída para recepção
de drogas do exterior), foi paga com
um cheque da Assembléia (assinada por Fran). Numa gravação
de video, Fran dizia: "Quem não vir
para o meu lado por amizade, virá por dinheiro", numa
alusão aos deputados que tentariam depois, fazer o impeachment do
governador do Amapá que estava
tentando acabar com a máfia no estado.
MARGARETH SALOMÃO
Presidente do Tribunal de Contas do estado do Amapá (e irmã
do deputado Jorge Salomão) foi acusada
pela Corregedoria do Ministério Público do Estado,
de super faturar serviços nunca feitos pelo Jornal Amapá
Estado (que já fechou). Suspeita-se
que em 3 anos, foram gastos aproximadamente R$ 4 milhões.
SILVIO ASSIS Dono
do Jornal Amapá Estado, também envolvido no esquema.
Fonte:
Fantástico - Rede Globo - 02/07/2000
PREFEITO
CASSADO EM SÃO PAULO:
LONGINO DE LIMA
Prefeito de Cajati, em São Paulo cassado depois de ser investigado
por 3 meses, por acusações em
várias irregularidades, como a de falta de controle da dívida
pública, superfaturamento em obras com o dinheiro do estado etc.
Fonte:
Site do Jornal A Tribuna (Santos/SP) - www.atribuna.com.br - 03/07/2000
JUÍZ
DE VALENÇA LIBERTA CÚMPLICE DE "BOCA RICA" :
JORAN EUSTÁQUIO
DA SILVA O juiz da Vara Crime de Valença
(BA), Joran, voltou a aprontar no caso do ex-prefeito de Tancredo Neves,
Aurelino Rocha de Matos, o \u201cBoca Rica\u201d. Revogou a preventiva e ordenou
a soltura do pistoleiro Vítor de Jesus, acusado de ter participado,
ao lado de Narciso dos Santos Rocha, o Carango, e do próprio \u201cBoca
Rica\u201d, do assassinato do comprador de palmito Lourenço Barbosa Ladislau,
o \u201cLicinho\u201d, e tentativa de morte contra um outro, crimes ocorridos no
dia 6 de abril de 1995 na localidade de Serra do Sal, povoado do município.
O magistrado, que está sob investigação
da Corregedoria do Tribunal de Justiça por conta da acusação
de ter recebido dinheiro para tirar \u201cBoca Rica\u201d da cadeia, produziu uma
pérola digna do anedotário do Judiciário para justificar
a soltura. Ele declara que fez até uma avaliação médica
no \u201cpaciente\u201d. Vítor pediu a revogação da preventiva
alegando estar doente e, \u201cembora tenha merecido a atenção
de todos os policiais\u201d, temia pelo agravamento do estado de saúde.
\u201cSão coisas como
essa que deixa a Justiça numa situação muito constrangedora\u201d,
lamentou um promotor da Comarca de Valença, assinalando que a liberação
\u201cdesmoraliza o trabalho das autoridades\u201d. No processo, Vítor de
Jesus é apontado como a pessoa que ficou o tempo todo apontando
um fuzil AR-15 para um cidadão, testemunha do assassinato de \u201cLicinho\u201d,
enquanto Aurelino, Carango e outro homem não-identificado espancavam
ele com pedaços de pau dizendo que iam matá-lo.A testemunha
conseguiu fugir. Os implicados foram acareados e confirmaram o fato, mas
mesmo assim \u201cBoca Rica\u201d já foi visto em Tancredo Neves circulando
ao lado de Vítor.
Fonte:
Site do Jornal A Tarde - www.atarde.com.br - 09/08/2000
TENTOU
SUBORNAR ADVERSÁRIOS POLÍTICOS:
WILLIAN DIB - PSB / SP
Candidato a vice prefeito, na cidade de São Bernardo do
Campo (SP), teve conversas gravadas, em que
oferecia dinheiro para candidatos da oposição,
para que estes deixassem de concorrer nas eleições para vereadores.
Fonte:
Jornal Band Cidade - Rede Bandeirantes - 06/09/2000
POVO
PROTESTA CONTRA RESULTADO DAS ELEIÇÕES EM VALENÇA
:
RAMIRO QUEIRÓZ
- PFL / BA Inconformada com a eleição
do empresário Ramiro para prefeito, acusado de praticar irregularidades
no processo eleitoral, como distribuição de cestas básicas,
abuso do poder econômico e uso da máquina administrativa,
a população de Valença (BA), saiu às ruas,
no último final de semana, para protestar. Portando
faixas de protesto, as pessoas decidiram pedir agilidade no julgamento
das ações propostas pelo Ministério Público
contra o prefeito eleito, inclusive denunciando publicamente o gestor atual,
Agenildo Ramalho, por perseguir funcionários municipais, demitindo
aqueles que não votaram em Ramiro Queiroz. Segundo informações
dos manifestantes, 140 funcionários públicos já foram
demitidos da prefeitura. A eleição de Ramiro Queiroz por
apenas 33 votos de diferença contra o segundo lugar, causou insatisfação
nos moradores da cidade. \u201cA eleição aqui foi injusta e desequilibrada.
Os funcionários municipais foram perseguidos, distribuíram
cestas básicas, botijões e deram dinheiro ao povo humilde,
ou seja, compraram votos. Nós temos certeza que esses 33 votos serão
de arrependimento, porque Valença vai amargar quatro anos de esquecimento,
pois esse empresário só trabalha em proveito próprio\u201d,
desabafou um funcionário demitido da prefeitura que não quis
se identificar por medo de represálias. Uma
participante do movimento ficou detida por 10 horas na delegacia local
por ordem do juiz eleitoral da Comarca de Valença, Joran Eustáquio
da Silva (veja mais em Juíz de Valença liberta
cúmplice...). Segundo a delegada de plantão, que efetuou
a prisão da manifestante, o próprio juiz registrou a ocorrência.
\u201cEu só fiz cumprir uma ordem judicial. O juiz veio pessoalmente
à delegacia, fez a ocorrência e pediu que a vítima
ficasse na delegacia à disposição dele por ela tê-lo
ofendido moral e publicamente\u201d, informou a delegada. A cabeleireira só
foi liberada após a intervenção de um vereador, que
foi até a residência do juiz, e solicitou a liberação
da manifestante \u201cA delegada disse que o juiz queria me dar um castigo por
que participei do protesto. Então ele tem que mandar prender a cidade
inteira, pois todo mundo está inconformado com o resultado das eleições
e pedindo pressa no julgamento das ações contra Ramiro. É
isso que é democracia?\u201d, argumentou a cabeleireira. Segundo ainda
o juiz eleitoral, outras pessoas serão processadas. \u201cOutros indivíduos
que participaram e me ofenderam serão processados devidamente. Eles
precisam respeitar a autoridade e não têm direito de pedir
agilidade em coisa alguma porque não entendem de lei. A sorte deles
é que eu não estava presente\u201d, finalizou. A munícipe
afirma que só estava exercendo seu direito de cidadã, protestando
por uma eleição injusta e pedindo para o juiz despachar os
processos contra Ramiro.
Fonte:
Site do Jornal A Tarde - www.atarde.com.br - 16/10/2000
PEGO
NO ATO:
OSCAR YASBEK - PSD /
SP Prefeito de Embu das Artes (SP), que já fora denunciado
várias vezes por
corrupção, mas salvo por liminares na justiça, foi
filmado, extorquindo 20% do
valor de uma indenização que
um contribuinte receberia da própria Prefeitura.
Fonte:
Jornal da Band - Rede Bandeirantes - 14/11/2000
O
PREFEITO COM 57 PROCESSOS:
EDSON MOURA - PMDB /
SP Os processos denúncias contra o prefeito de Paulínia
(SP), referem-se ao período
em que foi prefeito da mesma cidade, de 1993 a 1996, e envolvem
abuso de poder, improbidade administrativa,
fraude em licitações e superfaturamento em desapropriações
e licitações. Em um deles, ele já foi condenado em
primeira instância. Um promotor
do Ministério Público de Paulínia, estima que as ações
abertas contra Moura já impediram
a saída de R$ 10 milhões dos cofres públicos.
Fonte:
Site do Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 15/11/2000
CORRUPTO
ELEITO:
FRANCISCO PEREIRA NUNES
Prefeito eleito de Passagem Franca (Piauí), além
de ter sido filmado, dizendo que pagava por
notas fiscais frias, também justificou sua assinatura
numa nota fiscal para a compra de conhaque e aguardente (para uma creche
da cidade, e paga com o dinheiro do
governo destinado ao ensino!!) dizendo não ter reparado.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 02/01/2001
GRAVADO
NO ATO:
HERMES PEREIRA SANTOS
Prefeito de Curralinhos (PI), foi gravado assumindo que comprava notas
frias (pagava por serviços não realizados) para a Prefeitura.
Fonte:
Jornal da Record 2ª Edição - Rede Record - 08/01/2001
ESQUEMA
DE CORRUPÇÃO EM JERUMENHA:
ADERSON SOARES
Ex-prefeito de Jerumenha (Piauí) que além de ser acusado
de montar um esquema de notas frias,
foi gravado contando como subornava juízes da região.
JOSÉ SOARES DE
ALBUQUERQUE Desembargador que recebia polpudos cheques,
em troca de decissões favoráveis
a favor do então prefeito França.
ANTÔNIO LINHARES
Na época era procurador geral de justiça, e também
se beneficiava do esquema, recebendo
suas "comissões".
AUGUSTO FALCÃO
Presidente do Tribunal do Piauí, que recebia dinheiro por intermédio
de seu filho Tiago, para dar sentenças
favoráveis ao então prefeito.
JOÃO ULISSES DE
BRITO Advogado casado com Ingrid, filha do desembargador José
Soares de Albuquerque, e que através
de sua empresa Wisa, intermediava o esquema.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 29/01/2001
CORRUPTO
F.C.:
EURICO MIRANDA / RJ
Vários documentos mostraram o desvio de dinheiro do Vasco da
Gama (do qual o deputado federal também é diretor) para contas
em "Paraísos Fiscais"
nas Bahamas (inclusive um cheque de mais de R$ 3 milhões).
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 15/02/2001
* Obs: Também
contratou familiares (3 filhos e 1 sobrinho), pagos com dinheiro público
(o nosso).
Fonte:
Revista Veja - 16/02/2000
EX-PREFEITO
FORAGIDO:
ELÓI BRAZ SESSIM
/ RS Ex-prefeito de duas cidades (Tramandaí e Cidreira,
RS), foi condenado a mais de 13 anos de prisão por crime de peculato,
e está foragido desde 1998, quando conseguiu escapar do Quartel
do Corpo de Bombeiros. Ele se notabilizou por gastar o dinheiro da população
em obras delirantes como o estádio de futebol da pequena Cidreira,
que daria para abrigar o dobro da população local. Não
conformado com o excesso de assentos, criou um time, onde boa parte dos
salários dos jogadores era paga com dinheiro do contribuinte. Em
Tramandai, outra cidade que governou, ergueu outro ginásio, quase
do tamanho do Maracanãzinho, no Rio. Os vidros que comprou para
as janelas e portas da sede da prefeitura foram tantos que, empilhados,
chegariam a 875 m de altura. Também é acusado de formação
de quadrilha, concussão (extorsão), fraude e falsidade ideológica.
Seu salário também era motivo
de polêmica: recebia R$ 12,8 mil para administrar o pequeno município
de Cidreira, onde os funcionários estavam há sete meses sem
receber e a luz e os telefones da prefeitura haviam sido cortados por falta
de pagamento. Sobre seu salário, dizia que trabalhava muito,
acordava cedo e dormia tarde, só pensando no bem-estar da população.
Defendia-se quando afirmavam que seu salário era superior ao do
presidente da República. "Acho que o governador e o presidente é
que ganham pouco". Apesar de todos os escândalos, Sessim conseguiu
deixar sua esposa, Custódia (eleita em 2000) prefeita de Cidreira,
a mesma cidade de onde Sessim foi afastado em 95.
Fonte:
Linha Direta - Rede Globo - 08/03/2001
TUDO
EM FAMÍLIA:
PEDRO WILSON PAPIN
Prefeito de Ivaiporã (Paraná) que contratou 13 parentes
na Prefeitura. O noivo de sua filha, também já contratado
sem concurso e pago com o dinheiro dos munícipes, disse em entrevista
que "pelo grau de parentesco (futuro genro), merecia um cargo melhor" .
Fonte:
Jornal da Globo - Rede Globo - 26/03/2001
POLÍTICOS
(DIVULGADOS) QUE "BRECARAM" A CPI DA CORRUPÇÃO:
Perderam-se as esperanças
de reunir, as 27 assinaturas de senadores necessárias para instalar
uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar denúncias
de corrupção no governo. O porta-voz da Presidência,
garantiu, no entanto, que o governo não ofertou cargo algum. "O
presidente não pediu nada no encontro e fez questão de frisar
que não esperava nenhuma mudança de posição
de quem tivesse assinado o requerimento."
JOSÉ ROBERTO ARRUDA
- PSDB / DF "Depois de tanta adrennalina, agora eu estou respirando
aliviado", resumiu o líder do governo no Senado. "Saímos
da pauta da corrupção", comemorou o senador.
CASSILDO MALDANER - PMDB
/ SC Foi um dos que mais insistiu na tese de que a direção
do partido precisava dar aos parlamentares um instrumento para reagir à
pressão pró-CPI. "Sou a favor, mas sigo a orientação
do partido", justificou satisfeito.
GEDDEL VIEIRA LIMA -
PMDB / BA "Este assunto morre na quaresma", apostou o líder
do PMDB na Câmara. Os governistas acreditavam que, depois da Semana
Santa, ninguém mais iria falar nessa investigação.
LUIZ ANTÔNIO DE
MEDEIRO - PL / SP "Não íamos ter ganho político
nenhum com essa CPI. Nem sequer conseguiríamos pôr um representante
lá dentro, porque o partido é muito pequeno", concluiu, pragmático,
o deputado federal.
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 29/03/2001
* Obs.(José Roberto
Arruda): Foi denunciado mais tarde (e acabou confessando e depois renunciando
ao mandato para evitar uma cassação), ter pedido a técnicos
do Senado, o acesso a uma lista de votação secreta (e que,
uma semana antes, havia negado categoricamente).
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 24/04/2001
PREFEITURA
CORRUPTA NO AMAZONAS:
HÉLIO BESSA -
PTB / AM Prefeito de Tefé (Amazonas) envolvido em irregularidades
de várias obras inacabadas e super-faturadas. Só o muro do
cemítério local (estimado em R$ 15 mil), foi construído
por R$ 135 mil. Parentes do prefeito (fornecedores de material da prefeitura,
o que já é irregular), são donos agora, das melhores
casas da cidade, e vistos dirigindo carros importados. Foi filmado tentando
subornar o repórter para que a matéria não fosse ao
ar. Também é acusado de desviar verba do Fundo Municipal
de Saúde em nomes de parentes, e de subornar eleitores (até
de fora da cidade) para que pudesse se reeleger.
Fonte:
Jornal da Globo - Rede Globo - 02/05/2001
DEPUTADOS
QUE ENTERRARAM A CPI DA CORRUPÇÃO:
O governo federal conseguiu
barrar a CPI da Corrupção. Com uma megaoperação
que envolveu ministros, liberação de verbas e emendas de
congressistas e pedidos do presidente Fernando Henrique Cardoso, 20 deputados
federais retiraram suas assinaturas do requerimento para criar a comissão.
Restaram 162 das 182 assinaturas apresentadas. O presidente do Congresso,
Jader Barbalho (PMDB-PA) permitiu que até a meia-noite pudessem
ser retiradas as assinaturas que apoiaram o requerimento para a CPI. O
presidente se reuniu com todos os ministros para deflagrar a operação
anti-CPI, tentando convencer os parlamentares a retirarem suas assinaturas.
Veja quem retirou sua assinatura:
ARISTON ANDRADE - PFL
/ BA
AUGUSTO NARDES - PPB
/ RS
CORNÉLIO RIBEIRO
- PSB / RJ
DINO FERNANDES - PSDB
/ RJ
EUJÁCIO SIMÕES
- PL / BA
JOSÉ ALEKSANDRO
- PSL / AC <(veja mais em Suplente
estelionatário).
JOÃO EDUARDO DADO
- PMDB / SP
JOSÉ EGYDIO -
PL / RJ
JOSÉ ÍNDIO
- PMDB / SP
JOSUÉ BENGTSON
- PTB / PA
LUCIANO BIVAR - PST /
PE
LUÍS MOREIRA -
PFL / BA
LUISINHO - PST / RJ
OLIVEIRA FILHO - PL /
PR
OSVALDO BIOLCHI - PMDB
/ RS
OSVALDO REIS - PMDB /
TO
PAULO MAGALHÃES
- PFL / BA
PAULO MARINHO - PFL /
MA
ROBERIO ARAÚJO
- PL / RR
URSICINO QUEIROZ - PFL
/ BA
Fonte:
Site do Universo On Line - www.uol.com.br - 11/05/2001
FALSIFICOU
VOTAÇÃO DA CÂMARA:
JOSÉ MARIA COUTO
/ CE Presidente da Câmara de Fortaleza (CE), responsável
pelo sistema de gravação em vídeo das votações.
Ao requisitarerem a fita do dia em que foi votado a vergonhosa verba do
"auxílio-paletó" (para compra de paletós para
os vereadores), no valor de R$ 13,5 mil, os vereadores da oposição
(que não estavam no dia), constataram que foi feita uma grosseira
edição, dando-se a idéia de que o projeto fora lido
e aprovado. Couto, também acusado de falsificar os documentos da
ata, ao ser indagado, disse sorrindo que: "essa fita não tem
valor jurídico".
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 09/06/2001
PRESIDENTE
DO CONSELHO DE... ÉTICA ???:
GILBERTO MESTRINHO -
PMDB / AM O novo presidente do Conselho de Ética, senador
Gilberto Mestrinho, foi eleito sob forte polêmica, e tendo que explicar
denúncias de corrupção que existem contra ele e avisando
que não vai levar em conta as acusações ao presidente
do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA). \u201cO conselho não tem nada a
ver com o que ocorreu antes do mandato\u201d, declarou Mestrinho, amigo há
18 anos de Jader, que poderá vir a ser investigado pelo conselho.
Mestrinho, em seu discurso de posse, classificou como \u201cnotícias
infundadas\u201d as denúncias de que se beneficiou de recursos da Sudam.
Também rejeitou as acusações de que foi cassado por
corrupção pela revolução de 1964. Em uma clara
demonstração de sua pouca disposição de investigar
Jader, Mestrinho, ao ser indagado sobre a contradição, declarou.
\u201cPrecisa saber o que vale mais, a palavra de um caseiro (uma das testemunhas
contra Jader) ou do presidente do Senado.\u201d.
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 27/06/2001
PREFEITO
TENTA SUBORNAR GUARDA DIANTE DAS CÂMERAS:
GENERINO FONTANA / SC
Numa fiscalização que a Polícia Ambiental de
Catarina encontrou toras
de araucária (madeira ameaçada de extinção
e que seria transformada em palitos de fósforo!!) no pátio
de uma empresa, na cidade de Curitibanos (SC). Para a surpresa dos policiais,
o prefeito Generino, que não é o dono da empresa, tentou
evitar a multa (descobriu-se que as araucárias foram cortadas de
uma área de preservação permanente de uma fazendo
do próprio prefeito). O prefeito solicitou que fosse a um encontro
no gabinete da prefeitura, conta um policial. Uma microcâmera registrou
o encontro. O prefeito oferece vantagens ao policial: "O que é justo,
você vai levar. Não vou dizer quanto, mas você vai".
E ameaça: "Se um dia você contar o problema, vou mandar te
chumbear".
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 28/06/2001
FITA
COMPROMETE GOVERNADOR:
JOSÉ IGNÁCIO
FERREIRA - PSDB / ES O laudo da Polícia Federal sobre
as fitas que deram origem à CPI da Propina no Espírito Santo
confirma a veracidade das gravações do lobista Nilton Monteiro.
Nelas, aparece um esquema de cobrança de ágios de até
30% para transferência de créditos do ICMS a empresas. Os
envolvidos são pessoas ligadas ao governador tucano José
Ignacio Ferreira.
Fonte:
Site do Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 06/07/2001
PREFEITO
"QUEM QUER ÁGUA":
FRANCISCO ARISTIDES FERREIRA
/ CE Prefeito de Lavras da Mangabeira (CE), usou verba
do governo destinado para a construção de açudes no
combate à seca. Só que usou o dinheiro para construir 32
açudes em áreas particulares e em terrenos de parentes, deixando
os munícipes literalmente com "água na boca".
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 28/07/2001
FALTA
DE INTERESSE:
ALBERTO FRAGA - PMDB
/ DF Deputado e coronel reformado da PM, principal lobista
da corporação no Congresso, elaborou um relatório
final para a comissão da Câmara dos Deputados que trata da
reforma do sistema de segurança pública. Este relatório
mantém os privilégios dos oficiais, impede a desmilitarização
da Polícia Militar e descarta a unificação das polícias.
Fonte:
Revista Istoé - 01/08/2001
"CAPO
CAPIXABA":
JOSÉ CARLOS GRATZ
- PFL / ES Dono de um imp&eaacute;rio de jogatina e indiciado
pela CPI do Narcotráfico, o presidente da Assembléia Legislativa
do Espírito Santo, está sendo acusado também de ser
o mandante do assassinato de um empresário, sócio de um bingo
no Rio de Janeiro. A Procuradoria da República no Espírito
Santo apurou que ele controla várias casas de bingo como sócio
oculto. Gratz, que é acusado de ser dono de todas as máquinas
caça-níqueis no Estado, empossou Edgard Rocha Filho na presidência
da recém-criada Loteria do Estado (Loteres). Uma semana depois,
Edgard publicou uma resolução que liberava a instalação
de máquinas caça-níqueis no Estado, apesar de serem
proibidas em todo o Brasil, por legislação federal.
Fonte:
Revista Istoé - 01/08/2001
A
MINA DO SENADOR:
A estratégia do senador
Jader Barbalho - PMDB-PA (veja mais em "Barbalhidades"),
para se defender das inúmeras acusações de desvio
de dinheiro público está naufragando.
JOSÉ ARTHUR GUEDES
TOURINHO Ex-superintendente da Sudam, acusado de ser um
dos beneficiados pelo esquema, e que "fazia tudo o que o Jader mandava".
Tourinho centralizava os fiscais responsáveis pelo acompanhamento
de projetos (e que era comum esses fiscais saírem do Amazonas carregados
de presentes e até de dinheiro dado pelos donos dos projetos fiscalizados).
Fonte:
Revista Istoé - 01/08/2001
VEREADORES
QUE GOSTAM DE GASTAR DINHEIRO (DO POVO):
ARNALDO DO NASCIMENTO
- PTN Vereador de Guarujá ((SP), autor de emenda que alterou
a estrutura administrativa e permitiu, também, a contratação
de 42 assessores, dois para cada vereador. Apenas com os assessores, a
Câmara passará a ter uma despesa de R$ 90 mil mensais, fato
que levantou polêmica na Cidade. Ele disse ainda que, antes, a Câmara
gastava 2,8% do orçamento anual e, com a reforma, as despesas chegarão
aos 3,06%. Alegou que \u201co projeto está criando empregos na Cidade\u201d.
A população, porém, parece não compartilhar
da visão dos vereadores e também protestaram contra a reforma,
pelo fato de terem sido criados 15 cargos de chefia, para um total de 51
funcionários, o que representa quase 20% do quadro. Além
disso, instituiu as gratificações que variam de R$ 600 a
R$ 1.500, conforme a função.
MARINALDO NENKE SIMÕES
- PPS O vereador irritou-se contraa um repórter que fazia
a cobertura da sessão. Nenke não gostou de ser questionado
sobre a contratação de novos assessores e desvirtuando a
resposta, perguntou ao jornalista se o seu interesse pelo assunto seria
por pretender uma das vagas criadas pelo projeto.
Fonte:
Site do Jornal A Tribuna (Santos/SP) - www.atribuna.com.br - 05/09/2001
MEU
PRIMO, MEU TESOURO:
Empresários com projetos
para serem aprovados na Sudam eram obrigados a "contribuir" para um esquema
de coleta de propinas. O objetivo: consolidar o domínio político
do senador Jader Barbalho (veja mais em "Barbalhidades"),
em Altamira (Pará).
JOSÉ PRIANTE -
PMDB / PA Deputado federal, primo e braço direito
de Jader, era quem comandava, em nome do clã, o esquema da "coleta".
DOMININGOS JUVENIL -
PMDB / PA Prefeito
de Altamira e apadrinhado de Jader. Sua eleição foi financiada
com parte do dinheiro desviado da Sudam.
MARIA AUXILIADORA MARTINS
Contadora que além de cobrar as propinas, e ser a principal
intermediária do esquema de liberação de verbas dentro
da Sudam. também alterava os projetos, deixando os empresários
reféns do esquema.
REGIVALDO PEREIRA GALVÃO
(TARADÃO) Um dos agiotas que mais operavam com o
esquema.
SILVÉRIO ALBANO
FERNANDES Empresário e um dos responsáveis
pela coleta de propina.
WALDECIR MAIA - PMDB
Membro do diretório do PMDB em Altamira, e outro dos integrantes
do grupo responsável pela arrecadação.
RUBENS BARBALHO
Primo de Jader e Priante, outro integrante do grupo.
IRENILDES DO CARMO RODRIGUES
(ALEMÃO) Assessor direto de Rubens Barbalho, e que
circulava em Altamira com a missão de arrecadar propinas.
DANNY GUTZEIT
Empresário conhecido como "Suddany" e um dos principais integrantes
do grupo político de apoio a Jader na região, esteve em Brasília
levando pessoas do esquema para se encontrar com Jader.
JOSÉ SOARES SOBRINHO
Empresário preso pela segunda vez e ligadíssimo ao clã
dos Barbalho, e que teria muito a contar.
Fonte:
Revista Istoé - 12/09/2001
FIM
DOS MILAGRES:
FRANCISCO DE ASSIS DE
MORAES SOUZA ("MÃO SANTA") - PMDB / PI Na campanha
para o governo do Piauí, para burlar a proibição de
personalização da propaganda dos governos (e usar verbas
estaduais em campanhas eleitorais), Mão Santa divulgou à
exaustão, na tevê, programas e projetos de governo como "Luz
Santa", "Sopa na Mão" e "Spa Santo". Denunciado
por crime eleitoral, acabou cassado. Em 1998, ele já havia sido
denunciado pela revista Istoé, pela prática de nepotismo.
Empregou a mulher, filho e irmão no governo, às custas do
contribuinte. O TSE já acolheu 9 denúncias de crime eleitoral
contra Mão Santa.
Fonte:
Revista Istoé - 14/11/2001
DESEMBARGADOR:
PAULO TEOTÔNIO
COSTA O desembargado, um dos integrantes do tribunal responsável
por processos no Estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul, é
acusado de falsificar documentos para libertar um traficante de drogas
que teve a prisão preventiva decretada pela própria Justiça
Federal. Há quatro anos, um major da PM de Mato Grosso do Sul foi
preso, acusado de ser o dono de 237 quilos de cocaína. O primeiro
pedido de libertação foi negado por uma desembargadora do
tribunal em São Paulo. Pelas regras processuais, ela é quem
deveria analisar o segundo pedido. Mas esse segundo pedido de habeas corpus
acabou indo parar nas mãos de Teotônio. De acordo com o Ministério
Público Federal, o desembargador alterou documentos do cartório
remetendo para ele mesmo o pedido. Paulo Teotônio Costa acabou concedendo
liminar que libertou o major preso por trafico de cocaína.
O desembargador, que não
quis dar entrevista sobre o assunto, também está sendo investigado
por enriquecimento ilícito. O patrimônio dele seria incompatível
com o seu salário.
Fonte:
Site do Jornal Nacional - www.globo.com/jn - 06/12/2001
JUSTA
PUNIÇÃO:
Responsáveis por
falsificar uma gravação, para incriminar um deputado estadual
amazonense e adversário político:
JOÃO COELHO BRAGA
FILHO (BRAGUINHA) Subornou um ex-assessor do deputado para este
incriminá-lo.
NIVALDO MARINHO
Ex-assessor do deputado acusado, foi subornado com a oferta de casas
e muito dinheiro para imitar a voz do ex-patrão, incriminando-o.
PAUDERNEY AVELINO - PFL
/ AM Vice-líder do partido na Câmara, é acusado
de ser o mentor do texto lido pelo ex-assessor.
Fonte:
Revista Istoé - 19/12/2001
O
GOVERNADOR DE R$ 150 MILHÕES:
NEWTON CARDOSO
Vice-governador de Minas Gerais, Newtão, como ele é chamado
popularmente, é um homem muito rico, que começou do nada
e conseguiu enriquecer ao mesmo tempo que se dedicava à política.
"Tenho uns 70 milhões de reais", ele calcula. "Menos as dívidas",
avisa. Só esse número já o coloca entre os políticos
de maior riqueza no Brasil. Jader Barbalho, que renunciou ao Senado em
decorrência das investigações sobre seu enriquecimento,
tem um patrimônio visível que não dá metade
disso. Pelas declarações de rendimentos que entregou ao se
candidatar a alguns cargos e das listas de bens de suas empresas, percebe-se
quanto é modesto o vice de Minas Gerais e como anda ruim sua memória
a respeito dos empreendimentos do passado. Newtão acumula um patrimônio
de pelo menos 150 milhões de reais \u2013 tomando-se como data-base a
última vez que prestou contas à Receita Federal. Os fatos
apontam que pelo menos 145 milhões de reais entraram nos cofres
de Newtão depois que ele ingressou na vida pública. Ou seja,
da primeira eleição para prefeito de Contagem (MG) até
hoje \u2013 enquanto ele exercia os cargos de assessor do prefeito seguinte,
deputado federal, prefeito de novo, governador, outra vez deputado federal,
mais uma vez prefeito e finalmente vice-governador, seus negócios
se ampliaram mais de trinta vezes. Em todo esse percurso, apenas por quatro
anos esteve afastado da política. Hoje, Newtão tem 52 fazendas,
distribuídas entre 25 municípios em Minas e na Bahia. São
145.000 hectares \u2013 quase 8.000 estádios do Maracanã \u2013, que
valem no mínimo 88 milhões de reais. Metade das fazendas
está em nome da Companhia Siderúrgica Pitangui, a Siderpita,
que ele adquiriu há seis anos.
Como Newtão conseguiu
impulsionar tão bem seus negócios pessoais enquanto se entretinha
em defender os interesses de seus eleitores?, perguntam todos os que tomam
conhecimento de sua história de sucesso.
Analistas financeiros acham
que um jeito de enriquecer assim depressa é saber usar informações
privilegiadas ou beneficiar-se de cargos públicos para fazer bons
negócios. Falam em tese, é claro. Num desses momentos em
que a condição de político ajudou na vida de empresário,
ele ganhou uma concessão de televisão do então presidente
José Sarney, por ter feito sua parte para auxiliar a aprovar o mandato
de cinco anos na Constituinte de 1988. Logo no segundo ano de seu primeiro
mandato foi pedida sua cassação em Contagem, porque ele teria
usado funcionários da prefeitura para trabalhar num sítio
de sua propriedade. Também diziam que ele aplicava dinheiro público
sem autorização da Câmara Municipal e que tinha aprovado
um loteamento em troca de apoio financeiro. Esse processo não foi
adiante. Em 1983, voltou a ser prefeito, depois de uma eleição
que lhe deu 92,6% dos votos. Ainda responde a duas ações
judiciais remanescentes desse período. Uma por desapropriar pagando
quase 1.000% acima do preço um terreno que era de seu então
chefe de gabinete, Gil Antônio Diniz, o Teteco. Essa ação
está no Tribunal de Justiça desde 1994, parada. "A maioria
das obras que ele fazia era superfaturada e as licitações
eram de cartas marcadas", afirma um ex-deputado, que publicava em primeira
mão \u2013 antes de serem abertas as propostas \u2013 os resultados de concorrências
do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas. Assim demonstrava fraudes.
Essas e outras denúncias deram num processo de impeachment na Assembléia
Legislativa, mas o governador se saiu muito bem. "Eu nunca temi ser afastado,
pois tenho o nome da maioria dos deputados no canhoto de meu cheque", disse
na ocasião, comemorando a vitória.
Em 1997, outra vez prefeito
de Contagem, Newtão mandou pagar indenização de 6
milhões de reais à empresa Road, referente à desapropriação
de um terreno que havia ocorrido seis anos antes. O beneficiário
era Teteco \u2013 e Newtão diz que apenas cumpria decisão judicial.
O vereador Teteco aparece, no passado, como sócio em vários
empreendimentos do hoje vice-governador. Há três anos, ele
transferiu um dos braços da empresa Road, para uma das holdings
de Newtão. A empresa, que está avaliada em 1,5 milhão
de reais, é dirigida atualmente pela mulher de Newtão, a
deputada federal Maria Lúcia Cardoso.
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 19/12/2001
FILHO
DE DESEMBARGADOR "AUMENTA" SEU SALÁRIO NO TJ:
BRUNO MINERVINO
Em menos de um mês, o filho do presidente do Tribunal de Justiça
de Brasília, Bruno Minervino, conseguiu aumentar em cinco vezes
o seu salário no tribunal. Ele deveria receber R$ 1,3 mil como um
dos aprovados no concurso público, de nível médio,
para a vaga de técnico judiciário na área de segurança.
Mas não foi isso o que ocorreu e hoje Bruno recebe R$ 6,6 mil como
dentista do tribunal. Ele foi um dos últimos selecionados no concurso
para a vaga de segurança, que exigia o 2º grau. Ficou em 65º
lugar no processo de seleção realizado pela Universidade
de Brasília, dia 10 de agosto. De acordo com o jornal Correio Braziliense,
Bruno Minervino foi designado para a função de assessor do
secretário-geral do tribunal, Leodito Faria.
EDMUNDO MINERVINO
Ele afirma que, como concursado, seu filho pode ocupar qualquer cargo
de confiança, desde que tenha qualificação. Bruno
é dentista e tem mestrado em Ortodontia. O desembargador não
justifica o desvio da função e a intrigada operação
que garantiu a Bruno ocupar um cargo de nível superior. A portaria
que o promoveu a um cargo de confiança foi assinada pelo vice-presidente
do TJ, desembargador José Campos do Amaral, no exercício
da presidência. Não se sabe porque o próprio Edmundo
não assinou o ato. O Diário de Justiça do mesmo dia,
traz outras portarias assinadas por ele. Logo após ser investido
no cargo de confiança, Bruno foi remanejado para o Serviço
Odontológico. Ele já havia exercido a função
antes, mas teve de deixá-la por ser filho do desembargador, em 1996,
quando foi aprovada a lei que proíbe o nepotismo no Judiciário.
Parentes de juízes e desembargadores só podem assumir cargos
nos tribunais se forem aprovados em concursos públicos. No caso,
Bruno teria de passar em concurso específico para o setor, de nível
superior. Ele teria de disputar as quatro vagas existentes no tribunal,
uma das quais está aberta, com profissionais do ramo. Há
outra suspeita de favorecimento ao filho do presidente do TJ-DF. O edital
do concurso previa apenas 12 vagas para a área de Segurança
e Transporte. Bruno Minervino, com a sua 65º colocação,
estaria fora. Só que o número de vagas foi ampliado após
a realização do concurso. O tribunal alegou que foi obrigado
pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a cancelar o contrato com
empresas particulares de segurança. A exigência obrigou a
substituir os funcionários terceirizados por concursados, o que
justificaria a ampliação tardia do número de vagas
do concurso público.
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 13/02/2002
BALCÃO
DE NEGÓCIOS NA JUSTIÇA:
Uma rede de amigos formada
por juízes de 2ª instância, advogados e burocratas públicos
que age nas sombras do Tribunal Regional Federal da 2 Região (TRF-2),
no Rio, favorecida pelas brechas legais, pelo excesso de poder e pelas
falhas na estrutura de defesa do setor público. Liminares trancam
ações e livram os acusados da prisão, sentenças
duvidosas em causas milionárias e manobras processuais que desprezam
a lei em favor de interesses. Só num processo, os autores conseguiram
validar R$ 1,3 bilhão em apólices do império para
a quitação de débitos com o INSS. Enquanto o credor
comum da União leva anos para receber o que o Estado lhe deve, há
processos em que o juiz deu prazo de 24 horas para a Caixa Econômica
Federal depositar R$ 3,2 milhões da conta de um advogado, em saques
de FGTS de seus clientes, sem direito a contestação. No exame
dos processos que constam do inquérito, um advogado capixaba que
trabalha em Vitória, onde Antônio Ivan Athié foi juiz
por 12 anos, destaca-se como favorecido em decisões que envolveram
cifras elevadas. Há mais de um ano, liminares concedidas pelo juiz
Pizzolante impedem o andamento de um processo e interrogatório,
em que o réu é parte interessada ainda em 18 agravos, um
mandado de segurança, quatro hábeas-corpus, 14 apelações
cíveis e um recurso criminal no TRF-2.
ANTÔNIO IVAN ATHIÉ
FRANCISCO PIZZOLANTE
JOSÉ RICARDO DE
SIQUEIRA REGUEIRA
JOSÉ FRANCISCO
FRANCO DA SILVA OLIVEIRA Advogado piauiense, que tem escritório
no Rio, também está sendo investigado. Ele já é
alvo de dois inquéritos na Polícia Federal. Campeão
de vitórias na Justiça contra o governo federal, principalmente
em saques de FGTS, Franco é investigado pela polícia desde
1993 por suspeita de tráfico de influência. Seu nome aparece
no inquérito que investiga as circunstâncias em que cerca
de 2.500 pessoas foram admitidas como autores na mesma causa, quando já
havia medida liminar concedida na 20 Vara Federal para o desbloqueio dos
saldos do fundo. O nome do advogado apareceu em gravações,
autorizadas judicialmente, de conversas telefônicas do banqueiro
foragido Alberto Cacciola, que em depoimento na Justiça Federal,
teria lhe pedido dinheiro em troca de facilidades no TRF. Na época,
o ex-banqueiro queria anular a busca e apreensão de documentos feita
pela polícia em sua casa. Em livro escrito na Itália, o ex-banqueiro
dá detalhes sobre a proposta, que, segundo ele, variava de US$ 100
mil a US$ 600 mil, dependendo do tipo de decisão.
BELINE SALLES RAMOS
Especialista em defender sonegadores, o tributarista sofreu uma fiscalização
da Receita Federal que constatou o correspondente a R$ 2,4 milhões
em patrimônio a descoberto. Ele pagou metade do valor e está
contestando até hoje a outra metade. Beline, cujo nome aparece como
advogado na maioria dos processos do Espírito Santo sob suspeita,
divide o tempo entre os corredores da Justiça e os templos. Evangélico,
ele fundou a própria igreja (Igreja Unidade e Corpo de Cristo) e
recentemente foi visto anunciando a fiéis da Igreja Evangélica
Batista de Vitória uma doação de cinco templos, cinco
casas, um terreno na Praia do Canto, bairro nobre de Vitória, e
uma mansão no balneário de Jacaraípe, município
de Serra, cujo valor total chegaria a R$ 6 milhões.
Fonte:
Site do Jornal O Globo - http://oglobo.globo.com - 11/03/2002
A
CANDIDATA QUE VIROU PÓ:
ROSEANA SARNEY - PFL
/ MA Ex-governadora do Maranhão, filha de um ex-governador
maranhense e ex-presidente da República que domina a política
local há quatro décadas e dispõe da mais poderosa
máquina de comunicação do Estado, que se estende aos
campos da televisão, do rádio e do jornal.
JORGE MURAD Marido
de Roseana, atua nos bastidores do poder desde que o sogro foi presidente
da República. Foi nomeado pela mulher, uma espécie de supersecretário
de Estado, com o domínio da quase totalidade das verbas públicas.
Murad se meteu em muitos negócios, seus amigos e parentes eram prestadores
de serviços ao governo e as autoridades suspeitam que ele possa
ter se envolvido com as fraudes da Sudam. O casal sempre se comportou com
tranqüilidade olímpica em relação ao que pensariam
disso os maranhenses, bombardeados com a cobertura favorável ao
governo por parte dos órgãos de comunicação
da família. Numa batida autorizada pela Justiça, foi encontrado
1,34 milhão de reais no cofre da Lunus, empresa de Jorge Murad em
associação com a esposa, Roseana, além de vários
documentos comprometedores. O casal arranjou sete versões para explicar
a origem do dinheiro, e cada uma se despedaçou horas depois da divulgação.
Durante mais de um mês apresentaram suas explicações
como se bastasse ter um documento qualquer assinado por alguém para
justificar qualquer coisa. Primeiro, o dinheiro era da própria empresa
Lunus. Depois, pertenceria a outra companhia e estava apenas guardado no
cofre da Lunus. Em seguida, seria reserva financeira para comprar madeira
de construção. E, mais adiante, já se transformaria
em resultado da venda de chalés numa praia de turismo. Como nenhuma
versão mereceu crédito, saiu a oitava: A dinheirama, conforme
a explicação dos advogados de Jorge Murad e Roseana Sarney,
teria sido doada à campanha presidencial da candidata. Detalhe:
todos os doadores eram parentes da família ou pessoas ligadas ao
pai de Roseana, por laços políticos. Essa ninguém
engoliu. Até mesmo setores do PFL receberam o documento com desconfiança.
A tentativa de convencer o país com uma história tão
frágil funcionou contra seus arquitetos.
Agora, sem que nada se tenha
esclarecido, Murad voltou ao poder, no posto de secretário de Estado.
Ele tem novamente foro privilegiado e, no caso de um eventual processo,
poderá responder ao Tribunal Regional Federal, com sede em Brasília,
e não à Justiça Federal do Tocantins. Na sexta-feira,
Murad foi nomeado secretário de Ciência e Tecnologia pelo
governador José Reinaldo Careiro Tavares, que assumiu o cargo
depois que Roseana renunciou para concorrer à presidência
da República. A estratégia é mais uma tentativa dos
advogados do casal de retirar da Justiça do Tocantins as investigações
sobre o dinheiro apreendido na Lunus.Tanto Murad quanto Roseana são
citados no processo que investiga desvio de recursos da Sudam. Como
os dois estão envolvidos na mesma investigação, o
inquérito, que deveria voltar a correr em Palmas, pode ser transferido
para o TRF. Seu retorno ao governo teve um objetivo escancarado: recuperar
o direito de ser processado por tribunal superior, regalia dada a ocupantes
de cargos como o seu. Uma investigação revelou que a participação
de Murad no caso Usimar, a megafraude que previa a liberação
de 1,38 bilhão de reais em recursos públicos para montar
uma indústria de autopeças no Maranhão, foi mais intensa
do que se sabia até agora. A Polícia Federal apreendeu na
Lunus um fax enviado a Murad por um funcionário da Sudam, avisando
de que um auditor da Receita Federal estava prestes a ganhar um assento
no conselho da Sudam no Maranhão, e ressalta que isso não
era bom sinal. O tal auditor já trabalhara no Amazonas, onde sua
atuação honesta chegou a atrapalhar a execução
de certos trambiques, obstáculo só removido com a intervenção
do governador do Estado, Amazonino Mendes. Roseana e Murad informaram
que o dinheiro é resultado da doação espontânea
de nove pessoas físicas. Na hora de identificar os doadores, descobriu-se
que a lista era caseira. Fernando Sarney, o irmão de Roseana responsável
pela administração dos negócios da família,
aparece contribuindo com 150.000 reais. Dois tios de Murad deram 100.000
reais cada um. Um irmão de Murad que hoje mora nos Estados Unidos,
também compareceu com 100.000 reais. O próprio Jorge Murad,
sem o conhecimento de sua mulher, doou 200.000 reais. João Claudino,
dono de um conglomerado de dezesseis empresas, inclusive da construtora
Sucesso, uma das mais ativas nas obras públicas do Maranhão,
é o campeão da lista, com 300.000 reais. A história
é um espanto por seus furos óbvios. Por que todos os doadores
acharam que o cofre da Lunus, uma empresa instalada num prédio onde
a vigilância é amadora, era mais seguro que o cofre de um
banco? Por que Murad, em vez de ir sacando o dinheiro conforme as necessidades
de campanha, preferiu pegar a bolada de 200.000 reais em dinheiro vivo
e metê-la num cofre? Por que o PFL não doou nada? Afinal,
neste ano o partido tem 17 milhões de reais do fundo partidário.
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 08/04/2002 e 17/04/2002
ESCÂNDALO
DE CORRUPÇÃO:
Com uma câmera escondida,
um repórter da Rede Globo, durante 30 dias, fazendo-se passar por
um substituto do secretário de gabinete da Prefeitura de São
Gonçalo (RJ), gravou escandalosas cenas de tentativa de suborno
e corrupção:
RICARDO CASTOR
Vereador, que oficialmente faz oposição ao prefeito,
"pediu" R$ 30 mil por mês para parar com as críticas à
Prefeitura.
MIGUEL NOGUEIRA
Advogado do vereador Ricardo Castor e ex-funcionário da Prefeitura,
intermediava a chantagem.
GERALDO CUNHA
Ex-presidente da Câmara, além de oferecer uma comissão,
caso conseguisse a concessão de um estacionamento, assumiu que quando
presidia a Câmara, aumentou o salário dos assessores parlamentares,
para poder assim "sobrar mais dinheiro para ele e os colegas vereadores".
MIGUEL MACEDO
Empresário, ofereceu comissões sobre contratos que conseguisse
com a Prefeitura (além de explicar como fariam para montar concorrências
públicas "amarradas", ou seja, feitas para que a empresa dele ganhasse).
GIOVANI GENTA
Representante da Adter, uma administradora de terminais rodoviários,
ofereceu uma "porcentagem" caso conseguisse o contrato de administração
dos estacionamentos da cidade.
Fonte:
Fantástico - Rede Globo - 21/04/2002
ABUSO
DE PODER:
VICTOR RODRIGUES - PSB
/ RJ Foi num clube de forró, em Belford Roxo (RJ), que
o vereador e policia militar licenciado, Victor Rodrigues tentou
entrar à força. Segundo os seguranças, ele se recusou
a pagar R$ 4 e a deixar na portaria a arma que carregava. As câmeras
de circuito interno mostram o vereador jogando o carro contra o portão
do estacionamento. Depois da batida, ele entra. De bermuda, camiseta e
lenço na cabeça, ele exibe a pistola na entrada para o salão.
Discute e empurra o funcionário que segura a roleta. Em seguida,
dá duas coronhadas na mão dele. E um soco no rosto. "Ele
dizia que era parlamentar, que ele queria entrar, que tinha imunidade pra
entrar armado em qualquer lugar, qualquer recinto". Policiais militares,
chamados pela segurança, chegam e apenas conversam com o vereador.
No estacionamento, ele foi avisado por um funcionário que o carro
dele estava mal parado. Foi o que bastou. "...Foi quando ele puxou, me
agarrou pela camisa e botou a pistola na minha boca e perguntou se tava
bom", contou o funcionário. Na câmara municipal, ele negou
as agressões: "Em momento algum eu puxei a minha arma pra afrontar
alguém, a minha arma estava na cintura e eu só tirei a minha
arma da cintura pra acautelar". Mesmo informado que as cenas foram gravadas,
continuou negando: "Eu não fiz em momento algum esse tipo de coisa...".
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 03/05/2002
PREFEITO
CONDENADO ADMINISTRA MUNICÍPIO DA CADEIA:
JOSÉ REZENDE DA
SILVA (ZÉ GUIA) Prefeito de Juscimeira, no Mato Grosso,
está administrando num gabinete improvisado na prisão. No
ano passado, José Rezende da Silva, o Zé Guia, como é
conhecido, foi condenado a 12 anos de prisão pelo assassinato de
um agricultor em 1993. Depois de preso, há duas semanas, a Câmara
de Vereadores o declarou impedido e deu posse ao vice, que demitiu funcionários,
iniciou uma auditoria nas contas do município, mas logo foi afastado
da prefeitura por uma liminar. A condenação do prefeito prevê
a perda do mandato. Ele tem direito de recorrer da decisão. Enquanto
isso não acontece, ele continua no cargo e vai ter que administrar
a cidade da delegacia.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 07/05/2002
VEREADORES
SÃO PRESOS POR PECULATO:
MARCOS HENRIQUE OSTI
- PT / SP
CÁSSIO APARECIDO
PEREIRA - PSDB / SP Vereadores de Guariba, na região de
Ribeirão Preto (SP), foram presos preventivamente, acusados de uso
irregular do dinheiro público (peculato) na legislatura anterior
(1997 e 2000). Marcos Henrique Osti, que é o atual presidente da
Câmara, e Cássio Aparecido Pereira estão isolados numa
cela especial da cadeia da cidade. O promotor entrou com ações
civil e criminal contra mais 13 vereadores e dois funcionários.
Segundo documentos que comprovam, todos teriam usado, indevidamente, o
carro oficial da Câmara para fins particulares, para ir a festas,
casamentos, bailes e até em viagens para participações
em concursos de moda e de canários. Além disso, carros particulares
teriam sido abastecidos com dinheiro público e despesas em choperias,
restaurantes e bares foram custeadas pelo município.
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 14/05/2002
JUÍZ
LIBEROU ASSASSINO CONFESSO:
LUIZ FERNANDO CAMARGO
DE BARROS VIDAL O corpo de um garoto foi encontrado em um terreno
abandonado. Ele tinha sido violentado e espancado até a morte. Antônio
Carlos, o assassino confessou o crime em detalhes. A morte chocou o
calmo e tradicional bairro da Moóca, na zona leste de São
Paulo. A alegação do juiz Luiz Fernando, do 1º Tribunal
do Júri da capital paulista, é que o assassino só
foi preso cinco dias depois do crime e, por isso, não havia mais
flagrante. Para a promotora, que quer a prisão preventiva do assassino,
o juiz tenta justificar o injustificável. A decisão de libertar
Antônio Carlos revoltou os moradores do bairro. Os avós do
garoto consideram-se reféns do assassino, que já foi visto
na rua onde raptou Bruno.
Fonte:
Jornal da Band - Rede Bandeirantes - 17/05/2002
DEPUTADO
COM US$ 15 MILHÕES EM PARAÍSO FISCAL :
HENRIQUE EDUARDO ALVES
- PMDB / RN A partir de docuumentos que fazem parte do processo
de separação litigiosa de Alves e de sua ex-mulher, Istoé
afirma que Alves tem contas bancárias no exterior que possuem um
saldo superior a US$ 15 milhões. Essas contas não fariam
parte das declarações de Imposto de Renda de Alves. Na reportagem
intitulada "Um vice riquinho", a revista reproduz um extrato de cartão
de crédito com gastos no exterior e no Brasil e um extrato de uma
conta na Ilhas Jersey. A ex-mulher de Alves entregou a seus advogados extratos
bancários, contas telefônicas, comprovantes de despesas de
cartão de crédito e bilhetes. Em um depoimento que consta
deste processo, Mônica afirmou que o deputado teria contas em, no
mínimo, três paraísos fiscais. Alves ainda teria uma
conta no Lloyd´s Bank em Miami. Istoé afirma que nenhuma dessas
contas consta nas últimas quatro declarações de Imposto
de Renda do deputado. Segundo a revista, desde 97, Alves declara ter rendimentos
anuais médios de R$ 240 mil brutos. Rendimentos incompatíveis,
ainda de acordo com a Istoé com a movimentação financeira
da conta em Jersey (a revista dá o número desta conta) que
seria usada pelo deputado para quitar as despesas de um cartão de
crédito American Express, emitido no exterior e sem limite de gasto.
Ainda segundo os documentos do processo judicial, Mônica teria dito
que Alves teria deixado de incluir em seu patrimônio "diversos bens
imóveis, empresas", além de ter comprado "vasto patrimônio
em nome de terceiros". Alarmado com o poder de fogo dos papéis reunidos
pela ex-mulher, Alves teria proposto, segundo a revista, um acordo com
a ex-mulher em outubro de 2001 que foi aceito por ela, mas vetado pelo
pai do deputado, Aluízio Alves. Há um mês, já
de olho no posto de vice de Serra, Alves ofereceu um novo acordo e teria
conseguido a discrição da ex-mulher. Em contrapartida, Istoé
revela que Mônica é funcionária fantasma do Congresso,
recebendo R$ 3,4 mil como secretária parlamentar no gabinete do
deputado Leur Lomanto (PMDB-BA).
Fonte:
Site do Jornal O Estado de S. Paulo - www.estadao.com.br - 17/05/2002
JUÍZA
DIZ QUE PAIS NÃO PODEM CRIAR CRIANÇA POR SEREM ANALFABETOS:
SOLANGE MARIA S. DE MORAIS
\u201cFicar nove meses com uma criança no seu ventre, criar para
ter um filho e ter que dar para uma pessoa que não sabe o que é
ser mãe?\u201d, desabafa a mãe. \u201cPor que esse juízes, entre
eles, não pegam o filho do outro e dão um para o outro?\u201d,
pergunta o pai. A criança tinha um ano quando foi morar com a mãe,
na casa dos primos. Separada do marido, a mãe morou na casa dos
primos até arrumar emprego. A partir daí, a mãe e
a filha se viam nos fins de semana até os pais fazeram as pazes
e voltaram a morar juntos. A mãe quis pegar a filha de volta, mas
teve uma surpresa. A mulher do primo, Solange, tinha conseguido a guarda
da garotinha. Os pais da criança não se conformam e acusam:
houve corporativismo dos juízes em favor de Solange que é
vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Amazonas. \u201cEla tem
uma influência muito grande, tanto ela quanto o marido. Ela corre
os quatro cantos desse Amazonas pedindo ajuda de desembargador, de juiz,
de promotor, de presidente de tribunal. Quando eu chego nas salas dessas
pessoas, ela já chegou primeiro do que eu\u201d, diz a mãe. A
criança chora muito quando tem que se afastar da mãe. Mas
os gritos da menina não resolvem o problema. Numa ocasião,
a mãe estava amamentado a criança no peito, na portaria do
prédio da juíza. Três testemunhas viram a juíza
descer nervosa, arrancar as roupas da menina, e passar no corpo dela um
líquido branco, que seria álcool. \u201cEla rasgou a roupa da
menina, tirou do corpo, jogou a roupa, passou álcool na criança.
É um absurdo, você como mãe ter que presenciar isso
e não poder fazer nada\u201d, reclama Lucinara.
A cada 15 dias a justiça
autoriza que os pais passem um fim de semana com a menina. A felicidade
da família começa na sexta-feira à noite quando a
mãe vai buscar a criança na casa da juíza. E termina
em desespero no domingo à tarde. Quando percebe que vai trocar de
roupa. \u201cEu não quero ir para casa da Solange! Eu não quero
ir!\u201d, chora aflita. Na
portaria do prédio da juíza, faz um confissão à
mãe: \u201cTô nervosa\u201d. Não
é difícil perceber que o que sente pela juíza é
temor. A juíza chega, não cumprimenta. A menina tem de trocar
o colo pela mão e vai caminhando para o apartamento onde a justiça
a manda ficar longe dos pais. Perguntada
sobre o futuro da menina, a juíza Solange afirma que vai ser melhor
se ela viver com ela. \u201cCom certeza, porque eles são dois analfabetos.
O que eles podem oferecer pra ela?\u201d, diz a juíza.
O repórter pediu uma
entrevista à juíza sobre as atividades do Tribunal Regional
do Trabalho. A juíza atende a equipe e está falando sobre
o número de processos, quando o assunto muda. Surpreendida, ela
fala por 25 minutos. \u201cAcho que se eu entregar a menina, uma menina que
eu tomo conta, que eu vejo, e que eu sei o ambiente que ela vai ser criada...
Se eu entrego e não luto para tirá-la disso, é uma
maldade\u201d, diz a juíza. Quando
a entrevista termina, a juíza Solange pensa que a câmera foi
desligada. \u201cAgora, é o seguinte: eu não autorizo esta entrevista
no ar\u201d. Sem saber que continuava filmada, manda que o caso seja esquecido.
\u201cSe colocar no ar... Não é ameaça, não. Aí
eu uso a minha função de juiz. Juiz não ameaça,
juiz faz mesmo\u201d, fala Solange. Em
virtude de liminar concedida pela Justiça do Amazonas, a Rede Globo
não pôde, nesta reportagem, divulgar informações
sobre o processo que envolve a menina.
Fonte:
Fantástico - Rede Globo - 19/05/2002
FORO
PRIVILEGIADO PARA POLÍTICOS SE DEFENDEREM DE CRIMES:
BONIFÁCIO DE ANDRADA
- PSDB / MG Deputado, autor do projeto 6.295.
ANDRÉ BENASSI
- PSDB/ SP Deputado, autor do subsstitutivo.
Ambos foram buscar na redação
de um decreto-lei de 1941, uma brecha para restabelecer o foro privilegiado
no caso de ação penal e criar o benefício no caso
de improbidade. A diferença dos dois textos, o do projeto original
e o do substitutivo, é que Benassi estendeu o benefício aos
acusados em processos abertos com base na Lei da Improbidade Administrativa
- principal instrumento do Ministérioo Público para submeter
à Justiça agentes políticos e servidores envolvidos
em atos lesivos ao erário, fraudes e desvios de recursos públicos.
O artigo 84 passa a ter a seguinte redação: "A competência
pela prerrogativa de função é do Supremo Tribunal
Federal, do Superior Tribunal de Justiça, dos Tribunais Regionais
Federais e Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal,
relativamente às pessoas que devam responder perante eles por crimes
comuns e de responsabilidade." A Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou o foro privilegiado para
autoridades no exercício de função ou mandato e também
para ex-ocupantes de cargos públicos - presidente, ministros, governadores,
senadores deputados, prefeitos e magistrados. O benefício especial,
iniciativa de parlamentares do PSDB, alcança investigados por crimes
comuns e de responsabilidade e é extensivo aos atos de improbidade
administrativa, prevalecendo até mesmo se o inquérito ou
a ação judicial tiver início após o término
do exercício da função. Processos de natureza criminal
e civil migrarão da primeira instância do Judiciário
para tribunais superiores.
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 07/07/2002
PODER
DOS ELEITORES:
ANTONIO BUZZÁ
A prefeitura de Ribeirão Bonito (SP) pagava por uma tonelada
de carne por mês para uma creche, mas as 65 crianças passavam
fome. Um empreiteiro confessou que recebia mensalmente do prefeito Antonio
Buzzá mais de R$ 7 mil por obras que não fazia. O prefeito
tinha comprado 117 mil litros de gasolina num posto a 120 quilômetros
da cidade - quando havia um posto a poucos metros da prefeitura, com preço
menor. O rombo no Orçamento da prefeitura era de R$ 1,7 milhão.
O dinheiro, segundo as denúncias, ia parar no bolso do prefeito.
Os cidadãos honestos da cidade decidiriam por um fim na roubalheira.
Uma cozinha, nos fundos
de uma loja, virou Q.G dos moradores rebeldes. Funcionários da prefeitura
trabalhavam como agentes secretos, trazendo informações.
Foram surgindo provas. Notas fiscais falsas. Endereços fictícios.
Largas quantias pagas a empresas que não existiam. Entre as falcatruas,
uma descoberta. Parentes dos cidadãos honestos também estavam
envolvidos na corrupção. As famílias enfrentaram discussões
dolorosas. "Mesmo amando, gostando das pessoas, a gente tem que dizer que
lado ela está. Seríamos omissos moralmente se não
tomássemos uma decisão". Mesmo quem votou no prefeito decidiu
pedir a saída dele. "Cheguei na frente do clube, eu e minha irmã,
mais três pessoas. Aí o pessoal começou a juntar em
volta da gente, aí nós começamos a instigá-los:
vamos gente, como vocês vão ficar de braços cruzado,
olha a situação da nossa cidade, cada dia que passa a corrupção
está levando a merenda da nossa, Aí o pessoal começou
a se juntar a nós. E realmente fizemos esse panelaço, começamos
em duas, terminamos em mais de 300 pessoas", conta uma dentista. A câmara
dos vereadores criou uma comissão de investigação.
O prefeito tentou evitar o impeachment, renunciando. Não adiantou.
Buzzá teve os direitos políticos cassados e a prisão
decretada. Os honestos venceram.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 05/08/2002
A
HISTÓRIA QUE SE REPETE:
JOSÉ CARLOS DE
CASTRO MARTINEZ - PTB / PR O caso do deputado federal, cuja fortuna,
segundo um processo, cresceu de 100 mil reais em 1990 para 30 milhões
no ano seguinte, é muito mais cabeludo. Sua renúncia ao comando
da campanha presidencial da Frente Trabalhista aconteceu depois da exposição
pública de suas obscuras relações financeiras com
Paulo Cesar Farias, o PC, célebre tesoureiro do ex-presidente Fernando
Collor. Uma investigação da Receita Federal concluiu que
Martinez forjou ter recebido um empréstimo de cerca de 10 milhões
de dólares de PC Farias para comprar a TV Corcovado, em 1991 \u2013 e
também forjou a venda de uma fazenda na Amazônia para simular
que havia saldado o empréstimo. A revelação provocou
suspeitas de que Martinez, na verdade, era sócio oculto de PC. VEJA
teve acesso a um conjunto de documentos \u2013 depoimentos, cheques, bilhetes
\u2013 mostrando que as relações de Martinez com PC Farias, estreitadas
no início dos anos 90, foram muito além de um empréstimo
fraudado e desaguaram numa rede de negócios nebulosos. Um depoimento
tomado por auditores da Receita diz que PC Farias "era sócio oculto
de José Carlos Martinez na rede de televisão OM", conglomerado
que, mais tarde, seria rebatizado de CNT. Diz o depoimento que "PC Farias
representava o presidente da República na época, Fernando
Collor". Em seguida, detalha as cotas de cada um: "O porcentual de participação
na rede de televisão de PC era de 70% e o de Martinez era de 30%.
Essa participação foi feita através de contrato particular
entre as partes". O episódio deixa a impressão de que, para
a Frente Trabalhista não importava tanto a biografia de Martinez.
Ao que parece, o problema estaria muito mais na divulgação
dessa biografia. Martinez saiu do comando central da campanha, mas permanecia
atrelado ao grupo criado em torno da campanha. Em sua conversa com os auditores
da Receita Federal, diz que PC e Martinez trabalhavam juntos na intermediação
de verba pública. PC, com sua influência sobre órgãos
públicos, conseguiria as verbas oficiais. Martinez as intermediaria,
embolsando comissão. No rastro das investigações,
descobriu-se que o deputado tinha duas contas bancárias no exterior,
e que não apareciam em suas declarações de renda.
Fonte:
Site da Revista Veja - www.veja.com.br - 07/08/2002
ENVOLVIDOS
EM DESVIO DE DINHEIRO SÃO AVISADOS DE BLITZ:
SIQUEIRA CAMPOS
JAIRON BARROS NEVES
Um documento mostra que acusados de desvio de dinheiro público
no Tocantins foram avisados com antecedência sobre uma operação
da Polícia Federal. Em telefonema gravado pela polícia, um
dos acusados diz que o aviso teria partido do governador do estado, Siqueira
Campos. Foi uma super operação: 120 homens para fazer apreensões
em 28 empresas de três estados e no Distrito Federal. Não
encontraram nenhuma prova. Na mandado de prisão preventiva de seis
acusados, o juiz da Justiça Federal do Tocantins, escreveu: "...
Eles foram avisados, no dia anterior às buscas, pelo governador
do estado e se incumbiram de levar ao conhecimento dos demais investigados".
Um dos presos, o empreiteiro Jairon Barros Neves é suspeito de ser
um dos chefes do esquema de desvio de dinheiro de emendas parlamentares
e convênios destinados ao Tocantins. O telefone dele estava grampeado
pela Polícia Federal. Em um telefonema, segundo o mandado, ele avisa
outro acusado: "Dá uma ligada pro Ferreira, pro Mário, vai
ter uma operação amanhã da Polícia Federal
em 28 empresas, então é bom dar uma checada em algum canhoto
de cheque, tirar de lá algum registro de computador, entendeu?".
Para outro acusado, ele teria dito: "O governador ligou e informou, entendeu?".
Há dois anos, a Polícia Federal, com autorização
da justiça, grava as ligações de mais de 200 pessoas:
empreiteiros, funcionários de prefeituras, assessores de parlamentares
federais. Segundo as gravações, os acusados ficariam com
boa parte do dinheiro destinado, por exemplo, a construção
de casas populares, saneamento e estradas. Uma auditoria do Tribunal de
Contas da União identificou desvio de quase R$ 60 milhões
na pavimentação de cinco estradas. Numa delas, o superfaturamento
médio foi de 117%. Para construir a estrada, segundo o orçamento,
era preciso derrubar 13 árvores. Mas o Governo Federal pagou por
35.670 árvores. Segundo o auditor, seria a floresta mais densa do
planeta. Segundo o secretário de comunicação do Tocantins,
Sebastião Vieira de Melo, o governador Siqueira Campos não
avisou ninguém da operação. Esta noite, em Brasília,
o desembargador Cândido Ribeiro, do Tribunal Regional Federal, mandou
suspender o processo até que o tribunal julgue se um dos suspeitos,
que é secretário do governo do Tocantins, tem direito a foro
privilegiado. O desembargador também concedeu habeas-corpus para
um outro acusado preso no Tocantins.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 30/10/2002
ENÉAS
TENTA EXPLICAR DOAÇÕES E SE COMPLICA:
ENÉAS FERREIRA
CARNEIRO - PRONA
HAVANIR NIMITZ - PRONA
O presidente nacional do Prona e deputado federal eleito Enéas,
disse ontem que é prática do partido solicitar a filiados
que queiram se candidatar que \u201ccolaborem financeiramente\u201d, adquirindo cartilhas
assinadas por ele. \u201cUma venda empresarial\u201d, diz. De acordo com ele, o dinheiro
arrecadado com a venda dos livretos \u2013 chamados por ele de \u201ccartilhas de
doutrinação\u201d \u2013 não entra na conta do Prona, mas sim
na da Enéas Ferreira Carneiro Editora Ltda., de sua propriedade.
Essa conta seria uma das fontes de recursos para sua conta bancária
pessoal, explicou Enéas. Desta última, \u201cconforme a necessidade\u201d,
segundo afirmou Enéas, parte dos recursos pode ser repassada para
a conta do Prona, para financiamento de campanhas. \u201cNão tenho nada
a esconder, é tudo feito absolutamente às claras e declarado
ao fisco\u201d, disse. No entanto, o Ministério Público não
descarta uma investigação contra o deputado eleito. Se as
doações forem arrecadadas para fins partidários, não
podem ir para outras contas antes de constar como doações
partidárias. Na ficha de prestação de contas enviada
pelo Prona ao TRE, no entanto, não aparece nenhuma movimentação
financeira do partido, na campanha. Apenas na do candidato constam doações.
Ao lado da vereadora e deputada
estadual eleita Havanir Nimitz, Enéas concedeu uma entrevista coletiva
para explicar as denúncias, veiculadas anteontem pela Rede Globo,
de que o Prona exige dinheiro em troca de legenda para os interessados
em disputar eleições. Em gravações feitas por
um microempresário, Havanir aparece pedindo contribuição
de R$ 5 mil caso ele quisesse ser candidato. \u201cPercebam quão ignominiosa
é essa tentativa de desmoralizar a maior votação da
história\u201d, pediu Enéas. Segundo Enéas, os pedidos
de contribuição não são impostos.
Fonte:
Site do Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 14/11/2002
CONEXÃO
NORDESTE - POLÍTICOS E AUTORIDADES DE DIVERSOS ESTADOS SE APROPRIAM
E ESCONDEM O DINHEIRO PÚBLICO:
FISCAIS
E AUDITORES ENVOLVIDOS EM CORRUPÇÃO:
DEPUTADO
TEM 400 HORAS DE ESCUTA FEITA PELA POLÍCIA FEDERAL:
DOSSIÊ
ITURAMA:
JUSTIÇA
FEDERAL BLOQUEIA BENZ DE 10 EM RONDÔNIA:
MINISTRO
DO STJ ENVOLVIDO EM VENDA DE HABEAS-CORPUS:
PREFEITO
RICO, CIDADE POBRE:
IRREGULARIDADES
EM CANSANÇÃO:
FORÇA
TAREFA EM PORTO SEGURO:
VENDA
DE HABEAS-CORPUS:
SEM
PUDOR:
PECHINCHA:
ENVOLVIMENTO
ARRISCADO:
JUIZ
ROCHA MATTOS É PRESO EM SP:
MANDATO
DO PREFEITO DE ANÁPOLIS É CASSADO:
ESCÂNDALO
DOS GAFANHOTOS:
ÀS
VEZES, PERGUNTAR OFENDE:
UMA
AJUDA DA VICE-PRESIDÊNCIA:
BICHO
NA CAMPANHA :
TESTEMUNHA
DIZ COMO DINHEIRO DA LOTERIA DO RIO TERIA SIDO DESVIADO... :
ALVO
DE INVESTIGAÇÃO:
VEREADOR
CANELÃO CONDENADO :
SERVIÇO
EXTERNO:
PREFEITO
DE TATUÍ DESVIA R$ 20 MILHÕES DOS COFRES PÚBLICOS:
LEI
QUE PUNE CRIMES COMETIDOS POR POLÍTICOS PODE MUDAR :
MÁFIA
DO SANGUE :
FRAGRANTE
DE CORRUPÇÃO:
OPERAÇÃO
DA PF PRENDE EX-SENADOR EM RONDÔNIA:
POLÍCIA
FEDERAL PRENDE 20 ACUSADOS DE DESVIAR R$ 500 MILHÕS NO AMAZONAS
:
AÇÃO
CIVIL CONTRA A UNAERP ENVOLVE VEREADOR :
TSE
CONFIRMA CASSAÇÃO DE JOÃO E JANETE CAPIBERIBE :
PT
OFERECE DINHEIRO POR APOIO DO PTB :
PREFEITO
É PRESO COMPRANDO VOTOS NO MA :
CIDADES
ENFRENTAM PROBLEMAS DEPOIS QUE PREFEITOS NÃO SE REELEGERAM :
POROROCA
- PREFEITO DO AMAPÁ COM ENVOLVIDO EM ESQUEMA DE CORRUPÇÃO
:
MAIS
UM ACUSADO NA OPERAÇÃO POROROCA :
PROPOSTAS
INDECENTES :
FALA
DOUTOR :
Onze dias antes do segundo
turno das eleições, chegou à Procuradoria da República
na Paraíba uma denúncia capaz de influenciar o resultado
eleitoral em vários Estados. A denúncia revelou aos procuradores,
a existência de um milionário esquema de evasão de
divisas e lavagem de dinheiro protagonizado pela nata da política
nordestina. O depoimento é carregado de detalhes e, para não
correr o risco de serem usados para fins eleitoreiros, os procuradores
trabalharam em silêncio. Mantiveram as declarações
sob sigilo absoluto e começaram a checar as informações
com o apoio de procuradores de diversos Estados. Com boa parte das informações
já conferida, os procuradores da Paraíba encaminharam o caso
para a Procuradoria Geral da República, em Brasília, uma
vez que entre os envolvidos estão parlamentares, prefeitos e governadores.
\u201cParte das denúncias coincide com o que já vinha
sendo investigado\u201d, disse
um procurador sediado em São Paulo.
CÁSSIO CUNHA LIMA
- PSDB / PB Governador eleito da PParaíba e ex-prefeito
de Campina Grande, Trabalhou com a Anacor, mandando dinheiro para a Suíça
e para as Bahamas;
RONALDO CUNHA LIMA
Trabalhou com a Anacor, mandando dinheiro para a Suíça
e para as Bahamas;
BERTRAND CUNHA LIMA
Trabalhou com a Anacor, mandando dinheiro para a Suíça
e para as Bahamas;
RAMALHO LEITE Trabalhou
com a Anacor, mandando dinheiro para a Suíça e para as Bahamas;
JOSEBIAS VITORINO DA
SILVA Apontado como um dos donos da Anacor, uma das empresas
envolvidas;
VILMA FARIA - PSB / RN
Governadora eleita do Rio Grande do Norte e ex-prefeita de Natal;
HERBERT SPENCER BATISTA
Ex-marido da governadora Vilma Faria, um dos quem, os contatos eram
sempre feitos;
HERICSON SPENCER BATISTA
Irmão de Herbert Spencer ,ex-marido da governadora Vilma Faria,
também um dos contatos;
INOCÊNCIO OLIVEIRA
- PFL / PE Deputado e líder pefellista na Câmara;
FERNANDO CATÃO
Ex-secretário nacional de políticas regionais, foi indicado
para o cargo pelo deputado Ronaldo Cunha Lima;
EDUARDO CAMPOS - PSB
/ PE Deputado federal , que era o secretário de Finanças
de Pernambuco;
CARLOS WILSON - PMDB
/ PE Senador;
LUCIANO BIVAR - PFL /
PE Deputado;
RICARDO FIUZA PFL
/ PE Deputado;
MÁRCIO FORTES
- PSDB / RJ Deputado;
ARMANDO MONTEIRO NETO
- PMDB / PE Deputado que assumiu aa presidência da Confederação
Nacional da Indústria;
WELLINGTON LANDIM - PSB
/ CE Deputado estadual reeleito em outubro pelo e presidente
da Assembléia Legislativa) ;
JURACY MAGALHÃES
- PMDB / CE Prefeito de Fortaleza;;
SÉRGIO BENEVIDES
- PMDB / CE Deputado> estadual
reeleito e genro do prefeito Juracy Magalhães, manda-chuva do PMDB
no Estado;
AMARILDO MACEDO - PSDB
/ CE Ex-coordenador da campanha do PSDB à Presidência
no Estado, comandante do grupo J. Macedo, um dos maiores conglomerados
empresariais locais;
JOSÉ OTÁVIO
QUEIROGA WANDERLEI Agente da PF, que acompanhava o transporte
das malas de dinheiro e, inclusive, facilitava seu embarque e desembarque
no aeroporto do Recife (PE). No final de setembro, Queiroga acabou sendo
preso com um grupo de 16 policiais federais, acusado de liderar grupos
que facilitavam o desvio de dinheiro público da Prefeitura de Jaboatão
(PE) e promovia o tráfico de drogas e de armas.
Fonte:
Site da Revista Istoé - www.istoe.com.br - 28/11/2002
Quatro funcionários
do alto escalão do Fisco do Rio de Janeiro e quatro auditores da
Receita Federal estão sendo investigados pelo Ministério
Público, pela Polícia Federal e pela Receita Federal por
extorsão, lavagem de dinheiro e remessa ilegal de mais de US$ 30
milhões para a Suíça.
RODRIGO SILVEIRINHA CORRÊA
Ex-subsecretário de Administração Tributária
da Secretaria de Fazenda e ex-assessor de campanha a governador do Rio,
e teria remetido ilegalmente para o exterior US$ 8,9 milhões. A
maior parte dessa quantia deixou o país em 1999 e 2000, quando ele
ocupava a Subsecretaria de Administração Tributária;
CARLOS EDUARDO PEREIRA
RAMOS Fiscal de rendas e seu ex-subordinado de Silveirinha, teria
feito a maior remessa para os cofres suíços: US$ 18 milhões;
LÚCIO MANOEL DOS
SANTOS PICANÇO Ex-chefe de Gabinete da Secretaria de Fazenda,
que teria mandado US$ 1,2 milhão e atualmente é suplente
de deputado federal pelo PDT;
RÔMULO GONÇALVES
Teria mandado US$ 2,1 milhões para a Suíça.
SÉRGIO JACOME
DE LUCENA Auditor da Receita Federal, teria mandado ao banco
suíço, US$ 320 mil;
AXEL RIPOLL HAMER
Auditor da Receita Federal, teria mandado ao banco suíço,
US$ 680 mil;
HÉLIO RAMOS DA
SILVA Auditor da Receita Federal, teria mandado ao banco suíço,
US$ 450 mil;
AMAURY FRANKLIN NOGUEIRA
FILHO Auditor
da Receita Federal, teria mandado ao banco suíço, US$ 1,8
milhão.
Fonte:
Site da GloboNews - http://globonews.globo.com/ - 10/01/2003
PINHEIRO LANDIM - Sem
Partido / CE O deputado federal do Ceará, que renunciou
hoje ao mandato (evitando assim, uma cassação, podendo então
assumir o próximo mandato, já que foi reeleito), tem 400
horas de escuta telefônica gravada pela Polícia Federal como
parte das investigações sobre seu envolvimento com traficantes.
Landim é acusado de negociar habeas corpus para traficantes e de
participação em esquemas de tráfico. Leonardo Dias
Mendonça, acusado de liderar uma quadrilha de cocaína, foi
um dos "grampeados" pela PF em conversas com Landim. Em um desses diálogo,
Landim afirma ter recebido R$ 337 mil para obter habeas corpus no Tribunal
Regional Federal, em Brasília, para tirar Mendonça da prisão.
O Supremo Tribunal Federal autorizou quebra de sigilos bancário
e fiscal de funcionários e pessoas próximas ao deputado citadas
em relatório da PF. Entre eles, dois desembargadores federais e
um ministro do Superior Tribunal de Justiça. O relatório
da denominada Operação Diamante, iniciada em 1999, aponta
ligações de Mendonça com a guerrilha das Farc (Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia), para fornecimento ao
eixo Rio-São Paulo.
Fonte:
Site da Folha de São Paulo - www.folha.com.br - 15/01/2003
ANDERSON ADAUTO - PL/MG
Ministro dos Transportes
AELTON JOSÉ DE
FREITAS - PL/MG Senador
O ministro dos Transportes,
Anderson Adauto, e o senador Aelton José de Freitas são acusados
de provocar um rombo de mais de R$ 4 milhões numa pequena prefeitura
de Minas, utilizando empresas fantasmas, falsificações e
laranjas. uma CPI na Câmara Municipal da pequena cidade de Iturama
(Minas Gerais) acusa o hoje ministro dos Transportes, Anderson Adauto,
de ceder escritório para empresas que participaram das irregularidades.
Um denso relatório revela que mais de R$ 4 milhões da prefeitura
foram desviados através de uma intricada rede de negócios
ilegais envolvendo fornecedores do município nos últimos
seis meses de 1996, final da gestão do então prefeito e atual
senador Aelton José de Freitas. O dossiê é minucioso
e está recheado com mais de uma centena de cópias de cheques
da prefeitura, notas fiscais falsas, pelo menos 32 empresas fantasmas e
vários laranjas.
No centro deste calhamaço
explosivo, com mais de 5.000 páginas e 23 robustos volumes, além
do senador Aelton José de Freitas, está, o deputado federal
e atual ministro dos Transportes, Anderson
Adauto. \u201cAs investigações levadas a efeito comprovaram enorme
volume de práticas criminosas, desvio de
dinheiro público em benefício próprio e de terceiros,
falsificações grosseiras, uso de documentos particulares
e públicos falsificados, defraudações com malversação
do dinheiro público, bem como formação
de quadrilha\u201d, acusa o relatório final da CPI de Iturama.
Fonte:
Revista Istoé - 15/01/2003
HERALDO FRÓES
RAMOS
PEDRO PEREIRA DE OLIVEIRA
ROSA MARIA NASCIMENTO
SILVA
JOÃO OTÁVIO
BARBOSA PINTO
ELISETE VITÓRIA
KASMIRSKI RONCHETTI
ANA ROSA DEMÉTRIO
TORRES
ACCIOLY JOSÉ DA
SILVA
ANTÔNIO ADAMOR
GURGEL DO AMARAL Três acusados são ex-presidentes
do TRT. A ação civil foi aberta com base em investigação
do Ministério Público Federal, que acabou identificando superfaturamento
de R$ 19,57 milhões nas obras de construção do prédio
do TRT. Auditoria do Tribunal de Contas da União indicou que o rombo
chegou a R$ 30,1 milhões, em valores de agosto de 1999. Foi decretado
embargo do patrimônio de três ex-presidentes da corte, juízes
Heraldo Fróes Ramos (1991-1992), Pedro Pereira de Oliveira (1993-1994)
e Rosa Maria Nascimento Silva (1995-1996), acusados de improbidade. Foram
firmados 11 termos aditivos contratuais, a maior parte relacionada a alterações
orçamentárias. Segundo a Procuradoria, com o sobrepreço
"dava para construir outro TRT". O engenheiro da obra, João Otávio
Barbosa Pinto, assim como os integrantes da Comissão de Licitação
(Elisete Vitória Kasmirski Ronchetti, Ana Rosa Demétrio Torres
e Accioly José da Silva) e os três sócios-gerentes
da Cota - Construtora da Amazônia S.A., são réus na
ação. Um dos sócios, Antônio Adamor Gurgel do
Amaral, era juiz classista do próprio TRT na época da concorrência.
Para o juiz federal, "de há muito a Lei 8.429/92 (Lei da Improbidade)
tem incomodado determinados agentes políticos que, quando na posição
de réus por suposta infração aos comandos dessa lei,
se vêem alvo de perseguições políticas". A juíza
Rosa Maria declarou que "não teme" a quebra do sigilo. "Pode quebrar
o que quiser e quantas vezes quiser, vivo nas condições do
meu salário", desafiou. Ela disse que, quando assumiu a presidência
do TRT, em 1995, as obras estavam na fase de acabamento. "Autorizei liberação
de verbas exclusivamente com base no cronograma do engenheiro", garantiu.
Os outros citados não se manifestaram sobre a denúncia.
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 16/02/2003
VICENTE LEAL O
Superior Tribunal de Justiça, numa decisão inédita,
afastou hoje o ministro Vicente Leal. E decidiu abrir processo administrativo
contra ele. Os ministros analisaram o relatório da comissão
de sindicância do tribunal, que concluiu que havia indícios
de envolvimento do ministro Vicente Leal com o suposto esquema de venda
de habeas-corpus para a quadrilha do traficante Leonardo Dias de Mendonça.
Por 28 votos a dois, os ministros decidiram abrir processo administrativo
e, por 30 votos a 0, afastaram Vicente Leal das funções.
O ministro Vicente Leal negou envolvimento no caso. Ele disse que não
teve direito à defesa. O ministro afirmou ainda que está
tranqüilo e acredita que será inocentado.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 02/04/2003
JOÃO PEDRO FILHO
A receita mensal de Guamaré (Rio Grande do Norte), é
quase seis vezes maior que a de Natal, a capital do estado. Por aqui e
a riqueza jorra sem parar. O município é um dos maiores produtores
de petróleo do país. São 2 milhões de reais
por mês, entre royalties e impostos. O difícil é encontrar
na cidade, de 8 mil habitantes, obras que indiquem tamanho investimento.
O hospital público
funciona com apenas um médico. Não tem sequer um aparelho
de raio-x. Só atendimento básico.
"As cirurgias daqui são
encaminhadas para Natal.", conta uma enfermeira. Uma moradora diz que a
população depende dos favores do prefeito: "O hospital não
tem remédio, traz todo mundo na coleira, para as pessoas pedirem
na porta dele um vidro de remédio. Como se ele estivesse nos fazendo
um grande favor." Há dois anos o Ministério Público
pediu afastamento do prefeito João Pedro Filho. "Se está
se aplicando, nos diga onde está ainda esse dinheiro.", disse o
promotor. O Tribunal de Contas da União constatou que a prefeitura
pagava por obras não realizadas, sem licitação e superfaturadas.
A adutora custou quase o dobro do preço de mercado. Três reservatórios,
pagos com dinheiro público, foram construídos em propriedade
do prefeito. João Pedro Filho, que está no terceiro mandato,
apesar da origem humilde e da pouca escolaridade, é dono de várias
casas, parque de vaquejada e mais de 40 fazendas, segundo o Ministério
Público - o que o tornou o maior criador de gado e o velhos da região.
O prefeito não quis comentar as denúncias.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 09/05/2003
JOSÉ ZITO GÓES
- O município de Cansanç&aatilde;o (Bahia) é um
dos mais pobres do Nordeste. Contra a prefeitura da cidade, que fica no
sertão da Bahia, o Ministério Público ofereceu denúncias
de estelionato e improbidade administrativa. Um extrato bancário
mostra que o dinheiro liberado pelo Governo Federal para o ensino fundamental
foi usado para pagamento de despesas pessoais do prefeito, José
Zito Góes. A pedido dele, o cheque de R$ 135 mil foi depositado
na conta de um comerciante. \u201cNo outro dia disse: paga a fulano, sicrano,
paga um carro que eu comprei",contou o comerciante. A folha de pagamento
mostra que a prefeitura vinha gastando quase R$ 50 mil por mês com
salários de pessoas que nem sabem que são funcionários
do município, nem conhecem Cansanção. É o caso
de um ferroviário aposentado que mora em outra cidade. Nunca estudou,
mal consegue assinar seu nome, mas aparece na lista como professor. Num
cofre, que desapareceu misteriosamente, estavam guardados R$ 38.200. Dinheiro
do pagamento de 1.500 crianças cadastradas no Peti - o programa
de erradicação do trabalho infantil do Governo Federal. A
polícia abriu inquérito, investigou e chegou a dois suspeitos:
o motorista particular o prefeito e o tesoureiro da prefeitura. Eles chegaram
a ser presos, mas já estão em liberdade. O tesoureiro, Evaldo
Pereira dos Santos, diz que é inocente: "Eu mesmo já carreguei
tanto dinheiro, se quisesse levar era tão fácil de levar.
Não levei, não ia me complicar por 30 e poucos mil". Trinta
e poucos mil que fazem muita falta na zona rural de Cansanção.
Uma senhora que tem dois filhos menores, e tem direito a R$ 50 do Peti,
passou dois meses sem receber o dinheiro. "Nós passamos dificuldade.
Era o dinheiro de comprar alimentos, passamos até fome. Quando fui
receber o dinheiro disseram que não iam fazer o pagamento porque
tinham roubado o cofre com o dinheiro", conta a dona de casa. O prefeito
está afastado do cargo por decisão da câmara municipal.
Ele entrou com recurso no tribunal de justiça e tenta voltar. Quando
assumiu a prefeitura ele morava numa casa modesta. Agora, está construindo
uma mansão, numa área de 10.000m², cercada com muro
alto, guarita para os seguranças e circuito interno de TV. Procurado,
o prefeito afastado não quis dar entrevista.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 13/05/2003
JOSÉ UBALDINO
ALVES JÚNIOR
ULDURICO ALVES PINTO
ESMERALICE ASSIS
Já está em Porto Seguro, na Bahia, a forca tarefa designada
pelo presidente da República para investigar as denúncias
de corrupção na prefeitura. O prefeito, José Ubaldino
Pinto Júnior, o secretário de Saúde, Uldurico Alves
Pinto, e a secretária de Educação, Esmeralice Assis,
montaram um esquema que pode ter desviado R$ 50 milhões dos cofres
públicos.
A matéria apresentada
no Fantástico, mostrava que um jornal foi montado e a dona do jornal
é uma mulher analfabeta. Ou seja, foram na casa dela e pediram para
ela assinar um documento que era pra arrumar emprego pra ela. Ela assinou
o documento e virou presidente do jornal, sem saber. Outra matéria
diz que o pãozinho de Porto Seguro é comprado de uma empresa
em Salvador. Outras empresas que foram montadas não existem. A entrevista
foi na casa das pessoas e não existem as empresas."
O prefeito José Ubaldino
tirou licença de 30 dias, e os secretários de Saúde
e Educação pediram demissão.
Fonte:
Fantástico - Rede Globo - 18/05/2003
PEDRO AURÉLIO
ROSA DE FARIAS
WILMAR BARRETO
MANOEL BARRETO
É o Superior Tribunal de Justiça que vai decidir se abre
processo contra o desembargador Pedro Aurélio Rosa de Farias. Também
foram denunciados pelo Ministério Público o juiz Wilmar Barreto
e o irmão dele, o advogado Manoel Barreto, que já está
preso. Num depoimento ao Tribunal de Justiça, o traficante Alexandre
Lima Silva confessou que pagou R$ 240 mil para conseguir um habeas-corpus.
Com autorização da justiça, a polícia de Brasília
gravou as conversas de Alexandre com o advogado, que teria assegurado que
o traficante seria solto. A principal prova contra o desembargador Pedro
Aurélio foi o depoimento do juiz que mandou prender o traficante.
Na sindicância aberta pelo Tribunal de Justiça, o juiz disse
que o desembargador ligou pedindo para soltar o traficante. E, num segundo
telefonema, teria insistido no pedido, que foi negado pelo juiz. Duas semanas
depois, o traficante foi solto: a ordem foi do desembargador Pedro Aurélio.
Segundo a denúncia, a Comissão de Sindicância do Tribunal
de Justiça do Distrito Federal concluiu que há indícios
de que ele cometeu dois crimes: tráfico de influência e corrupção
passiva. O Ministério Público também pediu a prisão
do desembargador porque ele teria ameaçado testemunhas. Depois das
acusações, o desembargador Pedro Aurélio pediu uma
licença de 11 meses. O desembargador não quis gravar entrevista.
Disse que é vítima de uma campanha difamatória e que
concedeu o habeas-corpus porque a prisão do traficante teria sido
ilegal. O juiz Wilmar Barreto não se manifestou sobre as acusações.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 27/05/2003
CLÓVIS SAHIONE
Fiscais e auditores da Receita Federal estão presos e respondem
a processo por suposto envio de mais de US$ 30 milhões ilegalmente
para a Suíça. O juiz pediu para que os oito investigados
assinassem um documento. Por meio de um exame grafotécnico, o juiz
quer fazer uma comparação com as assinaturas das aberturas
de contas no banco suíço. Nas imagens (filmadas), é
possível ver o fiscal Carlos Eduardo Pereira Ramos - que está
algemado - e o advogado dele conversando. Estão em frente ao juiz
e falam muito baixo. "Se você puder fazer uma letra diferente
não tem problema nenhum, você vai assinar aqui agora. Então,
quando você fizer o ponto no "i" procura fazer ponto borrachinha.
O "t" você bota ao contrário. Tá certo meu filho? tá?",
disse o advogado Clóvis Sahione para seu cliente, Carlos Eduardo.
O advogado Sahione disse que deu a orientação porque o fiscal
estava algemado: "Algemado a algum tempo, olhou para mim e disse: 'estou
insensível'. E chorando. Eu disse a ele: então assina de
qualquer maneira". O juiz explicou, no entanto, que durante todo o tempo
o advogado sabia que as algemas seriam retiradas para que o fiscal pudesse
assinar o documento. O Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados
do Brasil informou que vai instaurar um processo disciplinar contra o advogado
Clóvis Sahione.
Fonte:
Jornal Nacional - Rede Globo - 29/05/2003
LUIZ OTÁVIO DE
QUEIRÓZ FRAZ
DEUSAMAR ALVES BEZERRA
A Ilha do Santo, em Araguacema (Tocantins), um santuário ecológico
e um dos roteiros mais procurados do estado. Há dois anos e meio,
este paraíso tem, legalmente, dois donos. Dois juízes do
estado foram escolhidos pelo governo do estado para comprarem uma ilha
toda de 330 hectares por R$ 330; ou seja, os dois magistrados compraram
uma paradisíaca ilha pelo valor aproximado de R$ 1 o hectare, constata
um procurador de Justiça. O problema moral estaria estampado na
escritura. Os magistrados Luiz Otávio de Queiróz Fraz e Deusamar
Alves Bezerra pagaram R$ 330,81 pela área e gastaram com as custas
judiciais R$ 33,08. A transação foi rápida: no dia
4 de dezembro de 2000, o Instituto de Terras do Tocantins tombou a área
e, no dia seguinte, fez a transferência de titularidade para dos
juízes. "Em qualquer lugar é uma coisa indecente, principalmente
se tratando de dois magistrados cuja função não era
de adquirir imóvel naquela situação", observa uma
procuradora de Justiça. A reação contra o negócio
começou entre os 4 mil habitantes de Araguacema. Os procuradores
receberam um documento com 300 assinaturas denunciando a transação.
Toda a economia local depende da ilha. "Uma coisa que é de todo
mundo, privatizar, ou seja, para dois particulares, coisa que é
nossa, que sempre fomos criados dentro, com toda a liberdade de ir lá,
passeal, fazer trilha, entendeu?", declara uma engenheira ambiental. O
dono de metade da ilha é o homem mais influente da cidade: Luiz
Otávio de Queiróz Fraz nasceu na região. É
juiz de direito na capital, mas ganha uma gratificação para
tomar conta da comarca local. O sócio de Luiz Otávio, o juiz
Deusamar disse, que os dois tinham um projeto de exploração
econômica da ilha.
'É um hotel fazenda,
uma coisa nesse sentido, era essa a proposta inicial que a gente tinha.
O projeto dos dois juízes prevê a proibição
de barracas na praia, a construção de restaurantes e a cobrança
de tarifa aos barqueiros. Quem vive dos pequenos negócios, está
preocupado. "A gente sabe que tem gente que passa fome e só ganha
o dinheirinho no mês de julho, que é o mês da exploração
da praia, que é poder pôr uma barraquinha para trabalhar",
conta uma dona de casa. As críticas irritaram tanto o juiz que ele
apresentou queixa-crime contra pessoas que fizeram o abaixo-assinado. O
prefeito da cidade apóia os juízes, a quem chama de "empresários".
Mas a lei brasileira proíbe a qualquer magistrado manter atividade
empresarial.
"Nos termos que foram colocados
pelos empresários, que adquiriram a ilha, pelos proprietários
que adquiriram a ilha para o manejo sustentável, estou de acordo.
A prefeitura assinou... O município vê como investidor...
Eu, na condição de prefeito, não posso fazer distinção
de quem vem investir no município", declara o prefeito de Araguacema,
José Paulo Ribeiro Filho.
Fonte:
Fantástico - Rede Globo - 08/06/2003
JOÃO ARCANJO RIBEIRO
JOSÉ RIVA
HUMBERTO BOSAIPO
A quebra do sigilo bancário do comendador João Arcanjo
Ribeiro, empresário de Mato Grosso, acusado de lavagem de dinheiro,
revelou que em quatro anos, deputados depositaram mais de sessenta e cinco
milhões de reais na conta dele. A quebra do sigilo bancário
das empresas do comendador revelou uma cifra milionária: 65,278
milhões de reais depositados entre 1998 e 2003. O dinheiro saiu
dos cofres da Assembléia Legislativa direto para as contas das factorings
do comendador, que por lei, só poderiam fazer transações
com pessoas jurídicas. Os cheques foram emitidos pelos deputados
José Riva e Humberto Bosaipo. Cópias dos relatórios
do Banco Central agora vão ser enviadas às procuradorias
do Estado e da república. Os promotores vão tentar descobrir
por que o dinheiro público foi parar em contas particulares. Há
suspeita de apropriação indevida e lavagem de dinheiro. Não
é o primeiro indício. Ano passado notas promissórias
dos deputados revelaram a relação deles com João Arcanjo.
O homem acusado de chefiar o crime organizado em Mato Grosso está
preso no Uruguai e aguarda extradição para o Brasil. O contrabando,
o tráfico e toda a rede criminosa controlados pelo comendador em
Mato Grosso ainda podem estar funcionando. No começo do mês
a polícia fechou três bancas do jogo do bicho que pertenciam
a João Arcanjo em Barra do Garça, divisa com Goiás.
Fonte:
Jornal da Globo - Rede Globo - 20/06/2003
NORMA REGINA EMÍLIO
CUNHA
JOSÉ AUGUSTO BELINI
DIRCEU BERTIN
JOÃO CARLOS DA
ROCHA MATTOS Foi preso pela Polícia Federal, em São
Paulo, o juiz federal Rocha Mattos, então titular da 4ª Vara
Criminal, acusado de encabeçar uma rede que vendia sentenças
para contrabandistas, segundo investigação da Operação
Anaconda. Rocha Mattos estava no apartamento da ex-mulher, Norma Regina
Emílio Cunha, ex-auditora fiscal do Tesouro, também presa
na Operação Anaconda. A operação foi o resultado
de uma investigação de mais de um ano da PF. Escutas telefônicas
teriam captado indícios das negociações ilícitas
entre criminosos e membros do Judiciário. O superintendente da PF
de São Paulo determinou hoje o afastamento do corregedor do órgão
no Estado, delegado Dirceu Bertin, e do chefe do Setor de Passaportes,
delegado José Augusto Belini. O delegado Belini e outros sete acusados
do caso estão presos em São Paulo. Em 1992, foi afastado
do cargo, por haver ameaçado, por carta, o presidente do Tribunal
Regional Federal. Rocha Mattos, conhecedor, como poucos, das leis e dos
bastidores da polícia, orgulhava-se de ser um julgador rápido.
Chamava para si processos rumorosos que envolviam operações
de notórios criminosos, políticos e empresários influentes.
Com base em questões técnicas, foi o autor do arquivamento
do "Caso Cobrasma": inquérito criminal que apurava um suspeito lançamento
de ações da empresa do então presidente da Fiesp,
Luis Eulálio de Bueno Vidigal Filho, no final dos anos 80. Na década
seguinte, teria seu nome associado a inquéritos envolvendo o ex-governador
Orestes Quércia, beneficiado por decisões suas ("raspadinha",
privatização da Vasp e importação de equipamentos
de Israel). Na tramitação deste último processo, isentou
Quércia de responsabilidade por compra superfaturada de R$ 310 milhões,
apesar de documento firmado por Quércia autorizar as compras. Investigado
sigilosamente pelo TRF, diante da suspeita de ligações com
doleiros e seus advogados, Rocha Mattos morava, sem pagar aluguel, num
apartamento de propriedade de uma offshore cujo procurador é o advogado
Carlos Alberto Costa e Silva, advogado de doleiros preso também
pela Operação Anaconda.
Fonte:
Site da Folha de São Paulo - www.folha.com.br - 07/11/2003
ERNANI JOSÉ DE
PAULA - GO A Câmara de Anápolis (GO) cassou nesta
madrugada o mandato do prefeito Ernani José de Paula. Ele é
acusado de cometer uma série de irregularidades e a principal delas
foi o desvio de recursos. O processo de cassação durou cerca
de seis meses e culminou à 1h30 de hoje. O vice-prefeito tomou posse
no início da manhã.
Fonte:
Site do Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 14/11/2003
FLAMARION PORTELA
NEUDO CAMPOS
AUGUSTO IGLESIAS - A
Procuradoria da República diz que tem documentos sobre envolvimento
do governador Flamarion Portela com o escândalo dos gafanhotos, em
Roraima. A Polícia Federal prendeu o ex-deputado Augusto Iglesias
e a mulher dele, que estavam foragidos. A Polícia Federal pediu
a prisão preventiva do ex-governador Neudo Campos, que ainda não
foi julgada.
O Ministério Público
Federal vai denunciar o ex-governador e mais 57 pessoas pelo desvio de
R$ 300 milhões da folha de pagamento de Roraima. E vai encaminhar
também para tribunais superiores em Brasília, documentos
que acusam deputados estaduais e federais que têm direito a imunidade.
Fonte:
Site do Jornal Nacional - www.globo.com/jn - 05/12/2003
JOSÉ CARNEIRO
NETO (e outros que infelizmente não conseguimos os nomes)
- Vereadores
de Juazeiro do Norte (Ceará), queriam imunidade no código
de trânsito. Acusados de corrupção passiva, eles se
defenderam dizendo que pedir não custa nada.
Dezesseis dos 21 vereadores
de Juazeiro do Norte assinaram o documento que pedia a anulação.
Cada vereador queria o direito de cancelar 30 multas por mês. "Pedir,
você pode pedir o céu e as estrelas. Cabe ao prefeito analisar
a legalidade daquilo", afirma o vereador José Carneiro Neto. A princípio,
o prefeito ficou na dúvida. "Não acho direito nem errado.
Eu não acho nada", afirmou o prefeito Carlos Cruz. Mas orientado
pela assessoria, agora o prefeito tem uma opinião. "Opinou contrariamente
ao pleito solicitado pelos vereadores", disse ele.
* TARCÍCIO LANDIM
- Em Juazeiro do Norte, promotor pediu aa abertura de inquérito
policial contra os 16 vereadores que pediram a anulação das
multas de trânsito deles e de eleitores. Segundo o promotor, os vereadores
cometeram crime de corrupção passiva. O assunto foi discutido
novamente em sessão da Câmara. Vereadores de oposição,
que não assinaram o documento, lamentaram o desgaste da imagem da
Câmara. O presidente, Tarcísio Landim, que assinou o pedido,
não quis falar sobre o assunto.
Fontes:
Jornal da Globo - Rede Globo / * TV Verdes Mares - 10/12/2003
JOSÉ ALENCAR -
PL - Em outubro de 2003, um comerciante aposentado enviou para um velho
amigo de Minas Gerais, o advogado Ronaldo Dornellas de Assis Ribeiro, um
pedido muito especial. Ele queria apoio para a solicitação
que já fizera a outro velho amigo, o vice-presidente da República,
José Alencar. A carta diz: "Enviei para o vice-presidente da República,
José Alencar, um pacote idêntico a este com a finalidade de
alcançar a ambição do meu neto... Eu fui sócio
dele, do Zé Alencar, do vice-presidente."
E a ambição
não era modesta: uma vaga de médico-residente no Instituto
Nacional de Traumato-Ortopedia (Into), classificado como o "melhor
hospital do Rio de Janeiro". No concurso para a escolha dos residentes
do Into havia 117 candidatos para 6 vagas. Na carta para Ronaldo de Assis
Ribeiro, diz que o neto, para se classificar, vai depender "da ajuda
de amigos influentes, respeitados, de prestígio, pois a luta política
é grande na área e também a escassez de vaga; talvez
o José Alencar necessite do seu auxílio para, se possível,
me atender neste pedido". Ronaldo de Assis Ribeiro é cunhado do
vice-presidente. Em 2003, chegou a ser nomeado para o gabinete de José
Alencar, mas o vice-presidente, acusado de nepotismo, voltou atrás
e exonerou o cunhado. Na última quinta-feira, Ronaldo de Assis Ribeiro
estava no Gabinete da Vice-Presidência em Brasília.
"Recebi esta carta e a encaminhei
para o gabinete", conta Ribeiro. Em novembro de 2003, o diretor do Into
recebeu um ofício assinado pelo chefe de gabinete da Vice-Presidência
da República, Adriano Silva. No ofício, Adriano, dizendo
falar em nome do vice-presidente José Alencar, encaminha um pedido
especial. No ofício, de número 1895/2003, escrito em papel
timbrado da Vice-Presidência, o chefe de gabinete solicita ao diretor
do Into "a gentileza de examinar, com especial interesse, o pleito anexo".
O "pleito anexo" era a carta
do comerciante. Na mesma carta em que fez o pedido, o comerciante elogiava
a ética na política: "Quero dizer que atitudes como a sua
valem como demonstração cabal de que a ética, a dignidade
política e os direitos humanos seguem contando com bons defensores
em nossa terra."
Fonte:
Site do Fantástico - Rede Globo - http://fantastico.globo.com -
25/01/2004
WALDOMIRO DINIZ - Subchefe
de Assuntos Parlamentares da Presidência da República, Waldomiro
Diniz. fita gravada em 2002 pelo empresário e bicheiro Carlos Augusto
Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Na gravação, Waldomiro pede
propina para si mesmo e dinheiro para a campanha eleitoral. Em troca, promete
beneficiar Cachoeira em uma concorrência pública. Na ocasião,
Waldomiro Diniz presidia a Loterj, Loteria do Estado do Rio de Janeiro,
no governo da petista Benedita da Silva. Waldomiro tentou negar as imagens,
mas acabou confessando: levou dinheiro do jogo do bicho para a campanha
eleitoral do PT. Entregou pessoalmente R$ 100 mil ao comitê do candidato
ao governo de Brasília, Geraldo Magela. ''Ele entregou na minha
mão e foi entregue à campanha do Magela'', admitiu Waldomiro,
referindo-se a Cachoeira. Na política do Rio, Waldomiro cercou as
favoritas das pesquisas de opinião. Até a noite da quinta-feira,
Waldomiro Diniz ocupava um gabinete no 4o andar do Palácio do Planalto.
Desde a reforma ministerial de janeiro reportava-se ao ministro da Articulação
Política, Aldo Rebelo. Chegou ao governo a convite do ministro da
Casa Civil, José Dirceu, de quem é antigo colaborador e vizinho
de gabinete. Ambos despacham um piso acima do Presidente da República.
Fonte:
Site da Revista Época - www.epoca.com.br - 16/02/2004
BISPO RODRIGUES - PL
JORGE LUIZ DIAS -
O autor das denúncias contra o Bispo Rodrigues confirmou a ligação
entre o deputado federal afastado ontem da Igreja Universal e Waldomiro
Diniz. Jorge Luiz Dias deu novos detalhes sobre um esquema de desvio de
dinheiro público no Rio de Janeiro. Jorge Luiz Dias fez as denúncias
que provocaram o afastamento do Bispo Rodrigues da Igreja Universal, por
ligações com o ex-presidente da Loterj e ex-assessor do Planalto,
Waldomiro Diniz. "No todo, em mais ou menos aproximadamente um ano eu devo
ter entregue uma média de R$ 200 mil, R$ 150 mil, que eu achava
que era uma comissão, que na realidade era uma propina... Na ocasião,
o Bispo Rodrigues tinha indicado Waldomiro como presidente da Loterj e
isso seria uma forma da gente contemplar as pessoas que ajudaram a gente
na campanha, enfim." Jorge Dias também apresentou cópias
de dois cheques que teria recebido da agência Job Niterói
- cada um de R$ 4 mil.
Fonte:
Site do Jornal Nacional - www.globo.com/jn - 20/02/2004
JOSÉ WURTEMBERG
MANSO - Fitas gravadas pelo próprio prefeito de Alfenas (Minas
Gerais) e acabaram virando um grande problema para ele. Numa reunião
com vereadores, o prefeito aparece distribuindo dinheiro e pedindo apoio
para aprovar projetos. Um funcionário de uma das empresas do prefeito
chega ao gabinete. Traz um pacote de onde tira maços de dinheiro.
O prefeito conta as notas e guarda tudo numa gaveta. Seis vereadores chegam
para uma reunião. A conversa é sobre projetos do prefeito
em tramitação na Câmara Municipal. José Wurtemberg
Manso alega que o dinheiro teria sido enviado em 2002 por três candidatos
a deputado e um a governador para cobrir gastos da campanha eleitoral.
"Esses vereadores trabalharam para candidatos que eu estava apoiando, esse
dinheiro foi justamente para efetuar o pagamento do trabalho deles na campanha
política. Esse dinheiro eu recebi dos candidatos que apoiei, do
Newton Cardoso, do Carlos Pimentel, do Geraldo Resende", garante o prefeito.
Cinco vereadores que aparecem na gravação não quiseram
gravar entrevista. Dois deram a mesma explicação que o prefeito,
mas este cita um valor diferente. "Recebi R$ 2 mil e recebo novamente se
for preciso, se me der o deputado, para campanha política. Jamais
recebi outro dinheiro sem ser esse", afirma o vereador Roberto Marcolino.
O prefeito José Wurtemberg Manso já responde a um processo
no Tribunal de Justiça do estado em que é acusado de contratar
por quase R$ 1,5 milhão uma empresa sem licitação.
Há também sete investigações em andamento para
apurar outras suspeitas de corrupção. O ex-governador Newton
Cardoso disse que não conhece nenhum vereador de Alfenas e que nunca
deu dinheiro para que eles trabalhassem na campanha ao governo do estado.
O ex-deputado Geraldo Resende também negou o envio de dinheiro.
Já o deputado estadual Carlos Pimenta afirmou que o comitê
de campanha dele na cidade teria dado aproximadamente R$ 500 para cinco
dos vereadores mostrados na imagem para a contratação de
mão-de-obra e a compra de combustível. José Wurtemberg
Manso é prefeito de Alfenas pela terceira vez. Mas no segundo mandato
não terminou o governo. Foi cassado por improbidade administrativa.
Fonte:
Site do Jornal Nacional - www.globo.com/jn - 04/03/2004
RAIMUNDO CARLOS SALUSTIANO
(CANELÃO) / MS - O vereador de Corumbá Raimundo Carlos
Salustiano, conhecido como "Canelão", teve os direitos políticos
suspensos por oito anos. A medida do Superior Tribunal de Justiça
prevê a perda do mandato eletivo. Cabe agora ao juiz eleitoral determinar
a cassação do parlamentar. Salustiano disse ainda que ainda
lhe resta um recurso na ação civil pública de improbidade
administrativa que corre contra ele. O processo contra Salustiano foi impetrado
pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul em
junho de 1998 e em todas as fases permitiu recursos. A acusação
se refere à má gestão de recursos da ordem de R$ 80
mil, em um contrato de prestação de serviços.
Fonte:
Portal Terra - www.terra.com.br - 02/04/2004
FRANCISCO ROLIM / RS
CARLOS BEMVINDO RODRIGUES
/ RS - No Rio Grande do Sul, os vereadores de Eldorado do Sul, um pequeno
município na região metropolitana de Porto Alegre, descobriram
uma forma de aumentar os salários. Eles viajam, e com o valor pago
pelas diárias, garantem vencimentos extras que podem passar de R$
5.000,00 por mês. Os 9 vereadores gostam mesmo de viajar. Só
no ano passado, eles gastaram R$ 228.000,00 em diárias. O presidente
da câmara garante que todo este gasto faz bem para o município.
\u201cRecursos, conhecimentos, nós temos um município novo e nós
temos que aprender\u201d, diz Francisco Rolim, presidente da Câmara dos
Vereadores. Os vereadores recebem 300 reais por dia, quando viajam dentro
do Rio Grande do Sul. Quando vão para fora, a diária sobe
para R$ 750. na região metropolitana de Porto Alegre. O ex-presidente
da Câmara até tentou cortar os gastos. Criou um projeto que
diminuía em 50% o valor das diárias. A proposta sequer chegou
a ser votada. O curioso, é que o mesmo vereador já liderou
o ranking das diárias: ganhou R$ 68 mil em 2002. Este outro vereador
acha justo o valor das diárias. No ano passado, ganhou R$ 50 mil
e a viagem mais longa não passou de Santa Catarina. Para ele, o
dinheiro extra serve para compensar o salário de R$ 1.800,00, que
ele acha baixo. \u201cUm vereador viver com R$ 1.800,00, toda as despesas, o
que sobra?\u201d, diz o vereador Carlos Bemvindo Rodrigues.
Fonte:
Jornal da Globo - Rede Globo - 16/04/2004
ADEMIR BORSSATO
NELSON ANDREOLI - O
prefeito e o alto escalão de Tatuí, no interior de São
Paulo, desviaram perto de R$ 20 milhões dos cofres públicos.
A conclusão é do Tribunal de Contas do Estado, que confirmou
todas as denúncias. Segundo o TC, a inspeção foi marcada
por empecilhos, que iam desde a não apresentação de
documentos até conversas incompatíveis com a boa prática
da administração pública. Um dos principais suspeitos
é Nelson Andreoli, secretário de obras de Tatuí desde
1997. Numa conversa com um funcionário, o secretário revela
que levar vantagem é uma prática comum na prefeitura. Entre
outras denúncias, a prefeitura usaria empresas fantasmas para prestar
serviços públicos. Uma delas é a Urbserv. A empresa
realizaria a limpeza na cidade, mas no endereço citado na inscrição
estadual só existe um sobrado, que está fechado há
anos. O prefeito, suposto chefe do esquema, nunca aceitou as denúncias.
A Câmara Municipal de Tatuí, que também investiga as
denúncias, poderá acatar o relatório do Tribunal de
Contas. Se isso acontecer, os vereadores devem propor a cassação
do prefeito. Mas tirar Ademir Borssato do poder não será
fácil, já que ele tem maioria na câmara.
Fonte:
Jornal da Band - Rede Bandeirantes - 19/04/2004
CÉSAR BORGES /
BA - Um projeto em discussão no Senado quer dificultar a punição
dos envolvidos em casos de corrupção, desvio do dinheiro
público ou compra de votos. O projeto é do senador baiano
César Borges. Ele responde processo na Justiça por abuso
de poder econômico e político. Entidades civis consideram
a nova proposta um retrocesso. No município de Ipuaçu, em
Santa Catarina, o prefeito Luiz Antônio Seraglio trocou material
de construção por votos, durante a campanha. Teve o mandato
cassado e foi substituído pelo candidato derrotado. Segundo a proposta,
o acusado de crime eleitoral só perderá o mandato ou o registro
de candidato depois de uma condenação definitiva em que não
caiba mais qualquer recurso a tribunal. E as denúncias terão
de ser apresentadas em muito pouco tempo: até cinco dias depois
da eleição. Esta proposta só não foi apreciada
ainda, porque a pauta do Senado está bloqueada com medidas provisórias
que têm preferência nas votações. Resolvido isso,
o projeto deverá ser discutido e votado com prioridade, graças
a um acordo político que está sendo costurado no Congresso.
Um estudo da organização Transparência Brasil revela
que 6% dos eleitores receberam propostas para vender o voto nas últimas
eleições. O número dobra nas regiões mais pobres,
o que, para os pesquisadores, justifica a necessidade de leis rigorosas.
"Acho que se trata de uma piada de mau gosto. Esse projeto transforma a
compra de votos em um crime que não teria nenhuma conseqüência
e me parece um total absurdo que um projeto de lei desses seja apresentado",
diz o diretor da Transparência Brasil.
Fonte:
Site do Jornal Nacional - www.globo.com/jn - 10/05/2004
LUIZ CLÁUDIO GOMES
DA SILVA
MANOEL PEREIRA BRAGA
NETO
MARCOS JORGE PUPKIN
ELIAS ABBOADALLA
LOURENÇO PEIXOTO
MARCOS JORGE CHAIN
JAISLER ALVARENGA
FRANCISCO HONORATO
ARMANDO COELHO
ANDRÉ MURGEL
EDUARDO PEDROSA
ROMEU DE AMORIM
ROMMEL PONTES PEIXOTO
- Luiz Cláudio, amigo de confian&ça do Ministro da Saúde
passou a coordenar um desfalque que começou em 1990 e já
teria causado um prejuízo aos cofres públicos de mais de
R$ 2 bilhões. Ele e outros cinco funcionários do Ministério
da Saúde foram presos junto com empresários e lobistas pela
Operação Vampiro, desencadeada pela Polícia Federal.
A PF também prendeu
o servidor Manoel Pereira Braga Neto, assessor e primo de Luiz Cláudio.
No Rio de Janeiro e em São Paulo foram pegos os empresários
Marcos Jorge Pupkin, dono da Panambra Pitta, e Elias Abboadalla, representante
da Baxter Hospitalar. Os policiais estão caçando os empresários
Lourenço Peixoto, vice-presidente do Jornal de Brasília,
Marcos Jorge Chain e Jaisler Alvarenga. A ligação entre os
empresários e os servidores públicos era feita pelos lobistas
Francisco Honorato, Armando Coelho, André Murgel, Eduardo Pedrosa
e Romeu de Amorim, que atuavam na capital federal. \u201cSe não tivesse
mandado investigar o esquema, estaria funcionando até hoje... afirmou
o ministro. A quadrilha praticava fraudes em licitações e
superfaturamento na compra de hemoderivados para o Ministério da
Saúde. Eles chegavam a pagar 42% acima do valor real. Tudo isso
sob a chancela de Luiz Cláudio. O produto do roubo seria dividido
entre os envolvidos. Luiz Cláudio é filiado ao PT do Recife
e no seu apartamento, em Boa Viagem, a PF encontrou US$ 22 mil, 7,5 mil
euros e R$ 114 mil. Tudo em dinheiro. Já na casa de Rommel Pontes
Peixoto, em Jaboatão do Guararapes (PE), foram apreendidos recibos
de compra de obras de arte no valor de R$ 145 mil. Peixoto, que está
foragido, é apontado pela PF como um dos principais integrantes
do esquema. Ele, que atuou no esquema PC Farias, trabalhou na extinta Central
de Medicamentos (Ceme).
Fonte:
Site da Revista Istoé - www.istoe.com.br - 26/05/2004
PASTOR WAGNO - PL/GOIÁS
Segundo a polícia, o presidente da Câmara de Vereadores
da cidade, Pastor Wagno, do PL, queria receber dinheiro para garantir votações
de interesse da prefeitura. Na hora de pagar, o prefeito diz que não
tem todo o dinheiro. O vereador queria R$ 10 mil reais. \u201cNão
tenho todo dinheiro\u201d, disse o prefeito. \u201cMete um cheque então. Ai
eu dou a parte dele em cheque\u201d, afirma o pastor. O
pastor Wagno conta o dinheiro e cobra mais por uma sessão extraordinária
da Câmara. \u201cFicou só pendente aqueles 10 né isso e
mais aquela extraordinária\u201d, comenta ele. Logo
depois, o presidente da Câmara de Vereadores é preso em flagrante.
O vereador é acusado de corrupção passiva. A pena
para este tipo de crime varia de um a oito anos de prisão.
Fonte:
Jornal da Globo - Rede Globo - 05/07/2004
ERNANDES AMORIM - RO
A Polícia Federal prendeu o ex-senador de Rondônia, Ernandes
Amorim, apontado como o líder de um esquema de desvio de R$ 18 milhões
da prefeitura de Ariquemes (Ro), cidade administrada por Daniela Amorim,
sua filha. A PF realizou busca por documentos na casa da prefeita. A operação,
batizada de "Marmoré", mobilizou uma centena de agentes, e deve
realizar novas prisões ao longo do dia. Estão com prisão
decretada, Osmar Santos Amorim, irmão do ex-senador, Francisco Rangel
Nunes, gerente de uma empresa de construção civil, e Adão
Magalhães da Cruz, funcionário do INSS.
Fonte:
Site do Universo On Line - www.uol.com.br - 11/05/2004
ANTÔNIO CORDEIRO
- PPS/AM
EDUARDO BRAGA - PPS/AM
AMAZONINO MENDES - PFL/AM
JOÃO GOMES VILELA
ALFREDO PAES DOS SANTOS
- A PF prendeu 20 políticos, emprresários e assessores
acusados de desviar R$ 500 milhões com licitações
superfaturadas no governo do Amazonas. Os policiais prenderam o presidente
da Comissão Geral de Licitação do governo estadual,
João Gomes Vilela e o ex-secretário estadual de Fazenda,
Alfredo Paes dos Santos. Apotando como líder da quadrilha, o deputado
estadual Antônio Cordeiro (PPS) só não foi preso porque
tem imunidade parlamentar.De acordo com o jornal O Globo, todos os presos
têm ligações com o governador Eduardo Braga (PPS) e
com o ex-governador Amazonino Mendes (PFL). Empresas do grupo administrado
pela holding LM Administração e Participações,
com sede em Belo Horizonte, faziam acordos para superfaturar preços
e assegurar vitórias nas concorrências da Comissão
Geral de Licitação do Estado. O deputado Antônio Cordeiro
influenciava nas decisões. A operação reuniu 170 policiais
federais e agentes da Receita, e foi batizada como Operação
Albatros, numa referência a um avião utilizado pelos fraudadores.
Na casa do deputado Antônio Cordeiro foram apreendidos mais de R$
2,3 milhões em reais, dólares, euros, liras e títulos.
As investigações apontam que o grupo agia há cerca
de dez anos e tinha tentáculos em São Paulo, Minas Gerais,
Rio Grande do Sul e até no Uruguai. O governador do Amazonas exonerou
o presidente da Comissão Geral de Licitação e outros
servidores acusados de envolvimento com a organização.
Fonte:
Portal Terra - www.terra.com.br - 11/08/2004
JOSÉ CARLOS RODRIGUEZ
- PFL/SP O
suposto crime de improbidade administrativa que teria sido cometido com
a cessão de um prédio da Prefeitura de Guarujá à
Unaerp, conforme denúncia do Ministério Público (MP),
pode ter desdobramentos também na Câmara. Isso porque o vereador
José Carlos Rodriguez (PFL) também figura como réu
na ação civil movida pelo órgão. O promotor
do Meio Ambiente e Cidadania rastreou a conta bancária de Rodriguez
e constatou que ele recebeu R$ 33 mil da fundação que intermediou
a negociação para instalação da Unaerp na Cidade.
O depósito foi flagrado a partir da quebra do sigilo bancário
do vereador, procedimento autorizado pela Justiça após medida
cautelar. Como Rodriguez votou a favor do projeto que culminou com a cessão
do imóvel à fundação, o promotor considera
que ele \u2018\u2018praticou inquestionável ato de improbidade administrativa\u2019\u2019.
Na ação, que foi protocolada no último dia 13 e distribuída
para a 2ª. Vara da Comarca de Guarujá, o representante do MP
classifica o ato como \u2018\u2018imoral\u2019\u2019 e completa, dizendo que o vereador \u2018\u2018não
tem a simples idéia do dever de bem exercer sua função
de modo ético e correto\u2019\u2019. No documento encaminhado à Justiça,
o promotor também afirma que, no episódio que culminou com
a cessão do prédio, Rodriguez deixou de lado \u2018\u2018o bom exercício
da função (no Poder Legislativo), adentrando na seara da
imoralidade, da ilicitude e da ilegalidade\u2019\u2019. No início do ano,
Rodriguez já havia sido acusado de ter fornecido bens e insumos
à Prefeitura por meio de empresa da qual é sócio,
o que também representaria ato de improbidade administrativa. Na
ocasião, o parlamentar chegou a pedir desculpas à população
de Guarujá \u2018\u2018por eventual erro\u2019\u2019 que tivesse cometido. Em sua defesa
no inquérito civil relacionado à Unaerp, Rodriguez reconheceu
que recebeu dinheiro da entidade, mas alegou que o pagamento se devia ao
aluguel de um imóvel de sua propriedade à Fundação
Fernando Eduardo Lee por um período de nove meses. O vereador também
afirmou que foi contratado pela fundação em fevereiro de
1997, portanto seis meses antes do projeto ser aprovado na Câmara.
E acrescentou que teria prestado serviços como corretor de imóveis,
tratando de localizar edificações que pudessem abrigar cursos
educacionais em Guarujá. Porém, como ficou comprovado no
inquérito civil aberto pelo Minsitério Público, a
fundação jamais obteve qualquer registro no Ministério
da Educação e Desporto (MEC) que permitisse a exploração
de cursos educacionais. Logo após vencer a licitação,
a Fundação Fernando Eduardo Lee firmou parceria com a Associação
de Ensino de Riberirão Preto (Aerp), que é mantenedora da
Unaerp. Nesse ato, na visão do promotor, teria sido cometida uma
burla à Lei de Licitações, na medida em que a parceria
teria servido para viabilizar um negócio ilegal entre a Prefeitura
e a Aerp, que estaria impedida de contratar com o poder público
devido a uma dívida que manteria à época com a Previdência
Social. Esse fato
ensejou uma outra ação civil pela suposta prática
de improbidade administrativa, onde figuram como réus a Fundação,
a Aerp, a Unaerp, o prefeito Maurici Mariano e outras cinco pessoas que
compunham a comissão de licitações que homologou a
cessão do prédio público por 25 anos.
Fonte:
Site do Jornal A Tribuna (Santos/SP) - www.atribuna.com.br - 23/08/2004
JOÃO CAPIBERIBE
- PSB/AP
JANETE CAPIBERIBE - PSB/AP
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou hoje a cassação
do senador João Capiberibe (PSB-AP) e de sua mulher, a deputada
federal Janete Capiberibe (PSB-AP). O Plenário do Tribunal rejeitou,
por unanimidade, o recurso dos parlamentares. A defesa pretendia obter
a revisão da sentença no processo julgado pelo TSE, em abril
passado, que cassou os mandatos dos dois parlamentares por compra de votos
nas eleições gerais de 2002. Os advogados vão recorrer
da decisão, o que permite ao senador e sua mulher permanecerem nos
cargos. O casal era acusado de compra de votos nas eleições
de 2002, por duas eleitoras que alegam ter recebido 26 reais para votar
neles. Capiberibe, que foi governador do Amapá, alega ter sido vítima
de uma armação de adversários políticos. Segundo
o ministro, a prova dos autos não deixa dúvida de que houve
captação ilícita de votos que beneficiou o casal Capiberibe.
Fonte:
Portal Terra - www.terra.com.br - 02/09/2004
ROBERTO JEFFERSON - PTB/RJ
JOSÉ DIRCEU -
PT De acordo com a revista Veja, o PT se comprometeu a fornecer
cerca de R$ 150 mil reais a cada deputado federal do PTB em troca de apoio
político. O presidente do partido, deputado Roberto Jefferson (RJ)
negou as acusações.
A última edição
da revista afirma que os deputados usariam o dinheiro para ajudar prefeitos
e vereadores em seus redutos eleitorais e assim reforçariam o apoio
de suas bases eleitorais. Como o partido tem 52 deputados, o valor pago
ficaria em quase R$ 8 milhões. Além disso, O PT também
ficaria responsável por fornecer quase R$ 2 milhões à
cúpula do PTB para aplicar nas campanhas que julgasse mais estratégicas.
Em princípio, o dinheiro iria para campanhas como a do candidato
a prefeito do Recife, e a de Salvador. O PTB, além de dinheiro,
receberia cargos no governo. O partido ficaria com a superintendência
do INSS em São Paulo e Goiânia. Nas cidades, o PTB abriu mão
de candidatura própria em favor dos PT. No Rio, Cristiane Brasil,
filha do deputado Roberto Jeferson, indicaria um diretor da Embratur, a
estatal responsável pelo turismo. O ministro-chefe da Casa Civil,
José Dirceu, se recusou a comentar a reportagem da Veja, negando
através de sua assessoria, os termos do acordo. O acordo com o presidente
do PTB, Roberto Jefferson, teria sido fechado pelo próprio Dirceu,
há três meses. Jefferson negou qualquer acordo financeiro
com o PT.
Fonte:
Portal Terra - www.terra.com.br - 18/09/2004
RAIMUNDO JOÃO
- PFL/MA O prefeito de Rosá;rio, no Maranhão, Raimundo
João (PFL), candidato à reeleição, foi preso
em flagrante na manhã de hoje quando distribuía dinheiro
em troca de votos. De acordo com a promotoria, o candidato estava distribuindo
cédulas de R$ 5 e R$ 10 na rodoviária do município,
e tinha em seu poder cerca de R$ 10 mil em espécie e material de
propaganda política, segundo a Radiobrás.
Fonte:
Portal Terra - www.terra.com.br - 02/10/2004
RAIMUNDO GUIMARÃES
- O prefeito de Rio Real não consseguiu se reeleger e baixou
um decreto demitindo todos os servidores contratados como prestadores de
serviço. Estão na lista até professores pagos com
verba do governo federal para a manutenção do ensino e valorização
dos professores. "Eu acho que fui demitida por questão política,
porque minha família voltou toda contra ele e ele soube disso",
conta uma professora. O município tem 11 postos de saúde
mantidos pelo governo federal, em parceria com a prefeitura. Nenhum deles
está funcionando. Médicos, enfermeiros e auxiliares foram
todos demitidos por ordem do prefeito. Inclusive o Programa Saúde
da Família, que atende 80% da população, está
com as portas fechadas,com muita gente correndo risco. Depois que baixou
o decreto, o prefeito Raimundo Guimarães não foi visto mais
na cidade.
Fonte:
Site do Jornal Nacional - www.globo.com/jn - 09/10/2004
LUIZ EDUARDO CORREA
SEBASTIÃO ROCHA
- PDT
ROSEMIRO ROCHA - PL
FERNANDO DE SOUZA RIBEIRO
- PSDB - A PF gravou, com autoriza&ccediil;ão da Justiça,
uma conversa que comprovaria o envolvimento do prefeito de Santana, o segundo
maior município do Amapá, com um esquema de fraude. Foram
26 presos, suspeitos de desviar dinheiro público destinado a obras
no Amapá. Entre eles estão o ex-senador Sebastião
Rocha, do PDT, e o futuro senador Fernando de Souza Ribeiro, do PSDB, suplente
de senador. Em
Santana, no Amapá, estão seis das 17 obras sob suspeita.
Uma delas é o porto da cidade, que já recebeu quase R$ 6
milhões do governo federal, e até agora pouca coisa foi feita.
A prefeitura também terá que dar explicações
sobre outra suspeita: a de que teria usado os serviços da quadrilha
presa ontem para fraudar o Siafi, o Sistema de Administração
Financeira do Governo Federal. Com isso, a prefeitura teria recebido dinheiro
da União de forma irregular. A
Polícia Federal fez escutas telefônicas e, segundo um relatório
enviado à Justiça, identificou a voz do prefeito Rosemiro
Rocha, do PL, dizendo ao empresário Luiz Eduardo Correa, que já
está preso, como esse problema seria resolvido. Um documento do
Siafi mostra que, em janeiro do ano passado, faltava prestar contas de
mais de R$ 600 mil do Ministério da Educação. No mês
seguinte, a inadimplência desapareceu. Isso aconteceu oito vezes,
sempre que a prefeitura precisava receber mais dinheiro do governo. Os
dois funcionários do MEC que alteraram os dados, presos ontem, foram
demitidos nesta sexta-feira.
Fonte:
Site do Jornal Nacional - www.globo.com/jn - 05/11/2004
FERNANDO FLEXA RIBEIRO
- PSDB
JOÃO HENRIQUE
PIMENTEL - PT / AP - A polícia encontrou indícios de
fraude nas licitações de obras durante o primeiro mandato
do prefeito João Henrique Pimentel, como a construção
de um canal e do Hospital do Câncer de Macapá, que custou
mais de R$ 6 milhões, a maior parte paga pelo Ministério
da Saúde. A obra está sendo feita pela construtora do empresário
Luis Eduardo Correa, que também está preso. No relatório
que enviou à Justiça, a Polícia Federal afirma que
há indícios de que o prefeito teria recebido propina para
que a construtora ganhasse as licitações do município.
Em gravações telefônicas, a polícia identificou
conversas do prefeito e o empresário. Antes de ganhar a licitação
pra construir o hospital, os dois teriam combinado o valor da obra. Gravação:
João Henrique Pimentel: \u201cA licitação, então,
vai ser maior um pouquinho que o valor?\u201d Luiz Eduardo Correa: \u201cVai .. Vai
ser o valor que nós pedimos.\u201d João Henrique Pimentel: \u201cAh
tá. Vai ser o valor global. Aí nós vamos pagar uma
parte do Ministério outra parte com recursos do Estado.\u201d Ontem à
noite, a Polícia Federal soltou 25 presos na Operação
Pororoca porque terminou o prazo da prisão temporária. Todos
vão responder a inquérito em liberdade. Entre eles, o ex-senador
Sebastião Rocha, do PDT, e o futuro senador, Fernando Flexa Ribeiro,
do PSBD, que vai assumir um vaga de senador.
Fonte:
Site do Jornal Nacional - www.globo.com/jn - 09/11/2004
ANDRÉ LUIZ - PMDB
/ RJ - Ele é o deputado federal André Luiz, do PMDB do
Rio de Janeiro, que está envolvido em um dos maiores escândalos
políticos do Rio, nos últimos anos. Ele já está
no seu quarto mandato. Em conversas gravadas, o deputado assume o assassinato
de oito pessoas e tenta extorquir R$ 3 milhões do empresário
do setor lotérico Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. André
Luiz é o primeiro vice-presidente da CPI da Loterj, aberta em março
deste ano pelos deputados do Rio, para apurar um escândalo na loteria
do estado. O caso estourou no início do ano, quando Waldomiro Diniz,
ex-presidente da Loterj e ex-assessor da Casa Civil, foi flagrado tentando
extorquir dinheiro de Carlos Cachoeira. Agora André Luiz é
acusado de usar a CPI para fazer com Cachoeira o mesmo que Waldomiro já
tinha feito: tentar tomar dinheiro do empresário. O objetivo: evitar
que Cachoeira não fosse incriminado pela CPI, o que acabou acontecendo.
Waldomiro e Cachoeira são acusados de 12 crimes pela CPI, entre
eles, formação de quadrilha, fraude, corrupção
e extorsão. Segundo o deputado André Luiz, os R$ 3 milhões
seriam distribuídos entre 40 deputados, depois das eleições.
Fonte:
Site do Fantástico - www.globo.com/fantastico - 14/11/2004
ANTONIO MARREIROS DA
SILVA MELO NETO - O doutor juiz Antonio Marreiros da Silva Melo Neto,
da 6ª Vara Cível de São Gonçalo, entrou na Justiça
para obrigar funcionários do Edifício Luíza Village
a lhe chamarem de doutor (ele abriu mão do respeitoso título
\u201cseu\u201d antes do título \u201cdoutor\u201d). O doutor Da Silva Melo Neto perdeu
em primeira instância. O doutor Da Silva Melo Neto recorreu ao Tribunal
de Justiça. Ele ganhou uma liminar, e isso significa que, até
o julgamento final sobre como ele deve ser chamado, fica valendo o doutor.
Outra decisão da Justiça diz que funcionários do condomínio,
a síndica e o próprio advogado do doutor estão proibidos
de comentar o processo sob pena de multa diária de R$ 1 mil. Diz
a liminar: \u201cAntes de ser direito do agravante, mas um dever, e verificando-se
nos autos que o mesmo vem sofrendo enorme desrespeito por empregados subalternos
(...) mas também desacatos (...) defiro-a.\u201d O \u201cagravante\u201d, no caso,
é o doutor, no país de \u201cseu doutor\u201d; \u201csubalternos\u201d são
os não-doutores. O presidente do Tribunal de Justiça do Rio
de Janeiro disse que o doutor Da Silva Melo Neto deveria desistir da ação.
Como o edifício tem de se defender na Justiça, o valor do
condomínio (hoje de R$ 270) vai ter de subir.
Fonte:
Site da Revista Istoé - www.istoe.com.br - 17/11/2004
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